Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional.

Notas sobre minha melhor amiga

Esse texto foi escrito sem motivo nenhum de homenagem a nenhuma data comemorativa, fluiu naturalmente quando me veio as lembranças da nossa amizade sempre leve e gostosa. Deixo aqui então uma breve lista e só quem tem uma amiga irmã entenderá com tamanha profundidade no assunto.


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Esse texto é totalmente dedicado aquela pessoa que está presente há mais de uma década em minha vida, que não foi gerada no mesmo útero, que é o oposto de mim totalmente e talvez por isso seja o meu complemento.

Não é nenhuma data especial, mas especialmente hoje me deparei me fazendo aquela típica pergunta que a gente só faz pra a amiga em que a gente confia plenamente, sem medo de encarar a verdade: "você gostou mesmo dele?", afinal, é preciso o aval da amiga ser dado para se pensar numa possível relação. E isso me remeteu a milhares de lembranças.

Deixarei, então em uma forma de lista coisas que só quem tem uma amiga/irmã compreenderá:

1- Vocês passaram por toda a fase feia juntas, seja usando aparelhos, usando roupas cafonas, tirando fotos bizarras em espelhos de shopping, mas se divertiam muito indo a matinês. E estavam sempre no topo dos "depos" no Orkut, e faziam também as típicas "invasões" no seu perfil.

2- A mãe da sua amiga é sua segunda mãe, por vezes ela te deu os melhores conselhos, até mesmo os tais "leva a blusa" "pega o guarda-chuva". E até mesmo ajustou as roupas da sua amiga pra caber em você!

3- As conversas intermináveis. Eu nunca soube durante todos esses anos de onde surgiu tanto assunto! Desde falar coisas fúteis da vida alheia, até indicações de filmes, planos futuros, ou tentar desvendar o mistério de coisas da vida seja nesse, ou em outros planetas. Mas sendo conversas que agregam muito.

4- A comilança eterna. Os dias em que vocês decidem que estão preparadas pra saírem da dieta total e se dedicarem a comer, e se tem uma coisa que a minha amiga é boa é em cozinhar e eu em comer. Dá muito certo.

5- As primeiras bebedeiras. Épicas, eu diria. Com o direito à frase clássica "eu tô muito louca". A amiga esteve sempre lá, e com o passar do tempo já rolava a conexão de "vamos comprar um chocolatinho antes da balada, né?"

6- A fase da fossa, sempre que rola um pé na bunda é a amiga quem está lá, nem sempre em forma física, mas graças a tecnologia é só ligar, chamar no WhatsApp, no Facebook ou mandar sinal de fumaça que ela manda textão pra te consolar.

7- Quando não se precisa verbalizar e já se sabe o que a outra está pensando. O silêncio fala por si só, a conexão é tão intensa que rola umas olhadas e é preciso conter o riso e até mesmo as gargalhadas se estiver em local público para que as pessoas em volta não notem alguma estranheza.

8- Os conselhos, as comidas de rabo sem medo da outra se ferir, até porque já há toda intimidade para falar as verdades na cara, com a única e real intenção de fazer a outra enxergar e crescer. Mas sempre entendendo que os erros podem voltar a se repetir, e estar sempre lá, de abraços abertos pra acolher novamente.

9- A fase em que começam a surgir as obrigações da vida adulta, e vocês já passam a não se ver com tanta frequência, mas absolutamente nada muda o afeto e admiração que uma tem pela outra. E vocês sabem que quando se reencontrarem na mesa de um bar qualquer e pedir o litrão de cerveja mais barato vão rir de alguma história antiga, mas terão muitas coisas novas pra contar também.

O amor de uma amiga irmã é assim livre de horas marcadas e compromissos, ele só existe porque há o respeito, o carinho e a eterna amizade e a compreensão de ambas as partes. É uma conexão maluca de ficar meses sem ver a amiga em questão, mas quando promovido o encontro de fato é como se tivesse a visto ontem, pois sempre há uma troca mútua de afetividade.

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"– Que quer dizer “cativar”? – É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa "criar laços"... – Criar laços? – Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo..."


Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional..
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