cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Sete filmes intrigantes com Isabelle Huppert

Neste artigo, vou comentar brevemente sete filmes protagonizados por Huppert que recentemente concorreu ao Oscar de melhor atriz pelo profundo e ousado Elle, de Paul Verhoeven.


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Isabelle Huppert em Elle

Isabelle Huppert é uma premiada atriz francesa, que participou de mais de 110 filmes desde 1971. Considerada a dama do cinema francês e a melhor atriz francesa da sua geração, é um dos presidentes do Júri do Festival do Cannes.

Neste artigo, vou comentar brevemente sete filmes protagonizados por Huppert que recentemente concorreu ao Oscar de melhor atriz pelo profundo e ousado Elle, de Paul Verhoeven. A ordem segue o critério do filme mais recente até o mais antigo.

1. Elle, de Paul Verhoeven, 2016

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Em Elle , Huppert vive uma bem-sucedida e arrogante empresária que sofre um estupro em sua própria casa. Ao invés de se sentir traumatizada e procurar a ajuda da polícia , Michéle entra em um intenso jogo de sedução com o seu agressor.

2. Propriedade privada, de Joachim Lafosse, 2006

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Nesta coprodução ultra realista entre a França e a Bélgica , Huppert vive uma mulher que quer vender sua enorme casa para abrir um restaurante com o seu namorado. Porém, seus filhos dependentes tanto financeiramente quanto afetivamente são contrários à ideia , principalmente Thierry , que é bastante agressivo e controlador. Mas, vale ressaltar que a personagem vivida por Huppert não é totalmente inocente nesta patológica dinâmica familiar.

3. A professora de piano, de Michael Haneke, 2001

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Nesta coprodução austríaca, alemã e francesa , dirigida pelo genial cineasta de Amor , A fita branca , Cachê e Violência gratuita, Isabelle Huppert vive uma professora de piano mal-humorada, que desperta a paixão de um jovem pianista que faz de tudo para se aproximar dela. Porém, ambos têm visões bem diferentes a respeito de um relacionamento amoroso ideal. Como em Elle, Huppert vive uma personagem altiva e controladora na sociedade , mas que gosta de ser subjugada na intimidade. Merece destaque a relação simbiótica com a mãe.

4. As afinidades eletivas, dos Paolo e Vitorio Taviani, 1996.

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Baseado no romance de Goethe , este belíssimo filme ítalo-francês mostra uma situação inusitada: um casal que leva muitos anos para finalmente ficar junto , vê o amor desmoronar em queda livre quando a filha adotiva da mulher e um amigo do homem passam a dividir a casa com eles. A protagonista vivida por Huppert se apaixona pelo amigo do marido e seu marido se apaixona pela enteada. Goethe utilizou um princípio da Química para falar sobre a instabilidade das parcerias amorosas quando entram outras pessoas em jogo.

5. Mulheres diabólicas, de Claude Chabrol, 1995

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Neste assustador filme de Chabrol, um célebre cineasta que fez parte da Nouvelle-Vague e trabalhou em outras oportunidades com Huppert, temos uma adaptação da peça teatral As criadas , de Jean Genet , um dos maiores nomes da Literatura francesa. Por sua vez, Genet se baseou em um caso real para escrever As criadas: o caso das irmãs Papin , duas psicóticas que trucidaram suas patroas depois de uma pane na energia elétrica. Elas foram pacientes de Jacques Lacan.

6. Madame Bovary, Claude Chabrol, de 1991

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Nesta belíssima e melancólica adaptação do célebre romance de Gustave Flaubert, Huppert vive a iludida Emma, que sonha com amor e riqueza , mas acaba se envenenando por desespero, depois de afundar a família em dívidas e destroçar suas expectativas amorosas.

7. Eaux profondes, de Michel Deville , 1891

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Neste filme pouco conhecido no Brasil, Huppert vive uma jovem casada com um homem muito mais velho , que ela humilha com seus casos futeis de amor. Mais um filme que apresenta com maestria as complexas dinâmicas do desejo.

A lista de obras importantes com Isabelle Huppert inclui também Amor , de Haneke , A teia de chocolate , de Chabrol, uma versão ousada e angustiante de A dama das camélias dirigida pelo niilista Mário Bolognini, entre muitas outras. É um menu rico e variado. Bom apetite!


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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