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Tudo sobre o mundo do cinema visto de uma maneira diferente

Vitor Quartezani

Jornalista, cinéfilo convicto, mas não crítico de cinema. Editor, mas não diretor, e nas horas vagas palpiteiro no mundo dos esportes.

Marvel atinge a maturidade em “Capitão América: Guerra Civil”

Estúdio consegue sua melhor obra cinematográfica ao apresentar uma história complexa, recheada de momentos de ação e diversão, que levanta questionamentos importantes ao espectador


capitao-america-guerra-civil-x12y190917.jpgO tão esperado “Capitão América: Guerra Civil” chegou as salas de cinema e trouxe uma excelente afirmação aos espectadores, a maturidade da obra e do universo Marvel como um todo.

Com isso pode-se cravar que o filme é o melhor da Marvel e se coloca em uma posição de destaque entre os longas baseados em super-heróis e histórias em quadrinhos. Não é o melhor, mas figura entre os três primeiros, logo atrás do primeiro “Superman” e “Batman: O Cavaleiro das Trevas”.

Um dos grandes acertos da Marvel foi pavimentar aos poucos o caminho para a formação dos Vingadores, apresentando os heróis de maneira independente e esse acerto foi facilmente constatado em “Capitão América: Guerra Civil”, pois com uma história densa, onde o embate ideológico é sempre presente, consegue nortear os mais variados espectadores, desde aquele fã sedento por quadrinhos, até mesmo aquele que só acompanha a saga dos super-heróis pelas telas de cinema.

Se formos olhar para o que nos foi apresentado nos quadrinhos, a história das telas é um pouco diferente para a motivação da luta pelo registro e controle dos heróis pelo governo. Desagrada alguns leitores, mas funciona para o cinema, pois é mais plausível para o que o longa se dispõe a mostrar, inclusive no trabalho de inserção do Pantera Negra no universo cinematográfico da Marvel.

Além disso, vemos muito bem a definição dos dois grupos, os prós e contra o registro. O roteiro é tão bem elaborado, que em muitos momentos pensamos qual o lado certo da questão, tamanho esclarecimento dos argumentos que são apresentados.

Falando agora dos personagens, além dos dois pilares principais, Capitão América e Homem de Ferro, destaca-se a história por trás do surgimento do Pantera Negra (Chadwick Boseman), qual a sua motivação e como que ele poderá ser útil dentro do universo Marvel. Outra participação muito importante é da Feiticeira Escarlate, já que mesmo com poucos minutos em ação propriamente dita em “Capitão América: Guerra Civil”, a personagem mostra todo o seu drama existencial; a sua possível culpa pelo que aconteceu em “Vingadores: A Era de Ultron”, e toda a sua força que pode ser um diferencial para a equipe dos Vingadores, e que ao mesmo tempo é uma ameaça para o governo e aqueles que desejam a implantação do registro e controle dos heróis.

Quando se analisa os filmes da Marvel, uma das coisas que se fala são dos momentos engraçados presentes nas histórias. E isso não ficou de fora de “Capitão América: Guerra Civil”. E nisso dois personagens se destacam. o Homem Formiga, que tem momentos hilários em tela, seja nas lutas ou até mesmo nos momentos de diálogos com os outros personagens. É claro que nesse contexto não poderia deixar de fora a aparição do novo Homem Aranha, interpretado pelo jovem Tom Holland, que simplesmente incorporou com perfeição a personalidade do personagem, a do jovem inseguro, que ainda não sabe bem lidar com seus poderes, mas que tem sacadas muito bem-humoradas e espirituosas. Além disso, se a história seguir o rumo que foi apresentado nos quadrinhos, ele terá uma participação digamos crucial na segunda parte de Guerra Civil.

Em termos gerais, “Capitão América: Guerra Civil” se estabelece no que diz respeito a filmes baseados em quadrinhos, e marca um novo começo para os filmes da Marvel, já que vai impactar diretamente o andamento da história dos personagens da franquia.

OBS: FIQUEM NA SALA DE CINEMA DEPOIS DOS CRÉDITOS PORQUE EXISTEM DUAS CENAS PÓS CRÉDITOS. UMA LOGO NO FINAL DO FILME E OUTRA DEPOIS QUE PASSAREM TODOS OS CRÉDITOS DA EQUIPE DE PRODUÇÃO DO FILME.


Vitor Quartezani

Jornalista, cinéfilo convicto, mas não crítico de cinema. Editor, mas não diretor, e nas horas vagas palpiteiro no mundo dos esportes..
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