Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional.

Turbulência, caos e melancolia

Eu gostaria muito hoje de ter palavras positivas para quem lê o que escrevo, dizer que a cada manhã há uma nova chance para nós, os sensíveis, aos que fazem tudo com a alma, mas especificamente neste dia eu tô tentando juntar os meus cacos. Estou tentando me compreender, para que em algum determinado momento eu volte a brilhar, volte a ser luz.


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Quem me vê sorrindo e acha que vai ser sempre assim, se ilude. Eu também achei e também me enganei, doce ilusão.

Meia noite do dia 23 de março de 2017 e eu escrevo pra tentar me aliviar de uma semana estranha, turbulenta, em que eu mal sei do que passa dentro da minha própria cabeça, e é agoniante demais não ter controle dos milhares de pensamentos todos ao mesmo tempo, sem ritmo ou ordem cronológica. Em que tento seguir meus próprios conselhos de tentar me acalmar com respirações lentas, chorar durante banhos quentes e relaxantes, reencontrar amigos pra tentar desviar o foco, fugir das dietas, etc.

Eu meio a todas minhas tentativas de sair do meu próprio caos, de respirar tranquila longe do meu Smartphone e caminhar tranquila no parque, para ficar em contato com a natureza, eu li em algum lugar uma simples descrição de um autor desconhecido: "ter ansiedade e depressão é como estar assustada e carente ao mesmo tempo. É o medo do fracasso, mas nenhum estímulo para ser produtiva. É querer amigos, mas odiar socializar. É querer estar sozinha, mas odiar estar solitária. É se importar com tudo, depois se importar com nada. É sentir tudo de uma vez, depois sentir-se parada, entorpecida".

Eu gostaria muito hoje de ter palavras positivas para quem lê o que escrevo, dizer que a cada manhã há uma nova chance para nós, os sensíveis, aos que fazem tudo com a alma, mas especificamente neste dia eu tô tentando juntar os meus cacos. Estou tentando me compreender, para que em algum determinado momento eu volte a brilhar, volte a ser luz.

Mas, lembrem-se sempre que eu partilho da opinião de que ostra feliz não faz pérola, e que precisamos desses momentos de angústias dilacerantes para sermos melhores depois. Só ainda não sei quando, e enquanto isso eu fico à mercê do senhor do destino, o famoso: tempo.

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O futuro me apavora, o presente me dá medo. Eu me sinto presa num passado que não me pertence mais, mas ainda me dói.


Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional..
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