código aberto

Um modo de pensar diferente, uma filosofia...um sonho!

Ana Josefina Tellechea

O acaso me trouxe escolhas e meu coração me fez chegar até aqui, porque a razão ainda estou aprendendo a usar. Mulher, Cantora, Professora, escritora e um tanto de coisas mais que vou descobrindo ser.

Os novos (pseudo) intelectuais da era digital

As tecnologias digitais fizeram com que as distâncias ficassem mais curtas ou até mesmo inexistentes. Vivemos em um mundo no qual a palavra "esperar" quase não faz mais parte do vocabulário - exceto quando se fala na maioria dos serviços públicos burocráticos - assistimos TV enquanto verificamos as novidades da nossa timeline no Facebook e fazemos um tweet enquanto lemos um artigo ou assistimos a um vídeo no Youtube. Mas já parou pra pensar o quanto as informações às quais temos acesso influenciam as nossas vidas?


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Os ambientes digitais tomaram tal força e proporção que parece ser impossível imaginar a vida sem eles, ao menos para a grande maioria. Experimente sentar-se numa sala de espera qualquer e esquecer o Smartphone ou perceber que não há conexão com a internet. Para nós mulheres, se assemelha àquela sensação de esquecer de colocar um brinco ou o batom antes de sair de casa, para os homens, um braço ou uma perna (sem exageros).

Mas da era digital também emergem monstros - não, não é exagero - sem face e sem escrúpulos que disseminam informações distorcidas da realidade ou até mesmo inverdades completas. A rede permite que essas informações fluam de tal maneira que, mais rápido do que um piscar de olhos, elas se tornam verdades únicas e incontestáveis. E por mais que pareça impossível, existem seres que são piores do que os "monstros", são os que compartilham e defendem veementemente essas informações.

Em sua ingenuidade e soberba formam um exército da ignorância e saem publicando, compartilhando e opinando, fundamentando-se em inverdades absurdas. Usando-se de preconceitos - leia-se conceitos deturpados - são os novos (pseudo)intelectuais da era digital.

Para estas pessoas não há qualquer diferença entre o "opinar sobre algo" e o "apropriar-se de algo", ou ainda, entre "realmente conhecer sobre" e o "ler sobre isso em algum lugar da rede". A democratização dos meios de comunicação, para eles, é sinônimo de falaciar e de se autopromover sem olhar a quem, ou melhor, o quê.

Assim, o Facebook - e outras redes sociais - tornou-se um ambiente de luta de egos, entre o exército da ignorância e o exército da soberba. Discernimento é palavra proibida entre estas pessoas e ser adepto ao meio termo é passível de pena de morte.

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Acredito que seja importante ponderar sempre e ir além do que se coloca como única verdade antes de defender uma ideia. As pessoas defendem o feminismo sem saber que muitos de seus argumentos não passam de femismos; defendem a "consciência negra", sem saber que isso é promover ainda mais a segregação; defendem a pena de morte sem nem entender o sistema penal do nosso país; defendem as minorias sem saber usar argumentos que não ofendam as demais pessoas; postam fotos de gente hospitalizada, sangrando e com doenças gravíssimas, sem saber que aquilo apenas irá expô-las e não ajudá-las; postam foto de gente assassinada pedindo justiça, sem saber que estão sendo inescrupulosas e desrespeitosas;

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Enfim, faltam argumentos, faltam fundamentos, faltam informações de fontes confiáveis, falta discernimento e pior do que tudo, falta sede de investigação, pois é mais fácil repetir mentiras que amaciam egos e que mais tarde se tornarão verdades de tantas vezes repetidas, do que fazer análises críticas e construtivas que venham a contribuir para uma sociedade melhor e menos preguiçosa.


Ana Josefina Tellechea

O acaso me trouxe escolhas e meu coração me fez chegar até aqui, porque a razão ainda estou aprendendo a usar. Mulher, Cantora, Professora, escritora e um tanto de coisas mais que vou descobrindo ser..
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