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Devaneios e reflexões com um leve toque de poesia

Adriana Caló

Reflexiva sobre a vida e as ações cotidianas. Curiosa e intuitiva, rabisca poesias, brinca com pincéis e tintas. Amadora por natureza com uma marcante característica: Liberdade Artística!

Resgate de Memória: Quem foi Ismael Nery?

“Pertenço a esta espécie de homens que não constroem nem destroem, mas que dão a razão de toda a construção e de toda destruição.” (Ismael Nery)


001201031013.jpgIsmael Nery, Autorretrato – Toureiro, 1922 - Coleção Chaim José e Regina Hamer (São Paulo)

Pintor, desenhista, arquiteto, poeta e filósofo. Um pouco de tudo, mas não considerava-se nada! Agradava-se mais com a filosofia do que com suas obras artísticas. Um pensador, sofredor, enigmático, atormentado, religioso, apaixonado, artista de grande talento, apresento-lhes o brasileiro Ismael Nery.

Nascido em Belém do Pará, no ano de 1900, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1909. Os dramas de sua vida iniciaram-se neste mesmo ano quando seu pai, médico da Marinha, faleceu a bordo do navio. Anos depois, perde o irmão. Além de todo sofrimento das perdas, sua mãe ficou muito abalada e perturbada e, devido seu fanatismo religioso, decidiu entrar para a Ordem Terceira de São Francisco e passou a atender pelo nome de irmã Verônica.

Estudou Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro entre os anos de 1917 e 1920, mas o Academicismo estava longe de sua visão da arte. Em 1920, faz sua primeira viagem à Paris onde estuda na Academia Julian, conhece os artistas: Fernand Léger, André Lhote, Pablo Picasso, entre outros. Ainda neste período viajou pela Europa e Oriente Médio, sobressaindo em suas obras às influências do cubismo e do expressionismo.

Quando volta ao Rio de Janeiro, em1921, é nomeado desenhista na seção de Arquitetura e Topografia do Patrimônio Histórico Nacional, órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Lá conhece o poeta Murilo Mendes (1901 - 1975), o qual se tornou um grande amigo e incentivador de sua obra. Visionário e grande admirador do talento de Nery, Murilo muitas vezes recuperava os desenhos e poesias que o amigo jogava na lata do lixo, pois Nery não se preocupava com a eternidade, nem na poesia, nem na pintura. Fazia desenhos em quantidade espantosa e os descartava com a mesma facilidade. Em 1922 casa-se com Adalgisa Nery (1905 - 1980), musa inspiradora de suas principais pinturas, com a qual tem dois filhos.

001201050013.jpgIsmael Nery, Autorretrato com Adalgisa, s.d. - Coleção particular

011941001019.jpgIsmael Nery, Eva, 1923 - Coleção Bejamim Fleider (São Paulo, SP)

O Filósofo

001201062013.jpgIsmael Nery,Essencialismo, 1931 - Coleção Chaim José Hamer (São Paulo SP)

Sua casa tornou-se ponto de encontro de amigos, intelectuais e artistas, como: Mário Pedrosa, Murilo Mendes, Guignard, Antonio Bento, entre outros. Em torno de 1926, expõe a alguns destes a sua doutrina: o Essencialismo. Um conjunto de princípios, baseado na abstração do tempo e do espaço e na preservação de elementos essenciais à existência, concebendo o ser humano de forma totalmente espiritual, com base fundamentada em seu humanismo cristão, que seria a síntese de suas reflexões. “O sistema essencialista, entretanto, serviria muito para encurtar a experiência dos homens. O mal do homem moderno consiste em fazer uma construção de espírito dentro da ideia de tempo. Ora, o tempo traz no seu bojo a corrupção e a destruição. Deve o homem apegar-se a sistemas que evoluem constantemente, porque baseados em uma ciência incerta e vacilante? (...) Sem a ciência da vida, ou o homem construirá inutilmente, ou então terá que destruí-la. O valor permanente e definitivo, valor que o tempo não ataca, é o trazido pelo Cristo." (MENDES,1996,p.48)

Seria como uma filosofia de vida voltada para uma existência diária mais concreta, mas como a publicidade não lhe agradava, nunca disseminou seus ideais, mantendo-os entre amigos e, principalmente, para sua própria concentração e vivência. “Muitas vezes interpelei-o a respeito da transmissão de suas ideias estéticas, filosóficas e religiosas. Dizia-lhe que um homem de sua estatura era indispensável ao mundo; que sendo impossível aos seus amigos divulgar tais ideias, devido ao tom singular com que ele as apresentava. Ismael me respondia que não havia nenhuma importância nisso, e que “se suas ideias fossem verdadeiras, haveriam de se transmitir na sucessão das idades, não importando que aparecessem com o nome dele ou de outro.” (MENDES,1996,p.34)

O Pintor

“Ismael Nery principia e termina os quadros duma vez só. Jamais volta para terminar ou corrigir um quadro no dia seguinte (...) Ismael Nery tem um talento vasto de pintor, porém com exceção duns poucos quadros, toda a obra dele se ressente dum inacabado muito inquieto. (...)A gente tem a impressão de que os problemas se enunciam nuns quadros, são desenvolvidos noutros para terminar noutros. Vem disso uma força de personalidade e uma sensação de seriedade quase trágicas, que só mesmo Ismael Nery tem entre os pintores de cá”. (ANDRADE, Mário de, “Ismael Nery", Diário Nacional, São Paulo, 10 de abril de 1928)

001201041013.jpgIsmael Nery, Autorretrato, 1927 - Coleção Domingos Giobbi (São Paulo SP)

Em 1927, após viajar novamente para a Europa e entrar em contato com os artistas surrealistas como André Breton, Marcel Noll e tornar-se amigo de Mar Chagall, sua pintura foi profundamente influenciada por estes, e Nery começou a ser considerado um pintor surrealista. Porém, o próprio criticava o rótulo, pois o mesmo "(...) considerava-se muito mais um pensador que um pintor, e, por isto, recorria ao pincel para se expressar quando não o fazia com a caneta. Como ser pensante impressionantemente polivalente, ele refletia isto na sua pintura temática, produzindo misturas de 'escolas', de técnicas e de influências visuais. Nunca se importou em fazer trabalho 'puro', desta ou daquela corrente, deixou incontáveis telas e desenhos ecléticos, compostos a partir da ideia que lhe ocorresse na hora. O único fator constante foi seu expressionismo temático, semelhante - apenas - ao visual surrealista." (NERY,in:MATTAR,2000,p.66)

Também não era como os modernistas, embora partidário desta linguagem, Nery não buscava uma identidade nacional e nem se preocupava com o refinamento técnico, mas procurava em suas pinturas, da mesma forma que com sua poesia, exteriorizar seus ideais filosóficos, com liberdade e sentimento. “Ismael era um espírito que não desarmava. De fato, nos seus questionamentos e na sua inquietude centrava-se a ideia de encontrar uma síntese de procuras que o colocasse no centro de todas elas" (PEDROSA, Mário, “Ismael Nery: um encontro na geração”, Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 1966.)

Após ser diagnosticado com tuberculose, em 1930, Nery dedicou-se mais aos desenhos e à poesia e sua obra sofreu uma grande modificação. Nas pinturas, os personagens aparecem feridos, com vísceras abertas e o tema da morte está sempre presente. Nesta fase caracteriza-se seu surrealismo e, assim como Frida Kahlo, suas dores, medos e sensações estão espalhados a cada pincelada.

001201025013.jpgIsmael Nery, Visão Interna – Agonia - Coleção Chaim José Hamer, (São Paulo SP)

001201015013.jpgIsmael Nery, Desejo de Amor, 1932 - Banco Central do Brasil (Brasília, DF)

Ao que se sabe, Nery sempre dizia que morreria com a idade de Cristo, e assim foi aos 33 anos, em 1934, não resistiu à doença. Após a morte do marido, Adalgisa começou a trabalhar no Conselho de Comércio Exterior do Itamaraty. Após um tempo, sob influência de Murilo Mendes, tornou-se poeta e escritora e em 1937 publica sua primeira obra, “Poemas”. Mas seu maior sucesso foi sem dúvida o romance “A Imaginária”, de 1959. Uma autobiografia desde sua infância até a morte de Ismael. "Cada um de nós tem as suas recordações, os seus pontos fixos na memória, e não é justo que recusem as minhas lembranças. A verdade de cada um não pode ser transferida, negada nem subestimada, pois dela formamos a nossa vida, nosso ambiente e sabemos o motivo das nossas reações. Negar uma recordação é um abuso e uma fraqueza." (Adalgisa Nery)

Um artista de grande talento, sabedoria, ideais e sensações. Apesar de tantos elogios e atributos não teve muito reconhecimento em vida, mesmo curta foi intensa, pois não era muito presente no meio artístico. Ismael fez somente duas exposições individuais, uma em Belém e a outra no Rio de Janeiro. Em 1948, seu amigo Murilo Mendes publica uma série de artigos nos jornais O Estado de S. Paulo e Letras e Artes a fim de resgatar a obra plástica, literária e filosófica do artista. Em meados dos anos 1960 com exposições realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro suas obras começaram a ganhar visibilidade. Mesmo assim, poucos conhecem esse fabuloso artista, esquecido nos porões da Arte Brasileira.

O Poeta

“Mas, verdade, Ismael era poeta contumaz, e ninguém conheci mais poeta do que ele. Punha mesmo a sua qualidade de poeta acima da de filósofo e muito acima da de pintor. Como às vezes eu o interpelasse a respeito da possibilidade de ele escrever poesia, Ismael respondia que não desejava ser “poeta oficial.” (MENDES,1996,p.29)

Conflitos existenciais, angustias, paixões, tormentos, religiosidade e lamentos. A vida e a arte de Nery caminhavam juntas, transbordando conceitos e sentimentos. Sua poética deixava clara sua inquietação. Nos anos de 1931 a 1933, Ismael Nery ficou internado no Sanatório Correias e este período foi o grande ápice de sua produção poética. Acredita-se que parte desta produção tenha sido perdida, já que o mesmo, como já dito, não costumava guardar todos os seus escritos.

Segue abaixo alguns de seus poemas:

POEMA POST-ESSENCIALISTA (1931)

O silencio provocou-me uma necessidade irreprimível de correr. Abalei como uma flecha através dos mares e montanhas com incrível facilidade e sem cansaço. Eis-me agora sentado diante de uma paisagem em formação, ainda não colorida. O meu pensamento agora é que percorre o que acabei de percorrer, e admiro-me, então, de nada ter encontrado, senão ao chegar o rastro fosforescente que deixei ao partir. Os mares são agora ridículos lençóis d’água, de uns três ou quatro palmos de profundidade. As montanhas são nuvens estáticas, que o eterno medo dos homens transformará em granito. Tudo é pavorosamente desabitado. Não há leões nem elefantes nos desertos da África. Não existem as pirâmides nem a Torre Eiffel. Existe apenas eu mesmo, que me percebo inversamente por uma ideia que chamo mulher e que paira rarefeita sobre a superfície do globo – ideia incompreensível porque nada existe na terra além de mim mesmo. Volto a percorrer novamente o espaço, porém, desta vez, com a lentidão do crescimento das plantas, multiplicando-me progressivamente na minha ideia para mostrar-me a mim mesmo. Os mares, agora, são profundos e as montanhas se solidificaram. Aparecem leões e elefantes nos desertos da África. Construíram as pirâmides no Egito e levantaram a Torre Eiffel, em Paris, no ano em que um outro eu nascia em Belém do Pará. Tudo se povoou transbordantemente. Acho-me agora sentado na prisão, olhando sereno através das grades, aguardando o julgamento do crime nefando que cometi de usar a mim mesmo, na minha mãe, mulher, filha, neta, bisneta, tataraneta, nora e cunhada. Voltarei, ainda uma vez, para ser o meu próprio Juiz. Nada existe, além de mim mesmo, senão para mim. Silêncio.

O ENTE DOS ENTES (1933)

A minha mão gigante rasgou o céu e apareceu a figura do Ente dos entes. Houve confusão tremenda e os homens se misturavam, gritando; gritos de alegria, de dor, de espanto e de medo. Os sentidos dos homens se aperfeiçoaram e eles viram, ouviram e sentiram o que nunca tinham visto, ouvido e sentido. Houve, depois, consciência e todos se calaram. E olhavam pasmos a figura do Ente dos entes, que, para os homens era uma mulher e para as mulheres era um homem, e que apontava para três estrelas que giravam loucamente em volta de uma grande esfera de aço polido, que tinha a cabeleira como a de uma mulher e que, serena, caminhava girando sobre si mesma, para o ocidente. Depois, o Ente dos entes abriu suas vestes e mostrou no seu corpo fosforescente três nódoas vermelhas, duas na altura do ventre e uma em cima do coração. E falou em linguagem desconhecida. Ninguém entendeu o que disse o Ente dos entes, mas todos, no fim, sentiram um grande consolo. Na noite deste acontecimento os homens amaram como nunca tinham amado as suas amadas e estas conceberam filhos para que pudessem ver também o Ente dos entes, que prometeu voltar. Houve paz temporária.

CONFISSÃO (1933)

Não quero ser Deus por orgulho.

Eu tenho esta grande diferença de Satã.

Quero ser Deus por necessidade, por vocação.

Não me conformo nem com o espaço nem com o tempo,

Nem com o limite de coisa alguma.

Tenho fome e sede de tudo,

Implacável.

Crescente.

Talvez seja esta a minha diferença de Deus.

Que tem fome e sede de mim,

Implacável,

Crescente,

Eterna

— De mim que me desprezo e me acredito um nada.

EU (1933)

Eu sou a tangência de duas formas opostas e justapostas

Eu sou o que não existe entre o que existe.

Eu sou tudo sem ser coisa alguma.

Eu sou o amor entre os esposos.

Eu sou o marido e a mulher.

Eu sou a unidade infinita.

Eu sou um deus com princípio.

Eu sou poeta!

Eu tenho raiva de ter nascido eu.

Mas eu só gosto de mim e de quem gosta de mim.

O mundo sem mim acabaria inútil.

Eu sou o sucessor do poeta Jesus Cristo

Encarregado dos sentidos do universo.

Eu sou o poeta Ismael Nery

Que às vezes não gosta de si.

Eu sou o profeta anônimo.

Eu sou os olhos dos cegos

Eu sou o ouvido dos surdos.

Eu sou a língua dos mudos.

Eu sou o profeta desconhecido, cego, surdo e mudo

Quase como todo mundo.

Testamento nery.jpgIsmael Nery, Testamento de Ismael Nery.-Col. Chaim e Regina Hamer.

Pouco tempo antes de sua morte, Nery deixou o seguinte testamento:

Testamento de ISMAEL NERY

Esperei até hoje para que vos me descobrísseis. Quis dar-vos o prazer de vos sentir crescer. A minha excessiva proximidade impediu, porém, que me olhásseis como realmente sou. Contar-vos-ei agora aminha história, e descreverei o meu físico para que disto tireis o proveito necessário e justifiqueis a minha e a vossa existência. Pertenço a esta espécie de homens que não constroem nem destroem, mas que explicam toda a construção e toda a destruição. Eu sou um predestinado, como foram também, meus predecessores e como serão os meus sucessores. Através dos séculos deveremos desenvolver o gene que no princípio da vida recebemos. Nós somos os grandes sacrificados que sofrem por todo o erro e atraso dos homens. Somos os homens que amam e consolam: não somos amados nem consolados. Se não fossemos portadores do germe de que vos falei, há muito que a nossa raça teria acabado violentamente. Quando tudo tiver atingido seu fim, aí começara nossa visível utilidade. O homem agora distribui suas esperanças na arte e na ciência. Chegará um tempo em que a arte e a ciência não bastarão mais para suprir a ânsia crescente de compreensão que a humanidade tem. Toda a arte resume-se em suprir as necessidades científicas, toda a ciência resume-se num estudo do equilíbrio da vida e numa tentativa formidável de conhecimento da matéria da vida. Ah! Se nós nos pudéssemos conhecer, ou se, pelo menos, pudéssemos chegar a conhecer um outro homem! A solidão do homem é o que mais o apavora na vida. Os homens se olham como desconhecidos com as mesmas roupas. Vivemos desconfiados – tudo fazemos para garantir o que possuímos, com medo dos ladrões de toda espécie que vemos em todos os homens. Inventamos o direito e a polícia; pomos em nossas casas grades de ferro e portas de bronze. O homem se esquece de que o que possui moralmente não é acessível aos ladrões, mas aumenta seu desassossego comas suas posses fiscais, esquecendo a ciência por ele já conquistada. Para que guardais uma mulher que não é vossa? Para que vos bateis por uma ideia que não sentis? Para que duas casas com um só corpo? Para que o sustento de uma vida sem consolo? Ah, a esperança! Que é a esperança? Tenhamos esperança – aumentamos a esperança – eu em Deus e vós em mim e em meus sucessores. Um conselho vos dou, com a autoridade que me conferem as rugas de minha testa, o meu olhar febril e minhas mãos mutiladas: não façais o que vos causar nojo, mesmo que tal nojo seja mínimo. Orientai vossa ciência para conseguirdes um aumento micrométrico de vossas sensibilidades. Já reparastes, meus irmãos, que vivemos num mundo em que existem soldados, juízes e prostitutas? Onde se encarcera um homem pelo depoimento da testemunha, ou se enforca um outro por insultar um líder? Existem testemunhas? Existem líderes? Que é a vontade do povo? Que é o bem geral? Já fizestes, com a ciência que tendes, a psicologia de um chefe? Por que não acreditar em Deus, quando acreditais até nos regimes políticos? A humanidade, como as plantas, precisa de estrume. Dos nossos corpos renasceram aqueles corpos gloriosos que encerram as almas dos poetas, aquele de que nós já trazemos o germe. Tudo foi feito no princípio – porém tudo só existirá realmente em tempos diversos. Os poetas serão os últimos homens a existir, porque neles é que se manifesta a vocação transcendente do homem. Todo o homem recita um poema na véspera de sua morte. A humanidade recitará também o seu nas vésperas da sua, pela boca de todos os homens que nesse tempo serão poetas.

– “Mirabili Dominus in opera ens”. (Novembro – 1933)

007773001013.jpgIsmael Nery, Morte de Ismael Nery, 1932 - Coleção particular

Enigmático, eclético, intrigante e surpreendente, Ismael Nery é um artista que deve ser resgatado das sombras onde ficam nossos talentosíssimos artistas brasileiros tão pouco conhecidos, tão pouco divulgados. Devemos valorizar nossa arte, nossos artistas! A arte brasileira é tão fantástica como a de qualquer outro país, mesmo sob influência e aprendizado no exterior, cada artista carrega em si sua essência e esta é passada para a tela em cada pincelada.

Referências:

Imagens - Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8657/ismael-nery

MATTAR, Denise (Org.). Ismael Nery 100 anos: a poética de um mito(catálogo). Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil; São Paulo: Fundação Armando Álvares Penteado, 2000.

MENDES, Murilo. Recordações de Ismael Nery. São Paulo: Edusp, 1996.


Adriana Caló

Reflexiva sobre a vida e as ações cotidianas. Curiosa e intuitiva, rabisca poesias, brinca com pincéis e tintas. Amadora por natureza com uma marcante característica: Liberdade Artística! .
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