cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Doutora em Comunicação e Semiótica, psicanalista lacaniana, escritora e atriz. Indicada ao Jabuti 2013. Idealizadora da Pós em Cinema do Complexo FMU.

www.psicanalistasilviamarques.com

As pessoas se interessam por nós quando estamos cuidando da nossa vida

Quando corremos muito atrás do amor, transmitimos uma mensagem de carência excessiva ao outro que pode se assustar com a expectativa exagerada que estamos depositando em seus ombros.


mulheres-bar.jpg

Quando estamos sozinhos e carentes é natural sentirmos vontade de ter alguém em nossa vida. É natural também ficarmos ansiosos e buscarmos estratégias para conhecer pessoas. O problema é quando esta ansiedade se torna excessiva e a pessoa começa a enfiar os pés pelas mãos, se colocando em situações complicadas, que geram ainda mais carência.

Quando corremos muito atrás do amor, transmitimos uma mensagem de carência excessiva ao outro que pode se assustar com a expectativa exagerada que estamos depositando em seus ombros. Quando estamos cuidando da nossa vida , trabalhando, saindo com os amigos , fazendo projetos de diversas naturezas, investindo em nossa carreira , empolgados com a reforma da casa ou com a compra do primeiro carro ou entusiasmados com um novo curso que resolvemos fazer aos finais de semana , as pessoas ao nosso redor nos enxergam com outros olhos.

As pessoas , normalmente, se interessam por quem têm interesses variados. Por quem fala sobre o próprio trabalho com paixão, por quem têm curiosidade por aprender coisas novas, fazer viagens, por quem cultiva hobbies que variam desde participar de uma banda de rock ou grupo de teatro aos finais de semana até estudar sobre harmonização de queijos e vinhos.

Pessoas que esperam o amor chegar para começarem a viver são as que mais demoram para encontrá-lo. Sem falar que nenhum amor chega pronto, embalado em papel celofane. O amor se faz no dia a dia e o amor que sentimos ontem não é o mesmo amor que sentimos hoje nem o que sentiremos amanhã.

Fazendo uma analogia bem simplista , o amor é mais ou menos como a caneca de leite sobre o fogão. Se olhamos demais , nunca ferve. Se paramos de olhar , faz uma bagunça danada como a chegada de uma pessoa em nossa vida que vai tirando tudo do lugar e mostrando que nem tudo pode ser planejado e controlado.


Sílvia Marques

Doutora em Comunicação e Semiótica, psicanalista lacaniana, escritora e atriz. Indicada ao Jabuti 2013. Idealizadora da Pós em Cinema do Complexo FMU. www.psicanalistasilviamarques.com.
Saiba como escrever na obvious.
version 5/s/recortes// //Sílvia Marques