Tico Menezes

Obrigado Por Viver, Obrigado Por Me Inspirar

Você é a inspiração de alguém e nem sabe disso.


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Todo mundo deveria ser aplaudido de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo. (R.J. Palacio em “Extraordinário”)

O que é a grandeza?

Seguindo a tradição de autores mais experientes do que eu – ou não, vai muito da perspectiva do leitor ou da soberba do autor – , começo esse texto questionando a existência e nunca prometendo a resposta para tal questão. Proponho apenas uma reflexão e um olhar diferente sobre o que é constantemente pensado, estudado, analisado com emoção ou friamente, mas que nunca será quantificado por uma simples razão: Subjetividade.

Vez ou outra nos deparamos com declarações com as quais nos identificamos, assim como vez ou outra, deixamos algo passar completamente desapercebido. E aquilo com o que nos identificamos pode ser a história da vida de alguém, algo significativo, algo maior do que somos capazes de imaginar, sonhos, projetos, amores, lágrimas, sentimentos infinitos, momentos que assistimos como meros espectadores e nos inspiram a ser melhores, a tentarmos viver para que, um dia, possamos ser tão inspiradores e importantes, para que alguém se identifique com tudo o que fomos em vida e menos pessoas se sintam sozinhas em seus universos.

Diversas figuras marcaram a história do mundo, têm suas vidas contadas em livros, filmes e músicas e conquistam gerações por causa de seus feitos grandiosos e ousados. E é tudo merecedor de reconhecimento – mesmo que alguns ídolos tenham sido completamente diferentes do que suas histórias contam e tantos outros são idolatrados por pessoas que os abominariam se vivessem na mesma época. Mas isso não causa uma fixação em ser grandioso ou uma ideia um tanto errada sobre o que é grandeza? Digo, o simples realmente é um problema? E os heróis que nunca conhecemos? A mesa de mogno do rico que costumava ser pobre é mais importante do que a parede sem reboco do pai de família que trabalha de segunda a segunda?

Em horas de solidão, proponho um pensamento: A vida não é um bicho de sete cabeças, uma vez que cada cabeça pensa por si mesma. A vida tem muito mais a ver com um ônibus cheio de pessoas às seis da manhã, cheio de cabeças pensantes, cada um ali por um objetivo, com um propósito, cheios de sonhos, cheios de inseguranças, cheios de sentimentos dos quais poucos ouvirão falar, cheios de sua própria rotina ou empolgados por estarem caminhando a algo há muito ansiado. Todos importantes, todos especiais a sua própria maneira. No meio daquele amontoado sufocante que esvazia até a chegada do ponto final há uma mãe que não vê a hora de voltar para o filho que a considera uma super-heroína, um avô que sente a falta dos netos que se mudaram para outro país, um irmão que se espelha no irmão mais velho e quer se provar merecedor de admiração, um estudante que sonha com o futuro e as pessoas que lá residem, uma garota insegura indo sozinha de ônibus para a escola pela primeira vez, um cobrador em sua última corrida tentando continuar atento após tantas horas de trabalho noturno, um ex-milionário que resolveu recomeçar, histórias inspiradoras da mais diversa sorte. Figuras grandiosas, todos eles, todos nós. Não estamos sozinhos e nem seremos esquecidos pela história, eu prometo. Prometa para você mesmo também.

Seguindo a tradição de outros heróis que não são reconhecidos pelo mundo inteiro, mas sim pelas pessoas certas, lhes pergunto:

O que é a grandeza?


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