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Devaneios e reflexões com um leve toque de poesia

Adriana Caló

Reflexiva sobre a vida e as ações cotidianas. Curiosa e intuitiva, rabisca poesias, brinca com pincéis e tintas. Amadora por natureza com uma marcante característica: Liberdade Artística!

Era da Colaboração: uma mão lava a outra

Quantas pessoas você conhece que são frustradas por não fazerem exatamente o que gostam? Que guardam seus conhecimentos e sentem prazer em transmiti-los, gratuitamente, para aqueles que lhe dedicam atenção? E, ainda, quantos gostariam de ajudar o outro e não imaginam como?


12026472_840965782666249_173627913_n.jpgFotografia particular

Acredito que todos têm algum conhecido que se encaixa nessas situações, ou até si mesmo.

Uma excelente alternativa é ser um colaborador! Utilizando o tempo livre e de forma livre para disseminar seus conhecimentos pelas redes sociais. Mas isso não é limitado às redes, podem-se criar diversas alternativas, mas do ponto de vista de praticidade e baixo custo, a internet é uma excelente ferramenta para isso. Você pode criar páginas, canais de vídeos ou compartilhar seus conteúdos entre seus amigos.

Como? Buscando interagir com as pessoas, interessando-se pelo outro por empatia e não buscando brechas para questionar e impor sua verdade. Seja simplesmente guiado por seu instinto fraternal.

Mas quando faria isso? A qualquer momento!

Como já escrevi aqui em um artigo "Tempo: o mestre da atualidade" algumas pessoas ocupam a maior parte do tempo com trabalho excessivo e fixam-se em sua zona de conforto, deixando de lado seus desejos. Essas pessoas tornam-se cada dia mais individualistas e acreditam que são donos de uma verdade absoluta. Causando desentendimentos fúteis ou sufocam-se e abrem caminhos para às síndromes psicológicas contemporâneas.

Mas, nem todos são assim! Ufa!

Estamos vivendo um período em que muitas pessoas estão descontentes com a forma em que as informações estão sendo demonstradas, mas diferentemente de tempos atrás hoje podemos modificar isso. Estamos em meio a um enorme alcance tecnológico onde milhares de pessoas se comunicam virtualmente. Ainda existem àqueles que se assustam com o que as redes demonstram, mas sempre há algo positivo para extrair! Deve-se fazer bom uso dessa ferramenta que temos acesso, para expormos nossas ideias e, quem interessar, nos acompanhar!

Existem muitas pessoas que trabalham em áreas diferentes de sua formação acadêmica, e por que não espalhar esses conhecimentos que foram adquiridos, resultados de grande esforço e paixão, aos que tem o interesse na mesma área? Além disso, independente do grau de instrução todos tem algo a acrescentar, seja uma experiência, um novo conhecimento, uma dica de viagem, uma opinião sobre algum tema, enfim, existem muitos campos e TODA informação tem seu valor.

Fala-se muito a respeito de uma geração de crianças e jovens desinteressados em adquirir conhecimento, estudar para valer, em refletir sobre às questões contemporâneas com fundamentos, onde a tecnologia, games e afins ocupam a maior parte do tempo destes. Só falar não muda nada, o que devemos fazer?

12050596_1008731235859662_853618294_o.jpgPoema: Paulo Aquarone

Culpar uma Instituição, não resolve! A propósito, o que significa Instituição?

Instituições são organizações construídas a partir de padrões impostos por uma sociedade e se dividem em: sociais, econômicas,políticas e culturais. Porém, é preciso salientar que a linguagem também é uma instituição. Esta é o primeiro passo do individuo para se socializar desde sua infância. A linguagem faz com que a criança conheça as regras de convívio na sociedade a partir de sua instituição familiar.

Jamais culpe um professor! Muitas vezes o mesmo tem um excepcional talento, um discernimento incrível, muitos tem realmente o desejo de transformação do aluno, mas por muitas vezes são limitados a seguirem determinados padrões das escolas.

Portanto a colaboração auxilia em temas que as vezes não podem ser ditos em qualquer ambiente ou até mesmo algo que é óbvio, mas que deixamos passar batido, servindo para nossa reflexão.

Nos primórdios quando os indivíduos viviam em suas comunidades, as tarefas eram divididas. Cada qual exercia sua função e ainda auxiliava aos demais. A partir das primeiras civilizações as divisões hierárquicas, de trabalho, de renda, de crença, fez com que surgissem as primeiras disputas para se obter uma melhor posição social, e por assim segue até os dias de hoje.

Em muitos casos o indivíduo tornou-se competidor, individualista e, com tanta gana em sempre querer além do necessário, buscou-se mais o trabalho ao lazer, mais o ter ao ser, fecharam-se em suas casas, com os seus, preocupando-se somente em estabilizar este ambiente. Porém, no momento das críticas todos querem participar, apontam um para outro, isentam-se de erros e não percebem que deste modo só colaboram para maiores desentendimentos, preconceitos e, por vezes, criam em seu ambiente familiar uma ideologia de ódio e autoritarismo, onde somente suas ideias são as coerentes.

E o próximo? E o amor a este? Ah, o amor... Está pequena palavra é a chave de tudo!

A partir do momento que você se coloca no lugar do outro, você transforma seu pensamento.

Para ilustrar cito dois velhos ditados:

“Faz o que eu mando, mas não faz o que eu faço” – isso é discurso fascista!

“Fazer o bem, sem olhar a quem” – humanitário!

Para que as transformações sejam feitas o sujeito a ser atingido nesta Era Colaborativa deve estar aberto às reflexões.

Não devemos usar essas ferramentas para moldar ninguém, não é esse o objetivo, mas a partir de nosso modo de compreender as ações cotidianas, podemos dar possibilidades para a formação de sujeitos críticos, criadores de suas próprias opiniões, coerentes nos embates que a vida proporciona, e, acima de tudo, suscetível às mudanças, principalmente de opinião.

Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.(Paulo Freire)

Nas redes sociais percebemos que o fazer parte de “alguma coisa” está acima do compreender “alguma coisa”. Questões humanas, sejam ideológicas, filosóficas, políticas, não possuem fórmulas! São construídas e determinadas a partir de um pensamento e, quanto mais debatido, maior será o ganho em aprendizagem. A melhor maneira é estar disposto à receber!

Verbos para um novo futuro: AMAR – COLABORAR – REFLETIR – UNIR – MODIFICAR

Portanto, para ser um agente participativo destes novos tempos que virão, liberte-se! Deixe suas idéias pré-estabelecidas, busque refletir sobre o que lhe agrada. Por exemplo, assista a um filme, tente compreender qual a mensagem que ele traz. Aguce sua curiosidade e busque comparar com algum período histórico ou alguma ação cotidiana, quando sentires que realmente compreendeu, receberás uma grande carga de satisfação que transbordará de ti, a fim de, incontrolavelmente querer contar a alguém, e assim colabore! Mas cuidado! Isso pode viciar...rs

E confesso que estou na torcida para que esse vício se torne inevitável e a cada dia mais e mais pessoas se viciem!


Adriana Caló

Reflexiva sobre a vida e as ações cotidianas. Curiosa e intuitiva, rabisca poesias, brinca com pincéis e tintas. Amadora por natureza com uma marcante característica: Liberdade Artística! .
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