cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Ás vezes , nós não queremos nada do outro. Apenas sentir que podemos contar com ele

Ninguém precisa mudar a sua rotina ou deixar de cumprir com as suas obrigações para demonstrar empatia, carinho, amizade verdadeira , cumplicidade amorosa. Ninguém precisa deixar de trabalhar ou cuidar dos filhos ou cuidar da casa para dar um apoio moral a um amigo doente ou a um amigo que sofre por ter um parente doente. Um telefonema rápido na hora do almoço ou antes de dormir pode animar quem sofre , quem espera , quem se encontra num estado de profundo cansaço emocional.


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Muitas vezes, quando estamos vivendo momentos difíceis e dolorosos , nós não esperamos por grandes gestos nem por sacrifícios homéricos por parte de quem amamos. Não esperamos que nossos amigos e parentes joguem tudo para o alto para cuidar de nós. Muitas vezes , queremos simplesmente sentir que as pessoas amadas estão ali , de coração aberto , disponíveis emocionalmente caso nós realmente necessitemos delas, transmitindo um mínimo de empatia pelo nosso momento.

Muitas vezes, uma palavra amiga , uma mensagem via Whatsapp perguntando como nós estamos nos sentindo, um café compartilhado no corredor de um hospital quando um ente querido está numa sala de cirurgia, 5 minutinhos de conversa antes do expediente começar , um olhar cúmplice diante de uma situação constrangedora ou apenas um "Eu te entendo" quando parece que vamos explodir , conta muito mais do que a maioria das pessoas possa imaginar.

Ninguém precisa mudar a sua rotina ou deixar de cumprir com as suas obrigações para demonstrar empatia, carinho, amizade verdadeira , cumplicidade amorosa. Ninguém precisa deixar de trabalhar ou cuidar dos filhos ou cuidar da casa para dar um apoio moral a um amigo doente ou a um amigo que sofre por ter um parente doente. Um telefonema rápido na hora do almoço ou antes de dormir pode animar quem sofre , quem espera , quem se encontra num estado de profundo cansaço emocional.

Sentir é saber com o coração. E quando estamos tristes , preocupados , tensos , muitas vezes , o sentir se torna muito mais importante do que o saber. Sim, sentir que quem amamos se importa com a nossa dor pode não resolver o nosso problema , mas alivia o nosso coração.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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