Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional.

Afinal, onde vivem os monstros?

"Onde vivem os monstros" vai além de um filme infantil. Traz uma mensagem simbólica no seu enredo, traz uma carga dramática, e a psicologia atua do começo ao fim deixando a mensagem de que o mundo não é como sempre queríamos que fosse, nem é como gostaríamos, e mesmo que em nossas fantasias aconteçam coisas das quais não podemos controlar, devemos compreender nossos monstros interiores para junto podermos trabalhar e vencer os nossos medos.


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Onde vivem os monstros é uma adaptação muito bem feita de um livro com o mesmo nome, conta a história de Max, um menino doce e extremamente expressivo e carente. Max é uma criança de nove anos, amorosa, com a imaginação fértil de menino, entretanto, ao notar que as coisas não saem do modo que deseja, acaba agindo impulsivamente. Isso faz com o que a história aconteça, Max se sente traído pela sua irmã, por não o defender numa brincadeira no gelo com os amigos dela e tudo complica ainda mais quando Max vê sua mãe flertar com o suposto substituto de seu pai. Max, então, dominado pela ira de uma criança instável, briga com a sua mãe e acaba por criar seu próprio mundo, uma fuga da realidade, aonde a sua imaginação o leva para uma ilha que está cercada por simpáticos e gigantes monstros, para que assim ele se divirta.

A cena seguinte mostra Max já observando a ilha e pouco depois interagindo com os monstros, que para a sua surpresa, os monstros também possuem problemas semelhantes aos seus. Max se apresenta a eles como rei de outro mundo e passa a governá-los. Como rei, promete protegê-los da tristeza e sua primeira ordem é a “bagunça geral”.

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Max cria laços com cada monstro e partir disso é possível notar a semelhanças do menino com a personaldiade de cada criatura. Carol se torna o melhor amigo do Max, sendo ele carismático, mas ao mesmo tempo impetuoso, impulsivo e centrado em si mesmo, traçando assim, uma linha que representa o ego de Max. Há também a imagem de um bode recatado, de uma personagem agressiva, de um amável criatura com o codinome de Ira, um melancólico touro e a personagem com o nome de KW, sendo ela a representação de uma figura materna para Max.

Todos os monstros e os dialógios do filme deixam claro uma coisa: o eu interior de Max, a narrativa passa de um momento de tensão com explosões de euforia para silêncio ou músicas entusiasmantes. Os monstros represetam bem a idéia da personaldiade de Max, ora engraçados, ora enraivecidos, brincalhões e às vezes tristes, afetuosos ou agressivos.

Onde vivem os monstros trata de um universo imaginário e é basicamente um apanhado de representações e referências psicológicas que dificilmente uma criança entenderia. O que vemos no imaginário de Max é um reflexo de como ele vê as relações entre as pessoas com as quais ele convive.

Mesmo o filme tendo diálogos simples e a figura de monstros da imaginação de Max, não é um filme infantil. É um filme que tem nuances de cores mais acizentadas e marrons, ao invés de clássico colorido que estamos acostumados nos filmes e infantis, não tem a "moral da história" e principalmente é um drama baseado no interior de um menino. É um filme que faz com que você se questione, procure os monstros interiores que há dentro de você. Onde vivem os monstros é um filme que eu indico para quem deseja procurar o seu eu interior. É um filme que traz uma mensagem simbólica no seu enredo, traz uma carga dramática e a psicologia atua do começo ao fim deixando a mensagem que o mundo não é como sempre queríamos que ele fosse, nem é como gostaríamos, e mesmo que em nossas fantasias aconteçam coisas da qual não podemos controlar, devemos compreender nossos monstros interiores para junto podermos trabalhar e vencer os nossos medos.


Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional..
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