Janice Amaral

Sou uma eterna aprendiz da vida;Eterna estudante de filosofia em busca de autoconhecimento. Escrever sempre é um desabafo, uma forma de compartilhar e trocar ideias.

Mandela: Longo Caminho para a Liberdade

Um filme sobre luta, perdão e amor. Mandela, um homem que se tornou mártir de um país onde a supremacia "branca" o dividiu por cor.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” ― Nelson Mandela, Long Walk to Freedom, 1995.


Mandela, líder do movimento anti-apartheid, na África do Sul, foi um homem disposto a dar a vida pela liberdade do seu povo. Não queria ser melhor, apenas lutava por direitos iguais, direito de ir e vir dentro de seu país, direto de votar, direito à dignidade humana.

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Mandela fora acusado de terrorismo por ir às ruas lutar pelo seu povo, uma luta injusta, uma luta de homens desarmados contra exércitos. Mandela era contra a violência, mas após anos de resignação de um povo, e a cada dia perdendo seus direitos, resolveu lutar nas ruas. Foi preso e condenado à prisão perpétua em reclusão total. Ele estava preparado para a pena máxima, a pena de morte, mas o juiz alegou que não iria dar esse "privilégio" a ele e seus amigos porque queria mostrar ao povo que as leis funcionavam e que eles poderiam ser "benevolentes".

Numa ilha isolada do Mundo, ficou recluso junto com seus amigos, podia se comunicar com suas filhas apenas por correspondência duas vezes por ano, muitas de suas cartas não foram entregues. Sua esposa podia visitá-lo, mas não podia tocá-lo.

As condições da prisão eram desumanas, sem cama, apenas uma coberta no chão. A degradação moral era constante, seus carcereiros insistiam em repetir que eles eram NADA, apenas animais. Repetiam isso a toda hora. Enquanto quem agia como animais eram os próprios carcereiros, sem um pingo de piedade e submetendo-os a trabalhos escravos.

Mandela, com sabedoria e resiliência, foi conquistando condições mais dignas para ele e os companheiros, conversando, mostrando que era um homem culto, inteligente e educado. Conquistando os carcereiros e o responsável pela prisão apenas mostrando interesse pela vida pessoal deles. E, como tinha uma memória incrível, lembrava-se de cada detalhe do que era contado para ele. Ganhando a cada dia o respeito e admiração de todos.

O povo reivindicava sua liberdade e ele se tornava cada dia mais forte como líder, e sua voz ecoava através do povo e de seu partido liderado pela sua esposa. Ela continuava o movimento para libertação de Mandela e mantinha o partido CNA em busca dos direitos dos negros e anti-apartheid.

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Após 18 anos de reclusão máxima, foi transferido para uma prisão com regime mais brando devido a pressões de seu povo exigindo sua liberdade, na qual pudesse abraçar sua esposa e suas filhas. As lutas continuavam lá fora, verdadeiras guerras civis que saíam do controle dos governantes. Esses governantes passaram a pedir o apoio de Mandela para acalmar o povo que estava cheio de desejo de vingança.

O governo queria de Mandela uma declaração que não haveria mais violência em troca de sua liberdade. Mandela disse que não era a favor da violência, mas também não era a favor da prisão de seu povo. A luta tinha que continuar. De nada adiantava sua liberdade sem a liberdade do seu povo.

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Após 27 anos de prisão, ele foi libertado e o que via nas ruas era desolador, verdadeiras carnificinas. Mulheres e crianças eram mortas em confrontos com a polícia durante manifestações.

Resolveu agir, foi à rádio e pediu ao povo paz e perdão. Se ele que teve sua vida tirada durante 27 anos era capaz de perdoar, eles também deveriam perdoar. Não poderiam agir da mesma forma que seus opressores, pois dessa forma a luta nunca cessaria. A resposta tinha que ser dada nas urnas, de forma democrática. Os negros, assumindo o poder e agindo de forma diferente, igualando todos, sem distinção de cor. Sem guerra, mas com paz.

Frederik Willem de Klerk iniciou negociações para acabar com o apartheid, o que culminou com a realização de eleições multirraciais e democráticas em 1994, que foram vencidas pelo Congresso Nacional Africano (CNA), sob a liderança de Nelson Mandela.

Mandela foi um líder, um exemplo de amor, sua história ficará eternizada. E parece que isso aconteceu há séculos. Por incrível que pareça aconteceu há muito pouco tempo. A intolerância racial é algo desse século. Os negros continuam sua luta contra o preconceito e intolerância. Muitos ainda se consideram superiores por causa da cor de sua pele. No entanto, Mandela conseguiu deixar uma África do Sul melhor e um legado para toda a humanidade: superioridade está nos valores.


Janice Amaral

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