Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional.

Adeus Você

Adeus você que veio como um furacão, tirou meus pés do chão, me fez promessas de amor, mas sequer fez metade por mim do que eu fiz por você. Relacionamento é a base de equilíbrio, e eu sem estabilidade emocional nenhuma, me vi me equilibrando na corda bamba que é minha vida para fazer o impossível e dar o melhor de mim para nós.


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É engraçado quando se entra num relacionamento de corpo, cabeça e alma e se espera que no mínimo o outro cumpra com o acordo de fazer o mesmo que você.

Eu não o culpo pelas expectativas que eu criei, nem pelos planos que eu sonhei por nós dois, afinal, tivemos ao longo dos anos momentos felizes, mas as brigas eram esgotantes e a carga emocional de ambas partes ajudaram a arruinar com o meu psicológico, que já não era muito saudável. Há pouco descobri que tenho uma patologia chamada Disritmia Cerebral Não Convulsiva. A qual acho importante retratar do que se trata neste texto para poder melhor se entender quando eu falo sobre a questão “carga emocional”, pois é uma patologia herdada geneticamente, no meu caso pelo meu pai, e faz com que eu tenha o pensamento extremamente acelerado, causando assim a ansiedade, síndrome do pânico, todas oscilações de humor e até um certo déficit de atenção.

Voltando agora ao título, onde é que esteve você todas as vezes em que precisei de alguém pra me ajudar a me acalmar perante as minhas crises? Pois é, você estava lá me culpabilizando pela minha carga emocional pesada, dizendo que meus problemas eram demais para você lidar e mais uma vez me abandonando.

Agora eu me sinto mais forte e racional, talvez seja efeito dos medicamentos receitados pelo psiquiatra, que aliás, você disse para eu não tomá-los, com uma desculpa absurda de que eu meu organismo não suporta drogas menos fortes que essas,e sendo assim jamais poderia lidar com tais remédios.

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Adeus você que veio como um furacão, tirou meus pés do chão, me fez promessas de amor, mas sequer fez metade por mim do que eu fiz por você. Relacionamento é a base de equilíbrio, e eu sem estabilidade emocional nenhuma, me vi me equilibrando na corda bamba que é minha vida para fazer o impossível e dar o melhor de mim para nós.

Adeus você, mas saiba que infelizmente você levou um pouco da minha humanidade contigo. Eu não consigo mais desabafar com tanta intimidade com amigos próximos, porque sempre penso que eles estão falando comigo por educação, e que na verdade nem querem me ouvir de fato, ou que estou desestabilizando-os, igual você dizia que eu fazia com você.

Adeus você que veio cheio de problemas e eu abracei todos eles e amei todos os seus defeitos, mas você não foi capaz de fazer o mesmo por mim. Adeus á nós! Espero que a vida lhe ensine a ser melhor daqui em diante. E aos próximos que vierem, que venham em missão de paz! Meu psicológico não é circo, para serem feitos espetáculos, ainda mais gratuitos.


Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional..
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