cócegas na alma

O despertar da consciência que garante sentido na vida

Claudia Queiroz

Curitibana, jornalista, publicitária, movida a boas amizades e música de qualidade. Para fazer o download da alma? Mergulho na Terra do Nunca, onde bons pensamentos são passaporte para alimentar a criança que teimo em não deixar de ser. Longe dos rótulos, aprecio boa conversa, sem moderação!

Eu me amo mais hoje do que ontem

Amar não tem idade e padrões de beleza são ditados pela vaidade de quem cultiva autoestima. Balzac libertou as mulheres há mais de 200 anos e desde então muita coisa mudou no comportamento feminino. Só que no fundo, todo mundo quer se sentir bonita, amada e feliz sem prazo de validade. Vovós fogosas são a prova de que o amor não envelhece.


Essa receita não tem prazo de validade, modula o envelhecimento positivamente e pode te ajudar a passar pelos anos de vida definitivamente bem mais bonita, segura e feliz

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Hoje as mulheres de 80 anos têm uma aparência muito mais jovem do que as pessoas da mesma idade tinham há alguns anos. Eu acho que a vaidade faz toda a diferença psicologicamente. De qualquer forma, quem é mais feliz tem mais ânimo para ser vaidosa, e quem é vaidosa é mais feliz. O importante mesmo é ficar bem com o espelho!

Pouca gente sabe, mas o começo da mudança nos padrões de beleza feminina aconteceu com a publicação do romance “A mulher de trinta anos”, de Honoré Balzac (1832). O escritor francês tinha o dom de compreender o coração das mulheres consideradas mais maduras e enaltecia as qualidades vindas com a idade destas moças, na época consideradas velhas. Com o sucesso da obra revolucionária, Balzac prestou às mulheres um serviço imenso, que elas nunca lhe poderão agradecer suficientemente, pois duplicou para elas a idade do amor, curando este amor do preconceito da mocidade e abrindo as portas para um mundo pronto a ser explorado.

Quase 200 anos depois, a revolução no universo feminino continua. E pelo jeito está longe de chegar ao fim. A mãe de uma amiga minha sempre foi vaidosa, além de linda. Ela se cuidou bastante com cremes, laser, alimentação adequada, atividade física regular... Há pouco tempo, em uma viagem com as amigas ela teve que comprovar que tinha mais de 60 anos (pra usufruir dos direitos e espaços destinados a idosos) quando na verdade já tinha mais de 75! E começou a sofrer de uma espécie de bullyng, só que ao contrário. Foi então que desabafou: “Filha, me deixa agora envelhecer naturalmente!” Achei graça, claro, porque ela está realmente muito bem! A conversa virou piada em família, uma vez que esta senhora era a cobaia de testes de botox e outros princípios ativos que minha amiga médica experimentava nela. Assim como ela, tenho muitos outros exemplos bacanas de relatos e de experiências de mulheres radiantes na Quarta Idade (acima dos 80), se é que vocês me entendem.

Dia desses, outra amiga me contou algo surpreendentemente lindo. O casal de sogros dela estava planejando uma noite de amor tórrido, com sexo quase que selvagem... Detalhe, ele com quase 90 e ela com uns 85. Ambos em cadeira de rodas. Ela tratando Alzheimer, ele respirando com balões de oxigênio e sem uma perna. Quem ouviu e teve que intervir (mas só no final, claro) foi a cuidadora deles. Saiu da boca daquela senhora o ardente clamor: “Finge que eu sou uma puta”, enquanto ele se despia do respirador e cobria a sua fêmea. Tudo aconteceu na calada da noite e aos cochichos, como se fosse pecado um momento de intimidade. Ela, que nem caminha mais, segurava-se nas barras de ferro da cama, ardente de desejo, empinando o bumbum. Ofegante, ele sentia o coração pulsar no mais perfeito estilo conquistador do famoso Dom Juan DeMarco.

Ninguém invadiu a privacidade dos fogosos velhinhos, que foram encontrados abraçados, sorridentes e completamente nus sob o lençol. E se ele morresse por falta de ar? Foi encontrado totalmente roxo, tadinho. Mas certamente estaria morrendo feliz (creio eu). Essas histórias só me fazem entender que todo o período da vida pode ter sua beleza. Até porque quem cuida da autoestima, ao longo da existência, não sofre tanto com os dramas das mudanças de fases. Ser bonita e desejável quando jovem pode ser tão fácil quanto na terceira idade. E se o tempo voa, seja companheira dele e faça a sua parte para se apaixonar por você mesma todos os dias. Importante mesmo é ficar bem consigo mesma. Por isso, pense bem e acredite no que vou dizer agora: daqui a um ano você vai querer ter começado a se amar hoje.


Claudia Queiroz

Curitibana, jornalista, publicitária, movida a boas amizades e música de qualidade. Para fazer o download da alma? Mergulho na Terra do Nunca, onde bons pensamentos são passaporte para alimentar a criança que teimo em não deixar de ser. Longe dos rótulos, aprecio boa conversa, sem moderação!.
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