Carla Gameiro Dias

Mulher, Mãe, Psicóloga, aprendiz da vida, seguidora fiel do amor...porque quando o coração diz sim, eu vou, sem dúvida, sem pensar duas vezes, porque ele não erra, nunca...

Lembranças...

E quando eu fecho os olhos... quando ouço aquela música ao longe... na infância, na juventude, na maturidade... em cada fase de nossas vidas dormem lembranças de amor e de dor...


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Cafuné, colo de mãe, derradeiro beijo de amor, o primeiro choro do filho...

Beijo molhado de lágrima, sorriso escancarado, o som de uma voz...

A viagem mais desejada, o restaurante no topo da colina, o café da manhã compartilhado na grama, o brinde realizado em frente a lareira...

São tantas as lembranças que guardamos e inacreditavelmente, “esquecemos” que tanto temos a lembrar. São tantos momentos simples, admiráveis, mágicos, “inesquecíveis” (ora, se memoráveis foram, porque teimamos em esquecê-los? Como somos incongruentes!!), que por vezes a lembrança deles nos faz rasgar por dentro.

Mas o que nos dói de fato; por que algumas lembranças nos causam tanta dor se, de novo, foram momentos inolvidáveis? Seria a “ausência” do vivido, a causa de nosso martírio? Não seria a “memória” do “adorado”, do “desejado”, do “vivido” e que não mais é presente, a grande causadora da dor de algumas de nossas lembranças? Seriam determinadas lembranças, a confirmação efetiva do “inacabado”, do “abandonado”, do ciclo não “finalizado”? Em caso positivo, que fazemos com estas lembranças? “Afogamos”, “sufocamos”, “enterramo-nas ainda que vivas”? Qual o real significado das lembranças em nossas vidas? Simples “retrato do passado” ou uma fotografia em 3D, mais que real, de emoções, sentimentos, sensações, que juntos representam-nos com tamanha fidedignidade que chega a nos assustar e exatamente por isso, “fazemos de tudo” para algumas delas, “esquecermos de nos lembrar”?!

Nossas lembranças são o registro de uma história, uma vida... são o “carimbo” que fazemos em nosso cérebro determinando assim, que jamais sejam “esquecidas”. Ainda que um dia tenhamos um intrínseco desejo de “apagá-las”, este é um recurso inexistente em nossa massa craniana; podemos “escondê-las”, “camufla-las”, “ocultá-las” de nós mesmos, mas aniquilá-las, JAMAIS!!!

Lembranças por vezes vem acompanhadas de sorrisos, outras tantas por muitas lágrimas (sejam de alegria extrema ou mesmo de grande dor), algumas vem em datas específicas, outras só aparecem uma vez ao ano (na data do fato ligado a lembrança); em alguns eventos (matrimônios, nascimentos, óbitos, etc) ela vem em enxurradas, trazem outras tantas lembranças em cadeia e as emoções oriundas delas, em geral, causam comoção!!!

Mas estas lembranças, “momentos impossíveis de esquecer”, tem um objetivo apenas; vir sempre nos dizer que se é “lembrança” é porque algo em algum momento, HOUVE, EXISTIU, ACONTECEU, OCORREU, DUROU, VIVEU... e se VIVEU, VALEU A PENA!!!!

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Carla Gameiro Dias

Mulher, Mãe, Psicóloga, aprendiz da vida, seguidora fiel do amor...porque quando o coração diz sim, eu vou, sem dúvida, sem pensar duas vezes, porque ele não erra, nunca....
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