Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional.

A menina e o jogo do Contente

Como fazer para lidar com a vida de uma forma que pareça mais tranquila quando temos a impressão de que a cada dia que passa estamos menos sensíveis e mais robóticos? Como ter uma vida de adulto cheia de responsabilidades e ao mesmo tempo ficar contente com isso? Nessa correria diária qual é o tempo em que podemos arrumar pra respirar e ouvir o que nosso coração tem a nos dizer? Qual é o tempo que nos resta para olhar a vida com os olhos inocentes de uma criança e apenas agradecer? O livro "Pollyana" de Eleanor H. Porter, tem o poder de nos ensinar e transformar.


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Quando o olhar inocente de uma criança sobre o mundo nos ensina que ao invés reclamar devemos agradecer.

Pollyanna é uma menina de onze anos, que não tem uma vida fácil: perde sua mãe, perde seu pai, passa um período num orfanato e por fim se vê indo morar de favor na casa de sua tia, umas das mulheres mais ricas da cidade. Miss Polly, a tia, é extremamente ranzinza, fria e acredita fielmente que a vida não é nada mais que deveres diários.

Com uma uma inocência estampada e de uma felicidade única, é fácil se apaixonar por Pollyanna e ainda mais pelo o que ela faz pelas pessoas. Imaginem vocês: uma menininha loira, sardenta, que sorri o tempo todo. É tagarela, esperta e ao mesmo tempo inocente. É impossível não se contagiar com a sua alegria. Pollyanna nos ensina nesse livro que diariamente passamos por situações difíceis mas que sempre podemos tirar algo de bom para nossas vidas e até ficarmos contentes. Ela chama esse momento de fazer de uma coisa ruim se tornar algo melhor de “O jogo do Contente. Pollyanna com o seu jeito doce e encantador vai criando laços por onde passa e em pouco tempo todos da cidade já a conhecem. Ela conquista rapidamente o coração de cada um por sempre se mostrar disposta a ajudar o próximo e mostrar que há sempre uma razão para ficar contente. Sendo assim, todos os amigos que ela faz pela cidade aprendem a jogar o Jogo do Contente e jogam com sabedoria.

“Bem, o jogo era encontrar um motivo para ficar contente com todas as coisas, não importa o que fossem”.

Pollyanna com a sua ingenuidade de menina consegue através desse jogo e de seu altruísmo transformar o coração das pessoas mais duras, consegue mostrar para elas uma outra alternativa, consegue fazer com que elas vejam que a vida não é apenas para ser seguidas regras e que o momento de diversão e descontração é também muito importante. Pollyana ensina aos adultos que o perdão é importante para que se siga em frente de coração puro, sem rancor. Ensina a olhar pro outro, aceitar e respeitar. E principalmente: nos ensina a agradecer até pelos momentos ruins que acontecem, pois "daquele limão é possível fazer uma limonada”.

Pollyanna nos convida a entender o universo do outro e pensar que esta é a vida que temos e só por isso ela se torna única, que a nossa existência é maravilhosa. Nos faz entender que é preciso que algumas coisas nem tão boas aconteçam para que saibamos valorizar as coisas realmente incríveis que acontecem em nossas vidas.

Mas e o que fazer a partir dessa leitura? Como fazer para lidar com a vida de uma forma que pareça mais tranquila quando temos a impressão de que a cada dia que passa estamos menos sensíveis e mais robóticos? Como ter uma vida de adulto cheia de responsabilidades e ao mesmo tempo ficar contente com isso? Nessa correria diária qual é o tempo em que podemos arrumar pra respirar e ouvir o que nosso coração tem a nos dizer? Qual é o tempo que nos resta para olhar a vida com os olhos inocentes de uma criança e apenas agradecer? Pollyanna nos ensina que diariamente devemos nos questionar, fazer essas perguntas e respondê-las. Devemos nos tornar igual a doce personagem principal da história. Além de jogar o jogo do contente, passa-o para todas as outras pessoas ao redor, tornando-as felizes também. Pollyanna passa para o leitor essa vontade e virtude de fazer outras pessoas felizes e ser feliz por esse mesmo motivo.

— O jogo é exatamente encontrar, em tudo, alguma coisa para ficar contente, não importa o quê — respondeu Pollyanna com ar sério. — E começamos com as muletas. — Eu não vejo nada para ficar contente. Receber um par de muletas quando queria uma boneca! Pollyanna bateu palmas. — É isso — gritou ela — eu também não percebi logo e papai teve que me explicar. — Pois então me explique — retorquiu Nancy, impaciente. — Pois o jogo consiste em ficar contente porque não precisamos delas! — exclamou. Que todas as pessoas aprendam a jogar o jogo do contente e que fiquem tão feliz quanto Pollyana por perceberem que ganhar muletas quando se quer um brinquedo, não é de fato ruim, afinal... Você pode se contentar e entender que não gostou das muletas porque não precisa usá-las! "Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la."

Pollyanna é uma história sobre amor, amizade e sobretudo sobre o surpreendente poder de transformação que as crianças podem ter sem que percebam. Uma otimista incurável, Pollyanna não aceita justificativas para a tristeza e dedica-se com afinco a ensinar a todos o caminho da superação das adversidades.


Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional..
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