Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional.

Eu não sei mais ser solteira!

As dores e a delícias da intensidade! Antes que vocês pensem que é por falta de amor próprio, eu explico: eu simplesmente não consigo entender o sentido de sair beijando bocas de desconhecidos que eu não sei o nome. Eu sou uma pessoa extremamente intensa. E pra eu conhecer alguém novo, eu preciso no mínimo saber o nome da pessoa, do que ela gosta, dar umas boas gargalhadas antes, e sentir que ela está me agregando algo, para que em algum momento determinado da minha vida eu venha me lembrar daquela pessoa, daquele dia com algum ensinamento.


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Pasmem! Eu no auge dos meus quase vinte e dois anos não consigo mais ser solteira, dá pra acreditar nisso? Vou lhes explicar: Eu sempre fui bem precoce, aos meus quinze anos, eu já saia e tinha os meus primeiros porres (obviamente escondida da minha família), mas mesmos assim já virava madrugadas fora de casa.

Com dezoito anos eu já rodava a Rua Augusta inteira, entrava em Open Bares, enchia a cara e beijava todos os desconhecidos os que eu achasse mais bonitos que estivessem na mesma balada que eu. Ou até mesmo na rua.

Ainda com dezoito anos, e frequentando baladas eu encontrei um companheiro, que veio a ser meu namorado que durou quase três anos. Foi um relacionamento bem maduro, com planos de dividirmos casa, contas, cachorros e gatos.

Adivinhem só? No começo ainda íamos para balada juntos, mas depois começamos a trocar balada por bar, e depois bar por Netflix, e aí Netflix se juntou a conchinha, brigadeiro e edredom. Não tínhamos mais o mesmo pique dos dezoito anos.

Agora, me vejo solteira de novo, após quatro meses ao término de namoro um tanto conturbado me sinto recuperada de tudo! Mas simplesmente eu não consigo mais sair beijando bocas de desconhecidos em baladas, ou em bloquinhos no carnaval.

Mas que ideia louca é essa, você tem certeza que superou seu ex? Todo mundo que tá solteiro quer cair na gandaia! Você é jovem, bonita, alegre e nas baladas e bloquinhos carnavalescos tem um monte de homem te querendo. Mas gente, eu NÃO QUERO!

Entendam: eu já fiz tudo isso! E hoje eu não quero mais, NÃO me agrega mais em nada. É aquela típica frase clichê e chata: Eu já passei dessa idade, sabe?

Eu sou uma pessoa de espírito livre, mas de alma completa. E eu não sinto prazer, nem o mínimo de tesão em beijar uma pessoa da qual eu sequer sei o nome, porque ela não terá me acrescentado nada, mesmo que ela tenha um rosto capa de revista, e um corpo escultural.

Eu preciso conhecer, do significado encontrado do dicionário: "perceber e incorporar à memória (algo): ficar sabendo. Eu preciso tornar conhecido a pessoa com quem eu estou saindo. E isso não significa que eu espero a famosa ligação do dia seguinte! ( Até porque se eu me interesso, eu mesmo ligo).

Eu só quero sair com pessoas de almas completas, como a minha. Eu desejo sair com pessoas que olhem dentro dos meus olhos e tomem uma cerveja comigo, me contem de seus planos malucos, e com isso possamos gargalhar juntos! E que mesmo que não haja mais nenhum tipo de contato depois, em algum momento determinado da minha vida, em anos futuros eu venha me lembrar daquela pessoa e daquele dia com algum ensinamento.

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Quando eu digo, eu não sei ser solteira, não e por falta de amor próprio, e sim porque eu não vejo graça em ser apenas uma boca beijável. Eu tenho muita alma e muita intensidade para me dar tão pouco a alguém, e receber em troca coisas tão vazias também.

"Adoram a nudez do corpo, se assustam com a nudez da alma".


Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional..
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