Janice Amaral

Sou uma eterna aprendiz da vida;Eterna estudante de filosofia em busca de autoconhecimento. Escrever sempre é um desabafo, uma forma de compartilhar e trocar ideias.

Tempo

O tempo psicológico é o tempo em que o personagem se assume interiormente, que aumenta ou encurta dependendo da sua intensidade. Já o tempo cronológico é tempo que se marca no relógio.No entanto, o mais importante é o que fazemos com o nosso tempo.


Dizem que o tempo é uma invenção Humana. E que ele não existe. Apenas uma questão psicológica e não cronológica e que depende de como lidamos com ele. Essa loucura cronometrada, todos correm para cumprir suas tarefas no tempo programado. Outras voam, atropelam. O que sei é que o Ser Humano quer ocupar cada segundo do seu dia: Trabalho,família, estudos, academia. E ainda ter tempo para ler alguns livros , petrificados ali na estante;escrever depois da meia noite, único tempo disponível; viajar para lugares desconhecidos, escrever um livro, sei lá, cada um possui suas prioridades.

O passado já passou, não adianta chorar e achar que foi tempo perdido porque ele não voltará e o que podemos tirar dele é o aprendizado. O presente é o que há de concreto em nossas vidas, esse segundo, esse instante. Sentir, prestar atenção neste instante é o que nos torna real. O amanhã há várias teorias: Quem projeta somos nós, o Futuro a Deus pertence. Pragmático ou teológico. Ninguém sabe ao certo.

Julgamos quem vive a vida intensamente pensando apenas no momento. Julgamos aquele que pensa apenas no futuro. Um futuro incerto,mas que achamos ter total controle. E quem está certo ou errado? Dizem que devemos dar tempo ao tempo. O tempo cura. E que não devemos perder tempo. Tempo é dinheiro.E tem até gente ganhando dinheiro ensinado como administrar o tempo.

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E essa angústia, talvez seja a presença da morte, ela que vêm sorrateiramente tirar, roubar todas as suas programações e pior sem marcar data e horário. E se eu tiver terapia marcada? Que falta de educação!É triste pensar que quando alguém tem uma doença terminal passa a perceber o milagre da vida e aproveitar cada segundo como se fosse o último. Começa a perceber os sabores, os aromas, as cores que não percebia antes porque não tinha TEMPO. Não espere este momento para pensar sobre isto, pois a morte não costuma agendar.

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Diante dessa perspectiva da morte trago uma citação de Friedrich Nietzsche para pensarmos o que estamos fazendo da nossa existência? Viveríamos tudo novamente, da mesmíssima forma, sem tirar, nem pôr? A ampulheta da existência sendo girada de novo e de novo?

"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?" -A Gaia Ciência

O grande problema é : Não sabemos se há outras vidas, não sabemos o que há após a morte, por isso, o tempo é essa fração de segundo, esse instante que temos diante de nós, então façamos as melhores escolhas porque ele não se repete.


Janice Amaral

Sou uma eterna aprendiz da vida;Eterna estudante de filosofia em busca de autoconhecimento. Escrever sempre é um desabafo, uma forma de compartilhar e trocar ideias. .
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