Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional.

Sobre a geração Filtros do Instagram

A geração que eu chamo carinhosamente de "Filtros do Instragram" são aquelas pessoas que preferem mais tirar fotos do que estão fazendo no momento, do que curtindo o momento de fato. São aquelas pessoas que preferem ostentar um relacionamento sério numa rede social do que de fato viver um relacionamento leve e saudável. São aquelas pessoas que se sentem mais felizes ao receberem notificações em seus celulares, ao invés de ficarem mais felizes na companhias de grandes amigos.


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Esses dias me peguei conversando com um amigo a respeito de relacionamentos e esse é o motivo do texto. Parei para analisar e concluí que chegamos numa era em que as pessoas não se importam mais em viver/aproveitar o momento. Elas se importam em mostrar para as outras pessoas em como suas vidas são mais legais, e mais felizes nas redes sociais.

São as pessoas que eu carinhosamente chamo de “Filtros do Instagram”. Esse mesmo amigo, me contou que estava saindo com uma moça há alguns meses, onde tinham toda a parte legal de um relacionamento amoroso. Faziam programas de casais legais e clichês: cinemas, fondues, parques e motéis.

Estava tudo progredindo muito bem até que a moça em questão veio dando sinais de querer assumir um compromisso mais sério, daqueles carregados de cobranças sem sentido e ciúmes exagerado. Obviamente com direito a mudar status de relacionamento no Facebook, e adicionar as famigeradas fotos lotadas de filtros no Instagram com as legendas de casais apaixonadíssimas.

Aí eu me pergunto por que? Pra quê esse tipo de comportamento? Será necessário mesmo que para sermos felizes precisamos mostrar nossa vida ao outro? Precisamos estar a toda hora recebendo um ícone em formato de coração na tela de um aparelho? Será mesmo que para sermos plenos precisamos ostentar um relacionamento sério numa rede social?

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Pelo menos a mim, o que mais me importa é viver o momento, curtir a intensidade do que está acontecendo dentro daquele segundo, sem estar me preocupando com um status, ou com o que vão pensar a meu respeito. A mim, o mais importante é o que minha memória registrou e o tanto de gargalhadas que deu ou darei de quando recordar dos fatos que vivi, e o tanto de lições que tirei daquilo.

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Poliane Teixeira

Louca apaixonada pela vida, pelas pessoas e principalmente pelos animais. Ariana nata, derretida pior do que manteiga. Riso fácil e gargalhada frouxa. Impulsiva mais do que eu gostaria. Tenho um relacionamento sério com filmes e séries, cobertor, travesseiro e dormir de conchinha. Apaixonada por São Paulo e por viagens. Boa ouvinte de mesa de bar, degustadora de cerveja barata, viciada em comida e admiradora da música popular brasileira e cinema nacional..
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