coisas bárbaras

Coisas que penso, gosto ou apenas reparo

Bárbara Valsézia dos Santos

Por ora, jornalista especialista em Comunicação Empresarial e Conteúdo. Mas, nada além de uma alma inquieta.

10 ATITUDES FÁCEIS PARA COMEÇAR A MUDAR O MUNDO JÁ

Reclamar é fácil, fazer é difícil. Já dizia a sua avó? Ela está correta! Com tanta coisa errada no mundo, é simples criticar as atitudes (ou a falta de) do próximo. E você? Está fazendo o que para melhorar a situação? Veja 10 coisas simples pra fazer já!


mudar-mundo.jpg

Você entra no Facebook e só vê coisa boba, pessoas se gabando e falsidade? Você olha para seus colegas de trabalho e sente que, a qualquer momento, a cobra vai picar? Você assiste ao noticiário e só vê desgraça?

Não perca a fé na humanidade, afinal, você faz parte dela. Por mais que você pense ser diferente destas pessoas mesquinhas, egoístas, mal informadas, alienadas e agressivas, não se engane: todos nós somos assim. Somos seres humanos falhos que obtêm, geralmente, apenas parte das informações que, por sua vez, chegam até nós de maneira selecionada e imparcial. Portanto, ignorantes. Nossas atitudes e comportamentos foram moldados pela sociedade de consumo e competitividade na qual vivemos.

Porém, dá para melhorar. Utilizando a famosa frase atribuída a Gandhi: “seja a mudança que você quer ver no mundo”. Comece então, por pequenas mudanças de paradigmas e atitudes.

Veja como começar de leve:

1) Não desperdice nada: os seres humanos retiram tudo o que podem do planeta. Este modo de consumo que adotamos na sociedade moderna é altamente prejudicial tanto à natureza quanto a comunidades miseráveis ao redor do mundo. Então, que tal habituar-se a um modo de vida com menos desperdício: de água, de comida, de energia elétrica e de itens de consumo? Converse com sua família. Estimule-os também a serem mais planejados e econômicos. Nós, brasileiros, temos uma cultura de abundância que precisa ser revista. É aquela coisa de: “parece que a comida faltou se não sobrou”; “parece que o guarda-roupa está vazio se não estiver bufando”. Nada precisa sobrar. Tudo pode ser melhor planejado. O mundo e seu bolso agradecem;

2) Ensine algo a alguém: o conhecimento é algo valioso, mesmo com o fomento do compartilhamento estimulado pelos meios online de interação. Apesar de toda a informação disponibilizada, nada substitui um ensinamento orientado. Seja um conhecer técnico ou comportamental, ensine a alguém algo bom que você sabe. Ganhe um admirador e melhore o mundo;

3) Não julgue: essa é um pouco mais difícil, pois requer atenção constante. Hipócrita aquele que não confessa seu gosto por falar da vida alheia. O ser humano gosta de comparar, até mesmo para obter referências próprias. Porém, tome cuidado. Ao julgar o outro, sem nunca ter passado pela mesma situação, você corre o risco de, um dia, “morder a língua”. Eu sempre dou o exemplo da maternidade. Antes de ser mãe eu tinha uma opinião a respeito das atitudes de outras mães. Agora que tenho o meu filho para cuidar, penso muito bem antes de criticar outrem. Pode ser que eu esteja fazendo pior. Lembre-se: cada um encontra sua fórmula para se relacionar, viver bem e... criar filhos;

4) Preocupe-se com seus descartes: o mundo está cheio de lixo. Não precisamos entrar em dados científicos sobre os prejuízos do aumento do tamanho e número de lixões no planeta para saber que a humanidade tem que tomar atitude. Comece em sua casa e estimulando sua família e amigos. Recicle, não pegue sacolinha à toa nas farmácias e lojas. Diga não ao desperdício, como já dito aqui;

5) Dê mais atenção aos que mais precisam de atenção: você tem idosos na família que vivem sozinhos? Ou na vizinhança? Ou ainda, pessoas que precisam de cuidados especiais? Dê um pouco de sua atenção e carinho para estas pessoas. Aqui não estamos falando só de ajudar e sim, de compartilhar momentos;

6) Ajude alguém necessitado: imagine se cada pessoa “não necessitada” do mundo ajudasse de verdade um necessitado? Certamente, as coisas seriam bem melhores. Tire da cabeça aquela ideia de que aquele mendigo está naquela situação porque quer (um homem forte destes, sem trabalhar) ou que aquela mãe com três crianças os teve apenas para colocá-los a pedir esmola. Tire o foco do umbigo. Pense em uma maneira de ajudar alguém que está em situações ruins e plante uma sementinha do bem;

7) Plante: árvores, flores, temperos, enfim, plante e cultive qualquer coisa;

8) Não seja propagador de falso testemunho: já escrevo desta forma para lembrar-vos dos 10 mandamentos bíblicos (que não têm nada a ver com essa lista, mas que também são, de modo geral, um bom começo pra melhorar o mundo). Não fique propagando mentiras seja na vida pessoal, profissional ou para a “plateia” das redes sociais. Cansei de ver gente na minha timeline dizendo “não sei se é verdade, mas estou repassando”. Cheque antes. Se não conseguir, não repasse. Boatos acabam sempre resultando em mágoas, injustiças e, no contexto da sociedade, alienação e manipulação de massas;

9) Eduque as crianças para o caminho do bem: independente de sua religião ou de você ser pai/ mãe (você pode ser tio, avô ou padrinho), lute para que a educação das jovens crianças seja diferente das gerações que já estão aí crescendo. Uma cultura de competitividade e “vantagismo” tomou conta do mundo. Parece que quem não tirar vantagem é trouxa e quem não for competitivo é mole. Não mostre isso às crianças. Elas são puras e ainda sabem amar o próximo sem guardar mágoas. Incentive que elas raciocinem dentro do caminho do bem: procurar ser feliz e realizar seus sonhos sem lesar outrem (e contribua para acabar com a corrupção num futuro longínquo);

10) Lute contra o ímpeto de querer tirar vantagem: negociações são normais no mundo capitalista, porém cuidado para não ultrapassar um limite quase invisível do ganha-ganha, ou seja, aquela parte onde alguém deixa de ganhar e o outro tira vantagem. Somos tentados, a todo o momento, a comprar produtos mais baratos (quem importa que sejam roubados, traficados, fabricados por chineses escravos). Claro que é difícil, no mundo de hoje, ser um radical e andar na contramão de todos os estímulos às vantagens de uma vez (até por que, o que é que não provém de chineses escravos? Senão a roupa, o tecido). Porém é possível abrir o debate e a reflexão em sua casa e entre seus amigos: será que vale a pena economizar um pouco e perder tanto?

E aí? Bora construir um mundo melhor?


Bárbara Valsézia dos Santos

Por ora, jornalista especialista em Comunicação Empresarial e Conteúdo. Mas, nada além de uma alma inquieta..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/sociedade// @obvious, @obvioushp //Bárbara Valsézia dos Santos