Carla Gameiro Dias

Mulher, Mãe, Psicóloga, aprendiz da vida, seguidora fiel do amor...porque quando o coração diz sim, eu vou, sem dúvida, sem pensar duas vezes, porque ele não erra, nunca...

Azar ou péssimas escolhas?

Vassoura atrás da porta para a tia chata ir embora? Derrubou sal na mesa? Cruzes, pega o saleiro e joga o sal por cima dos ombros!! Derrubou açúcar? Ah, tudo bem, é sorte!! É assim que andamos resumindo nossas vidas, em azar e sorte? Onde entram as nossas escolhas?


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Eu não sou supersticiosa (“no creo em brujas, pero que las hay, las hay” - Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem), passo embaixo de escada, não tenho medo de gato preto, aliás, pelo contrário, eu os acho lindos, já varri meu próprio pé umas 3000 vezes, e por aí vai. Mas confesso que conheço algumas pessoas, algumas muito próximas até, que deveriam começar a acreditar em azar... caso contrário, a opção que sobraria seria aquela que as nossas bisavós usavam: “nasceu do avesso”. Me digam, vocês não conhecem ninguém assim? Pensem bem; em toda família, em todo grupo de amigos, existe aquele(a) que é o famoso “dedo podre” (melhor do que nasceu do avesso né?). Por mais esforço que a pessoa faça, por mais bacana que seja, não adianta, na hora de mirar, o dedo aponta para uma furada e tanto; e aqui não me refiro apenas a relacionamentos pessoais, cabem escolhas profissionais, mudanças de endereço, status de relacionamento, enfim, tudo. Não adianta, a pessoa tem o “dedo podre”. Se estamos levando em consideração pessoas de mesmo nível intelectual, cultural, político-socioeconômico, o que seria determinante para traçar “destinos” tão diversos? Que motivos levariam uns a ter uma vida entendida como “tranquila”, “calma”, “saudável”, e outros uma vida de verdadeiro “caos”, “um inferno de Dante”, “uma batalha hercúlea” a cada dia?

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Deixando o humor de lado... Azar? Sorte? De fato, me recuso a acreditar em sorte e azar, acredito sim em conceitos Físicos; se a energia que emana de um objeto é negativa ela atrairá energia negativa, atentem, não estamos falando de ímãs, não se confundam. Da mesma forma, se um polo qualquer exala uma profusão de prótons, prótons atrairá. Aqui não há jogo, é Ciência. Bem, se já descartamos a “hipótese” de “Hardy Har Har (lembram-se do desenho? “Oh céus, Oh vida, Oh azar”), resta-nos a única e plausível: somos o resultado de nossas escolhas!! Perfeito; só que aí a situação fica MUITO PIOR!!! Como alguém em sã consciência faria escolhas “ruins”? Como alguém se aventuraria numa mudança de estado para sofrer? Por que alguém trocaria de emprego para um “pior”? Por que afinal alguém tem o tal do “dedo podre”?

Sem querer (querendo), já dissemos: ninguém em SÃ CONSCIÊNCIA faz péssimas escolhas, opções doídas, busca alternativas que a levem ao “fracasso” (importante lembrarmos que o significado de sucesso e fracasso diverge e muito para cada um de nós), ninguém. Estaríamos então dizendo, que o indivíduo está TODO o tempo “se maltratando”? NÃO!!! Estamos dizendo, que este indivíduo que em nossas famílias e grupos de amigos classificamos como “dedo podre”, está sim fazendo péssimas escolhas, por muitas vezes ele (a) SABE que o fez, mas não sabe o PORQUE. Seria possível? Não apenas possível como absolutamente normal e comumente. O que o indivíduo não sabe é que por vezes existem, algumas, muitas, inúmeras justificativas para “tais escolhas” e que a maioria delas está “ligada” a um componente emocional, que grande parte delas traz junto “alguma história, episódio longínquo, situação esquecida no passado, dores reprimidas, choros engolidos, lágrimas interrompidas”... Mas é SEMPRE assim? CLARO que não!!!! Por traz de uma péssima escolha pode haver um indivíduo, “tô nem aí, nem sei o quero da vida” (também é direito deste fazer esta escolha), mas da mesma forma pode ser uma pessoa que não tenha ideia do que a levou até ali; do que a motivou a tantas escolhas ruins, do que a faz ser tão “do avesso” para ela mesma.

Fazendo uma “conta de padaria”, para cada ato de “sucesso” em média teremos que fazer aproximadamente 6 tentativas, o que já é exaustivo, agora, imaginem para a pessoa que está passando por um processo de dificuldade de escolhas? A vida para ela vira um verdadeiro labirinto, um enigma sem pistas, é quase enlouquecedor. Ok, entendido, e qual a parte que cabe a cada um de nós nessa história? Um ato simples, EMPATIA!!! Tente pelo menos uma vez, apenas uma, VER-SE no lugar de seu amigo, familiar, conhecido; tente VER-SE fazendo tantas escolhas desastradas, e imagine o que você gostaria ou esperaria dos seus entes queridos, dos seus amores. Consegue? Se não, tudo bem, é difícil mesmo, ser empata, é uma tarefa árdua. Se você conseguiu enxergar-se, ótimo. Em suas mãos está a “opção” de orientar, encaminhar, guiar, nortear, um indivíduo ou deixa-lo (lá) fazendo suas escolhas corriqueiras.

Cabe a você fazer uma “escolha”, e esta não envolve sorte ou azar....

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Carla Gameiro Dias

Mulher, Mãe, Psicóloga, aprendiz da vida, seguidora fiel do amor...porque quando o coração diz sim, eu vou, sem dúvida, sem pensar duas vezes, porque ele não erra, nunca....
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