cócegas na alma

O despertar da consciência que garante sentido na vida

Claudia Queiroz

Curitibana, jornalista, publicitária, movida a boas amizades e música de qualidade. Para fazer o download da alma? Mergulho na Terra do Nunca, onde bons pensamentos são passaporte para alimentar a criança que teimo em não deixar de ser. Longe dos rótulos, aprecio boa conversa, sem moderação!

O dom de se importar com alguém


Fomos feitos para dar e receber amor. Mas é na demonstração de carinho que nos sentimos bem. A verdade, é que não importa a quem!!!

toddler-878745_1920.jpg

Infelizmente muitas pessoas só conseguem se importar com aquilo que diz respeito à própria vida. Muitas delas acham chato ouvir os problemas alheios e dedicar alguns minutos do seu dia a quem sofre.

Imagine quem sofre de depressão... E as que vivem abaixo da linha da pobreza, como se injustiça social fosse um mal necessário e não o fruto de uma sociedade cruel que abandona quem é mais fraco. Pena mesmo é saber que tem gente que acredita que trabalho voluntário só serve mesmo para embelezar currículo, ignorando o quanto ajudar a quem precisa é necessário e transforma radicalmente o coração de quem se dispõe a contribuir.

As pessoas estão anestesiadas. Fazem isso para não sentirem seus próprios sentimentos. É mais seguro ser superficial. Na verdade, deveríamos nos importar mais, chorar mais, nos indignar mais, escutar mais, pra dizer mais vezes “Entendo você”, “Estou aqui”, “Conte comigo”, “Perdão”, “Entre na minha vida. A porta está aberta”. Quando nos importamos, nos tornamos vulneráveis e muito mais autênticos. Diferente dos protocolos e regras que só servem para manter a gente numa falsa sensação de conforto.

Amor que se planta e colhe. Com o coração iluminado, uma garota de 17 anos resolveu fundar em Curitiba uma instituição que fizesse não só a vida dela, como a de todos os envolvidos, valer a pena. Hoje, com 20 anos e estudando pedagogia, Letícia Witzki conta que descobriu no voluntariado a maneira de deixar a vida com um propósito maior: doar aquilo que tenho de mais valioso, tempo e amor a quem precisa, pois, de acordo com ela, só o amor pode curar e transformar vidas!

Apaixonada por dança, música, clown e principalmente por crianças, ela começou o projeto em abrigos de crianças para conhecer de perto a realidade dos pequenos abandonados ou em situação de risco. Inspirada pelo avô Antonio Witzki, que ensinou a ela que o amor tem um pode incrível de transformar vidas, ela segue a missão de recrutar mais voluntários para alcançar um número cada vez maior de pessoas.

Interessante que a vida dela estava predestinada a alegria. O nome dela tem esse significado na etimologia. Satisfeita, ela conta que tem recebido bem mais do que imaginava. “Voluntariado é entrega, é troca, é amor. Não me imagino longe desse mundo (voluntariado), pois foi nele que me encontrei”, define a jovem.

Fundado em maio de 2013, o grupo Semeando Amor surgiu com intuito de proporcionar atividades que influenciassem a vida das crianças e adolescentes atendidas. Atividades através das artes, como pintura, dança, teatro, música e clown.

Sem vínculo com qualquer instituição religiosa, mas com princípios cristãos, “de amar uns aos outros como a ti mesmo”, eles fazem visitas deixando risos, força e luz àqueles que precisavam de estímulo para acreditar na vida.

Todos os meses visitam instituições que abrigam crianças órfãs ou retiradas da família por ordem judicial. Entre elas estão o Lar Amor Real, ACOA - Associação Curitibana dos Órfãos da AIDS, APAV - Associação Paranaense Alegria de Viver e Pequeno Cotolengo Paranaense. Além disso, contabilizam eventos solidários significativos desta curta jornada, mas com grandes propósitos, nas datas comemorativas, como Páscoa, Dia das Crianças, Movimento para Cultura da Paz, promovido pelo Estado, o Dia do Abraço, no Jardim Botânico, entre outros.


Claudia Queiroz

Curitibana, jornalista, publicitária, movida a boas amizades e música de qualidade. Para fazer o download da alma? Mergulho na Terra do Nunca, onde bons pensamentos são passaporte para alimentar a criança que teimo em não deixar de ser. Longe dos rótulos, aprecio boa conversa, sem moderação!.
Saiba como escrever na obvious.
version 2/s/sociedade// @obvious, @obvioushp //Claudia Queiroz