Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional.

Um dia por vez

Hoje faz frio, mas aqui dentro do peito tá quentinho, dessa vez eu não tenho motivos pra chorar e desejar que a hora se apresse, para que alguém chegue logo e venha dividir o fardo que é a minha companhia. Por hoje eu não preciso de um ombro pra chorar, porque descobri que estar comigo mesmo pode ser bom, pode ser leve, pode ser agradável.


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Fazem 16 graus, o céu está nublado e à tarde é fria. Nesse clima típico de inverno paulistano, eu parei pra analisar que depois de todas as crises, toda angustia, falta de ar e medo, essa é a primeira vez que eu fico sozinha na minha casa, e para dramatizar mais, estou ainda mais sensibilizada por conta dos hormônios da tensão pré menstrual.

Dormi à tarde, abri os olhos e notei em minha volta a solidão, nesse momento algum sentimento incomum me invadiu e algumas lágrimas escorreram pelo rosto, é como se eu pudesse ouvir internamente minha voz dizer. "Você conseguiu, dessa vez temos uma vitória".

Hoje seria um típico dia onde eu acenderia um cigarro no outro, para assim ter a sensação de que o tempo passaria mais depressa, tomaria algum antialérgico pra ter mais sono e dormir durante horas pra não ter que suportar o peso da minha companhia. Mas dessa vez NÃO, por hoje NÃO.

Hoje faz frio, mas aqui dentro do peito tá quentinho, dessa vez eu não tenho motivos pra chorar e desejar que a hora se apresse pra que alguém chegue logo e venha dividir o fardo que é a minha companhia. Por hoje eu não preciso de um ombro pra chorar, porque descobri que estar comigo mesmo pode ser bom, pode ser leve, pode ser agradável.

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Hoje, eu aprendi a me amar, a me respeitar, a entender que sentir muito não é errado, e que chorar não é ruim e nem faz mal, muito pelo contrário, é o que me alivia e me dá forças pra continuar. Aprendi a respeitar as minhas dores e parar de me auto criticar tanto e me impor regras ou limites.

Hoje, eu amo o som da minha risada e as curvas do meu rosto ao sorrir. E por fim, o aprendizado mais importante: as oscilações de humor fazem parte de mim, hoje eu me sinto assim, espero que dure e espero também continuar saber me respeitando se os dias ruins voltarem, mas não vou apressar: um dia de cada vez.

"Pra começar, cada coisa em seu lugar e nada como um dia após o outro. Pra quê apressar se não sabe onde chegar, correr em vão se o caminho é longo. Quem se soltar, da vida vai gostar e a vida vai gostar de volta em dobro. E se tropeçar, do chão não vai passar, quem sete vezes cai levanta oito..."


Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional..
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