cinésie

a poesia como movimento, o movimento como cinema e o cinema como poesia.

Anna Petracca

Curitibana, cursa bacharelado em Cinema e Vídeo na Faculdade de Artes do Paraná. Respira arte, inspira tudo

quatro filmes para conhecer robert morgan

Quem pensa que animação não é cinema está muito enganado. Há também aqueles que se dizem muito intelectuais para gostar de animação ou aqueles que já “passaram da idade” para isso. Para a felicidade geral, animação é sim uma das inúmeras formas que o cinema pode tomar e Robert Morgan – que é claramente influenciado pelas obras de Edgar Allan Poe, Jan Svankmajer, David Cronenberg, entre outros - está aí para provar que essa arte não é limitada ao público infantil. Para quem gosta de “A Noiva Cadáver” e o “Estranho Mundo de Jack”, Morgan vai além ao melhor estilo horror macabro e bizarro.


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Robert Morgan nasceu em Londres, no ano de 1974 e se apaixonou por cinema com apenas três anos de idade assistindo ao filme de 1958 Fiend Without a Face. O diretor produz principalmente curta-metragens e consegue imprimir a sua identidade e estilo em todos os seus filmes. Quem se interessa por filmes de horror (e de animação em stop-motion) não pode deixar de conhecer a sua filmografia.

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Em The Man in the Lower-Left Hand Corner of the Photograph Robert Morgan dirige, escreve, anima e edita o curta-metragem (assim como a maior parte de suas obras). Qualquer sinopse arruinaria o filme - o roteiro é incrível. O curta foi finalizado em 1997 e tem pouco mais de 10 minutos de duração. Você pode assistir a primeira parte clicando aqui e a segunda aqui.

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The Cat With Hands (2001) é um de seus filmes mais conhecidos. Seguindo a linha do terror ao estilo clássico de H.P. Lovecraft e Edgar Allan Poe, The Cat With Hands narra a história de um gato que se apoderava de partes do corpo de diferentes pessoas. É uma mistura de live-action com a animação em stop-motion e seu final inesperado deixa claro a qualquer desavisado que é melhor não assistir aos filmes de Morgan antes de dormir. Assista clicando aqui.

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The Separation (2003) provavelmente é o curta-metragem mais conhecido de Robert Morgan. Conta a história de dois irmãos siameses que são separados e a partir daí surgem alguns conflitos psicológicos. É sensível e ao mesmo tempo bizarro. Assista aqui.

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Bobby Yeah foi indicado ao BAFTA (o “Oscar britânico”) em 2012. O curta-metragem (que de todos citados até agora é o mais longo, com 23 minutos de duração) nos apresenta a história de Bobby Yeah, uma criatura que vivencia uma série de acontecimentos que mais se parecem pesadelos surreais. Assista aqui.

Para quem não é fã de filmes de terror, dificilmente se adaptará ao estilo de Robert Morgan. De qualquer maneira, sua pós-produção é impecável, podemos ver que ele se preocupa com cada detalhe cinematográfico – como o roteiro original de seus filmes, além da estética sombria que lhe caracteriza a identidade visual extremamente autoral, do acabamento de suas criaturas bizarras e até mesmo de sua preocupação com os efeitos sonoros de suas produções. Morgan provavelmente não chegará ao cinema mais próximo de sua casa por ter um público restrito e uma caráter autoral muito específico, mas com certeza conquistará o seu espaço entre os festivais e os corações dos fãs do cinema de horror e de animação.


Anna Petracca

Curitibana, cursa bacharelado em Cinema e Vídeo na Faculdade de Artes do Paraná. Respira arte, inspira tudo.
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