cócegas na alma

O despertar da consciência que garante sentido na vida

Claudia Queiroz

Curitibana, jornalista, publicitária, movida a boas amizades e música de qualidade. Para fazer o download da alma? Mergulho na Terra do Nunca, onde bons pensamentos são passaporte para alimentar a criança que teimo em não deixar de ser. Longe dos rótulos, aprecio boa conversa, sem moderação!

A gente só aprende pelo amor ou pela dor. Será?

Acertar não é obrigação. Errar não significa falha. São simplesmente coisas da vida... Sem pressão a gente pode viver a vida como ela deve ser e reconhecer todo o leque de sentimentos que cabem no nosso coração. Mas da pra colecionar bons acontecimentos pra nutrir de esperança os dias melhores, que virão. Enquanto isso, vamos crescer, mesmo que para isso seja preciso chorar.


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É sempre assim. Começo de ano, período preferido para fazer balanços e promessas para o ciclo que recomeça. O que deu certo, ninguém precisa justificar... Até porque, o simples prazer do acerto é a melhor das justificativas. Mas quando algo dá errado, criamos uma série de desculpas pra tentar nos convencer de que toda essa tempestade valeu a pena. Nem que seja lá no fundo... Mas que no final de tudo pareça que foi muito produtivo e enriquecedor enfrentar tamanho sofrimento. Será mesmo que precisa ser assim?

Realmente tenho lá minhas dúvidas se as maiores lições da vida aprendemos pelo amor ou pela dor. Talvez o grande desafio seja contabilizar que perdas e lágrimas fazem parte da vida, assim como colecionamos bons momentos e sorrisos. Somos, na verdade, maus perdedores na essência! E tentamos dar um glamour às perdas. Mais simples seria admitir que às vezes a vida nos passa uma boa rasteira e a gente não ganha nada com isso. Simplesmente temos que seguir em frente.

Por que achamos que temos sempre que ganhar alguma coisa? A filosofia explica. Há centenas de anos inventou milhares de provérbios. Eu, por exemplo, cresci ouvindo aquelas frases prontas, estilo jargão do convencimento de boas novas, como “depois da tempestade vem a bonança”, “a exceção confirma a regra”, “errando é que se aprende”, “o que é do homem o bicho não come”, “o que é seu está guardado”... E por aí afora. Adiantou? Não. Claro que não. Viraram apenas frases soltas em algum lugar do #issonaoservepramim, mesmo sabendo que elas vêm da mais pura raiz latina. Simplesmente, não servem para nada. São apenas frases. Aliás, todas beeeem velhas.

De qualquer forma, nenhuma perda vai nos proporcionar algo bom para nos sentirmos estimulados a superar qualquer tipo de crise, seja ela emocional, financeira, de existência, ou seja lá quaisquer outras 300 classificações derivadas. Então, vou propor algo novo e que espero que realmente toque seu coração: que tal soltar as rédeas do controle e procurar ter mais consciência das suas ações a partir de agora? Tente reconhecer seus sentimentos (com prazo de validade) e olhe adiante, assim como o rio olha para o mar. É inevitável lutar contra o fluxo da existência... E com fé em Deus, independente de religião, fica mais fácil. Ou como diz a música do Guilherme Arantes... "Infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer. Deixa chover..." Simples assim! Ouça e dance. E só. Curta a sua vida.

Estamos todos condenados a viver, a fazer e a recomeçar. Somos predestinados à vida única, que se oferece numa folha em branco a cada dia, com ou sem porquês. Afinal, com bons pensamentos é sempre possível criar uma nova realidade. Então, só posso sugerir que a partir de agora você planeje melhor suas ações para chorar menos quando não der certo. Mas chore. Entregue-se a cada momento de desânimo da mesma forma como faz com a alegria, sem julgá-la, sem desejar entendê-la ou classificá-la. Aliás, ninguém merece o hábito de fazer tanta DR (Discussão de Relação), não é mesmo? Enquanto isso, não se esqueça de que o sol continua brilhando - mesmo escondido entre nuvens, como faz em Curitiba -, as crianças nascendo e os desejos de todo mundo se renovando.

Eu, por exemplo, gosto de anotar bons acontecimentos, bilhetinhos, pensamentos... Certa vez li uma idéia que dizia para colocarmos em pedaços de papel essas boas memórias e guardar num pote. Ao final de um ano, abrir o pote para nos deliciarmos com tudo de bom que nos aconteceu. Já imaginou experimentar isso em 2016? E só pra não perder a tradição, não deixe de anotar em algum lugar seus principais objetivos para o próximo ano. Acredite, quando a gente faz isso, começa a materializar os sonhos em realidade. Não é exatamente isso que todo mundo quer quando vira a folhinha do calendário?

Então boa sorte, bons pensamentos e que a vida lhe seja cheia de movimento, com músicas ao fundo, lágrimas nos olhos e o peito cheio de esperança. Sempre e pra sempre, até que a morte nos separe! Que assim seja.


Claudia Queiroz

Curitibana, jornalista, publicitária, movida a boas amizades e música de qualidade. Para fazer o download da alma? Mergulho na Terra do Nunca, onde bons pensamentos são passaporte para alimentar a criança que teimo em não deixar de ser. Longe dos rótulos, aprecio boa conversa, sem moderação!.
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