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Um modo de pensar diferente, uma filosofia...um sonho!

Ana Josefina Tellechea

O acaso me trouxe escolhas e meu coração me fez chegar até aqui, porque a razão ainda estou aprendendo a usar. Mulher, Cantora, Professora, escritora e um tanto de coisas mais que vou descobrindo ser.

Como são escolhidos os nomes das coisas

Você já parou pra pensar por que as coisas têm o nome que têm? O que nos faz olhar para um objeto e atribuir-lhe determinado nome? É aquela velha história..."Este tem cara de joão e assim vai se chamar!" Diz uma mãe na maternidade. Sabe quando insistem em te chamar por um nome que não é o seu e dizem "ah, é que você tem cara de Juliana, não de Vanessa"...É bem por aí!


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O nosso cérebro ainda está longe de ser totalmente desvendado. Os cientistas dizem que a maioria de nós utiliza apenas 10% da capacidade cerebral - E olha que isso já faz estrago - Mas há controvérsias e estudos mais novos e avançados que refutam essa teoria. O que está em questão aqui não é o quanto o utilizamos, mas sim como.

Mas qual a relação disso com os nomes que damos às coisas?

É a forma como o nosso cérebro funciona que define o nome das coisas, na maioria das vezes, as denominações dadas às coisas não tem relação alguma com algo que se conhece ou com um nome de alguém; hoje a maioria provém de adaptações de outros nomes, mas e os que lhes deram origem, de onde vêm? Nunca se perguntou de onde "diaxo" - como se diz aqui na Bahia - tiram determinados nomes?

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Provavelmente a maioria das coisas tenham sido nomeadas de acordo com os sons que emitem,durante as primeiras tentativas de comunicação oral. Mas o questionamento não pára por aí e muito menos obteve resposta.

Assim como as cores agem diretamente no nosso cérebro despertando sensações, como fome, sono, alegria etc., a forma das coisas também age diretamente na maneira como o nosso cérebro processa as informações. Quando vemos uma determinada forma, seja ela quadrada, redonda, pontiaguda ou irregular, associamos aos demais sentidos (tato, olfato, audição e paladar). Estudos apontam que uma figura pontiaguda, por exemplo, pode despertar sensações de um ruído agudo e um gosto azedo, o que levaria a nomear tal objeto de acordo com as sensações que o mesmo nos desperta, mesmo que este não tenha relação alguma com o sentido de seu uso.

Uma pesquisa feita pelo Laboratório de Comunicação no Design – LabCom, do Programa de Pós-graduação em Design, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro,"Design para os sentidos e o insólito mundo da sinestesia", versa sobre as potencialidades que o Design de uma marca tem sobre as sensações dos consumidores, o que serve para evidenciar ainda mais o quanto os nomes e significados perpassam pelos sentidos.

Faça um teste. Observe as imagens a seguir e lhes dê um nome; depois tente lembrar que sensações essa imagem lhe despertou.

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Ana Josefina Tellechea

O acaso me trouxe escolhas e meu coração me fez chegar até aqui, porque a razão ainda estou aprendendo a usar. Mulher, Cantora, Professora, escritora e um tanto de coisas mais que vou descobrindo ser..
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