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Tudo sobre o mundo do cinema visto de uma maneira diferente

Vitor Quartezani

Jornalista, cinéfilo convicto, mas não crítico de cinema. Editor, mas não diretor, e nas horas vagas palpiteiro no mundo dos esportes.

"Como Eu Era Antes de Você" mescla romantismo e questionamentos na medida certa

Adaptação do livro de Jojo Moyes, "Como Eu Era Antes de Você", mesmo tendo uma história que já foi bastante difundida, por conta da repercussão do livro, consegue levar para as telas do cinema a essência de cada personagem e faz com que os espectadores se envolvam e questionem diversas ações que cada um toma durante todo o filme.


462077.jpgDei um tempo nos filmes de ação ou de super heróis, e fui junto com a minha esposa para ver aquele filme que promete ser o preferido do público feminino em 2016, o esperado “Como Eu Era Antes de Você”, adaptação do aclamado livro da escritora Jojo Moyes.

E mesmo com uma história que muitos conhecem por conta de toda a repercussão que o livro gerou, “Como Eu Era Antes de Você”, surpreende com um roteiro bem leve, que faz com que o espectador se envolva na história de uma tal maneira, que não foi surpresa constatar que no meio do filme, as pessoas comentavam sobre as ações em tela e choravam diante de algumas situações apresentadas.

“Como Eu Era Antes de Você” gira em torno de William Traynor (Sam Caflin), jovem que tinha uma vida muito ativa, mas que de repente vê toda a sua história mudar ao ser atropelado por uma moto e ficar tetraplégico. Desesperançoso, William não tem mais vontade de viver e apenas vê seus dias passarem lentamente, alternando bons e maus momentos.

Contudo, toda a sua luta ganha outra motivação quando ele conhece uma jovem totalmente alienada Louisa Clark (Emilia Clarke), que precisando de emprego para ajudar no sustento de sua família aceita um emprego de cuidadora para auxiliar William nas suas tarefas diárias. Seu jeito todo desregrado, despojado faz com que o jovem possa começar enxergar a sua vida com novas perspectivas, mesmo sabendo que dificilmente recuperará seus movimentos corporais.

Foi interessante notar que, mesmo se tratando de um filme com viés romântico, “Como eu Era Antes de Você”, levanta um questionamento muito delicado, no que diz respeito ao suicídio assistido, situação que alguns críticos questionaram muito, uma vez que cai sobre a escritora do livro e a diretora do filme, Thea Sharrock, acusações fortes de mostrar apenas as angústias que pessoas em situação de tetraplegia passam, sem ressaltar como que uma pessoa pode viver até certo ponto bem mesmo com essas limitações.

Na verdade, penso que a abordagem usada no longa foi apenas exposta para ressaltar a todos as angustias e mazelas que uma pessoa nesse estado pode sentir, pois deve ser uma situação de vida muito delicada de se aceitar, principalmente em sua plenitude no que diz respeito a idade.

“Como Eu Era Antes de Você” soube colocar muito bem em tela seus personagens, cada um da sua maneira. É aquele filme que vai dividir opiniões, muitos não vão gostar, outros vão ter preconceitos por ser muito “água com açúcar” em um cenário recheado de filmes mais intensos nas salas de cinema. Mas, se puderem dar uma chance ao filme, garanto que a experiência vai ser boa e vai fazer com que enxerguemos uma outra realidade, muito distante daquela que nos é apresentada todos os dias.


Vitor Quartezani

Jornalista, cinéfilo convicto, mas não crítico de cinema. Editor, mas não diretor, e nas horas vagas palpiteiro no mundo dos esportes..
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