cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Deixe-se amar por quem você é

Omitimos opiniões , deixamos em segundo plano algumas das nossas prioridades, adotamos como prioridades coisas que pouco nos importa. Tudo bem que quando estamos nos relacionando afetivamente , fazer concessões é normal. Ás vezes é preciso ceder , abrir mão de algo para a relação fluir. O problema é quando a vida vira uma sequência interminável de concessões , de opiniões caladas na boca , apertando a garganta , sufocando o peito, deixando a vontade de se expressar morrer dia a dia.


especial17.jpg

Como o personagem Reth Butler do clássico ...E o vento levou afirmou a Scarlett, devemos ficar com quem nos admira do jeito que nós somos. Se precisamos fingir ser outra pessoa para agradar, a relação será construída sobre bases falsas e frágeis.

Teoricamente falando parece óbvio o título do atual artigo, mas na prática , na loucura do dia a dia , no frenesi de uma nova paixão, no afã de amar e de ser amado, muitas vezes , fingimos sim para atrair a atenção de alguém ou manter uma relação.

Omitimos opiniões , deixamos em segundo plano algumas das nossas prioridades, adotamos como prioridades coisas que pouco nos importa. Tudo bem que quando estamos nos relacionando afetivamente , fazer concessões é normal. Ás vezes é preciso ceder , abrir mão de algo para a relação fluir. O problema é quando a vida vira uma sequência interminável de concessões , de opiniões caladas na boca , apertando a garganta , sufocando o peito, deixando a vontade de se expressar morrer dia a dia.

O problema é quando apenas o jeito de ser do outro importa. Quando tudo é feito do jeito, no tempo do outro e quase nada de nós fica impresso na relação. O problema é quando sempre falamos "Tudo bem" sem sentir que está realmente tudo bem. Quando concordamos , simplesmente para não polemizar , para não atrair o julgamento do outro.

Em uma relação saudável as duas partes importam. As duas partes precisam ceder de vez em quando. As duas partes precisam se sentir à vontade na relação.

Muitas vezes , por carência , por solidão, por tédio, por medo, acabamos nos conformando com muito pouco. Acabamos aceitando migalhas afetivas . Acabamos aceitando as sobras do tempo do outro. Lá no fundo, temos uma dificuldade danada em nos amar. Lá no fundo, achamos que merecemos pouco e vamos colecionando um mosaico de relações sem muito sentido. Concordamos com regras de um jogo que não foi criado por nós e com o passar do tempo, começamos a acreditar que realmente queremos viver daquele modo até que algo acontece e nos faz enxergar que queremos muito mais.

Muitas vezes, investimos em pessoas incapazes de dar todo o amor que desejamos receber porque na verdade nós não conseguimos nos amar plenamente. E quem não se ama plenamente , não consegue amar ninguém intensamente . Não consegue se deixar amar para valer!


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
Saiba como escrever na obvious.
version 2/s/recortes// @obvious, @obvioushp //Sílvia Marques