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"É curioso como as cores do mundo real parecem muito mais reais quando vistas no cinema."

Taís Holetz

Não sabe o quer da vida, moraria no cinema se fosse permitido.


Tarantino: O Grande Mestre

Os Oito Odiados, o 8º filme de Quentin Tarantino, acaba de sair do forno, nos causando grandes expectativas que na maioria das vezes sempre são bem correspondidas. O último filme do diretor foi Django Livre, parte de um legado bastante admirado. Na ansiedade da estreia vale a pena relembrar a carreira do diretor, roteirista, produtor e por algumas vezes ator, que contribuiu para o cinema norte-americano e criou referência cinematografia através de suas produções.


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Quentin Tarantino em 1984 era um cinéfilo sobre a bancada de uma videolocadora em Manhattan Beach, onde fazia breves recomendações e comentários sobres os filmes para os clientes e ao mesmo tempo rabiscava roteiros brilhantes junto com o seu colega de trabalho Roger Avary, que viriam a ser vendidos mais tarde, como Amor À Queima-Roupa e Assassinos Natos por exemplo. Em 1987 produziu um filme amador em preto e branco, My Best Friend’s Birthday, o qual não existe muitas publicações a respeito, mas o que passou vir a seguir é o que caracteriza realmente o Tarantino que costumamos conhecer.

Quando o assunto é cinema é muito provável que lembremos de Quentin Tarantino, aquele cara que além de ficar atrás das câmeras, criou roteiros incríveis como Cães de Aluguel, Pulp Fiction: Tempo de Violência, Jackie Brown, Kill Bill, Á Prova de Morte, Bastardos Inglórios, Django Livre e agora por fim, Os Oito Odiados. O cara contribuiu de fato para o cinema norte-americano e moderno, Pulp Fiction: Tempo de Violência o fez conquistar o Festival de Cannes com o prêmio Palma de Ouro e mostrar como o cinema independente pôde vingar. Ainda hoje, entre os críticos Pulp Fiction: Tempo de Violência, é considerado uma de suas melhores obras, mesmo sendo um tanto quanto difícil classifica-las.

O excelente trabalho feito pelo aclamado diretor de Hollywood, Quentin Tarantino, em todas as suas produções como em Pulp Fiction: Tempo de Violência, que acabou por se tornar um clássico, Bastardos Inglórios, que nos trouxe uma releitura da história do mundo envolvendo a Segunda Guerra Mundial e o Nazismo e Django Livre, um filme de faroeste espaguete, como o próprio diretor se refere, que retrata a escravidão norte-americana, foram os merecedores de prêmios importantes do cinema.

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A temática de seus filmes é sem dúvida a violência, mergulhada em uma poça de sangue e ação o que faz com que o espectador não tire os olhos da tela da TV se quer um minuto, (bem, ás vezes eu preciso fechar os olhos e me desviar, tenho a sensação de que o sangue vai espirrar em mim), o que pode ser razoavelmente bom, porque conseguimos entrar na realidade ficcional. Os roteiros nem sempre possuem uma narrativa linear, mas é justamente esse detalhe que faz todo o sentido no final. Os diálogos bem produzidos, personagens próprios e idealizados perfeitamente, caracterizam todo esse legado de Tarantino.

Não posso deixar de mencionar as trilhas sonoras que além de enriquecer toda a produção, permanecem em nossa mente, digamos que por muito tempo, é uma tarefa impossível ouvir as músicas e não associar imediatamente aos filmes. Stuck In The Middle With You, You Never Can Tell (Twist), The Killer’s Song, Don’t Let Me Be Misunderstood, Cat People (Putting Out Fire) e Freedom, todas elas compondo cenas marcantes e intensas. Todo final de filme tarantinês, quando a tela preta aparece e em seguida os créditos, é um soco na mesa, caramba, o cara manda bem mesmo.

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Os Oito Odiados acabou de sair do forno e já há quem diga que a sensação é a mesma, como em todos os outros filmes. Com o humor negro e o excesso de violência de sempre, a nova produção conta com um elenco que já conhecemos através de alguns filmes anteriores do diretor, principalmente de Django Livre como o Walton Goggins, Bruce Dern, Lee Horsley, Zoe Bell, Craig Stark, Dana Gourrier e Samuel L. Jackson que já teve também papéis em Pulp Ficition: Tempo de Violência e Jackie Brown. O oitavo filme de Quentin Tarantino, o segundo de faroeste e também o mais longo, chegou aos cinemas brasileiros na primeira semana de janeiro e causou alvoroço entre seus admiradores. Esperamos ainda um Kill Bill 3 que nos traga novamente Uma Thurman e seus golpes mortais. E antes de mais nada, bem, eu já estava com saudades Grande Mestre.


Taís Holetz

Não sabe o quer da vida, moraria no cinema se fosse permitido. .
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