cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Doutora em Comunicação e Semiótica, psicanalista lacaniana, escritora e atriz. Indicada ao Jabuti 2013. Idealizadora da Pós em Cinema do Complexo FMU.

Atendo adolescentes e adultos em São Paulo.
www.psicanalistasilviamarques.com

Seja você mesmo. Desta forma , você vai atrair pessoas e situações compatíveis com o seu jeito de ser

Muitas pessoas passam a vida tentando se adequar a um ambiente , a uma profissão, a um relacionamento, a uma maneira de viver que nada tem a ver com elas. Muitas pessoas passam a vida tentando atender às expectativas alheias , carregando o mundo nos ombros. Carregando até mesmo pesos que não lhes pertencem ao assumir responsabilidades de terceiros, tentando corrigir erros e preencher lacunas deixadas por outras pessoas que vivem a vida de forma totalmente descompromissada em relação aos outros, num egoísmo patológico.


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Sabemos que pessoas incompatíveis e até mesmo desagradáveis vão cruzar o nosso caminho independente da nossa postura diante da vida. Sabemos que nem sempre as circunstâncias contribuem para uma existência feliz porque as escolhas de terceiros e os acasos interferem em nosso cotidiano. Por outro lado, podemos escolher o que fazer com aquilo que nos aconteceu. Algumas pessoas conseguem ressignificar experiências dolorosas. Outras passam a vida se lamentando.

Algumas pessoas se queixam de solidão, mas erguem muros para todos aqueles que tentam se aproximar. Algumas pessoas passam a vida criticando tudo e todos, mas são incapazes de fazer qualquer tipo de mudança para se sentirem mais realizadas.

Outras pessoas , apesar das dificuldades, vão à luta. Quebram muros , constroem pontes entre elas e seus desejos. Tentam de forma incansável obter seus objetivos pois sabem que nada cai do céu e precisamos investir naquilo que faz o nosso coração bater mais forte.

Muitas pessoas passam a vida tentando se adequar a um ambiente , a uma profissão, a um relacionamento, a uma maneira de viver que nada tem a ver com elas. Muitas pessoas passam a vida tentando atender às expectativas alheias , carregando o mundo nos ombros. Carregando até mesmo pesos que não lhes pertencem ao assumir responsabilidades de terceiros, tentando corrigir erros e preencher lacunas deixadas por outras pessoas que vivem a vida de forma totalmente descompromissada em relação aos outros, num egoísmo patológico.

Tentar se adequar a um estilo de vida que não nos agrada , tentar suprir as faltas deixadas por colegas de trabalho e estudo irresponsáveis , por familiares negligentes , por parceiros afetivos e amigos acomodados é desperdiçar a vida. Mais do que isso: tentar agradar quem não demonstra nenhuma empatia por nós, tentar investir tempo , dinheiro e energia em projetos e parcerias que nunca darão em nada porque visivelmente o outro está desinteressado, é desperdiçar a vida.

Pessoas que investem o melhor delas naquilo e naqueles que elas mais amam tendem a ter vidas mais expressivas e significativas. Porque quando somos nós mesmos , atraímos pessoas e situações compatíveis com o nosso jeito de ser.


Sílvia Marques

Doutora em Comunicação e Semiótica, psicanalista lacaniana, escritora e atriz. Indicada ao Jabuti 2013. Idealizadora da Pós em Cinema do Complexo FMU. Atendo adolescentes e adultos em São Paulo. www.psicanalistasilviamarques.com.
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