código aberto

Um modo de pensar diferente, uma filosofia...um sonho!

Ana Josefina Tellechea

O acaso me trouxe escolhas e meu coração me fez chegar até aqui, porque a razão ainda estou aprendendo a usar. Mulher, Cantora, Professora, escritora e um tanto de coisas mais que vou descobrindo ser.

Ser livre...

Eu sei, o destino nos persegue, ele é inevitável. Ser livre é o meu...aliás, ser livre é o destino de todos que não se contentam com a epiderme da vida e vão cavando fundo a pele, até chegar no osso e, se possível, mais fundo, na alma!


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Hoje, acordei e dei de cara com essa reflexão:

"Enquanto estiver de pé, quero dançar, Não o passo certo, aprendido em aula, Mas o que derrete as barras da jaula, E preenche pulmões e alma de ar". Pedro Tornagh

Muitos levam uma vida inteira pra entender o que é ser livre, outros precisam de mais vidas do que se possa ter.

Algumas pessoas nascem com uma inquietação e nunca conseguem se enquadrar em determinados padrões e acabam criando seus próprios caminhos; na contramão de uma sociedade que de fato nos enjaula e nos faz prender a respiração, buscamos ir além daquilo que se pode ver. Somos os incompreendidos, os loucos, inquietos, ansiosos, descontrolados, dentre tantos rótulos que buscam dar a quem não consegue simplesmente dançar no ritmo da valsa mais bem ensaiada...

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Somos os poetas, os escritores, os filósofos, os cantores, os artistas, os hackers... Estamos em todos os lugares, muitas vezes camuflados na grande multidão que caminha em sincronia numa mesma direção e nos obriga a seguir os mesmos passos, como uma onda que quando quebra bate forte e nos leva de volta à margem, mas insistimos em atravessá-la e alcançar o mar aberto para que nos deixemos engolir pela imensidão de possibilidades que o universo nos proporciona.

Questionar a nossa existência seja talvez a mola propulsora para nos permitir viver com o máximo de intensidade. Não nos preocupamos necessariamente em dar os melhores passos, os mais acertados, mas de estar sempre caminhando, jamais estagnados numa vida medíocre, como a de um leão preso na jaula de um zoológico, que lhe traz estabilidade e alimentos, mas que lhe ceifa a emoção de sair numa caçada alucinante e de desenvolver seus melhores instintos.

É isso que a grande maioria dos humanos têm feito, domado seus leões e deixado os instintos de lado. Somos mesmo todos um? Como na música de Pink Floyd, Another Brick in the Wall, apenas mais um tijolo na parede é o que você quer ser?

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Prefiro ser o Grafiti que transforma o muro numa obra/objeto de arte! Ou ainda a marreta que desestabiliza os tijolos derrubando o muro feito deles. Prefiro ser a dúvida à certeza, o criador ao usuário. quero dançar quando todos estejam olhando, sem medo de ser chamada de louca. A liberdade talvez resida na capacidade de compreender as necessidades da alma!


Ana Josefina Tellechea

O acaso me trouxe escolhas e meu coração me fez chegar até aqui, porque a razão ainda estou aprendendo a usar. Mulher, Cantora, Professora, escritora e um tanto de coisas mais que vou descobrindo ser..
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