Carla Gameiro Dias

Mulher, Mãe, Psicóloga, aprendiz da vida, seguidora fiel do amor...porque quando o coração diz sim, eu vou, sem dúvida, sem pensar duas vezes, porque ele não erra, nunca...

Feliz vida nova, nova?!

Acabou o ano?? Já?? Ainda bem... Mas e aí?? O que você fez de novo?? O que mudou do ano passado para cá?? Lá vem novo ano... e você vai vir novo ou não??


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Em poucas semanas inicia-se novo ano efetivamente, e com ele as decisões pessoais, corporativas, governamentais e por aí vai, bem típico do povo brasileiro; esperar o “novo” ano chegar (ou quem sabe após as lágrimas da Quarta de Cinzas), “despertar” para a realidade mundana. Aceitável ou não, unanimidade ou não, o fato é que todo ano é a mesma coisa, todo ano as histórias se repetem, e nada muda, porque NÓS não mudamos, o POVO não muda, consequentemente, impossível haver transformação. Estamos sempre à espera da modificação “externa”, a que VIRÁ, sabe-se lá de onde, a que cairá do céu, a que nos brindará com “boas novas” sem que de fato tenhamos movido uma palha sequer. Estamos eternamente no “aguardo”, contemplando o NADA, sentados “à beira da estrada, no meio do caminho” na expectativa do “sinal” divino, do “além”, de alguém”, ou até mesmo de nosso “feeling” (sim, este absolutamente necessário), mas continuamos a fazer NADA... Continuamos à espera das atitudes de outrem; dos que nos governam (não nos interessa as decisões que tomem, foram ELES, não FOMOS NÓS, fácil não?? Lembrando que ELES foram NOSSAS escolhas em algum momento, ainda que feitas inconsequentemente), dos nossos empregadores (hoje em dia artigo de luxo, visto a taxa de desemprego batendo dois dígitos), dos nossos pais ou aqueles que nos “sustentam”; dos nossos “mestres” (cabe a eles decidirem se SOMOS ou NÃO CAPAZES de evoluir, de “ocupas um lugar no mundo” pobres mestres!!!!). Aguardamos nossos “DEUSES”, (estes então, desgraçados, atarefados estão por milênios numa desesperada tentativa de nos salvar), virem em nosso “socorro”, visto que assim tem sido a História da Humanidade; entregarmos a OUTREM aquilo que deveria ser NOSSA decisão!!!! Outorgarmos a OUTRO qualquer responsabilidade, porque ASSUMIR o FATO (seja ele resultante de acerto ou falha) é ainda hoje, um “fardo” para nós seres humanos. Mas por que em pleno século XXI, temos tanta dificuldade em ADMITIR RISCOS, em “dar a cara para bater”, em “sair da zona de conforto”, em “assumir nossas atitudes”? Por incrível que pareça, mesmo tendo vivenciado inúmeras “evoluções” e “revoluções” o Homem, ainda hoje, aterroriza-se ao defrontar-se com suas PRÓPRIAS LIMITAÇÕES, OBSTÁCULOS, BARREIRAS; lidar com suas “caixas de pandora”, com seus “monstros dentro do armário”; afinal, para uns esta é uma “verdadeira viagem ao Tártaro”, pior, com possibilidade remota de retorno, sendo assim, melhor refugiar-se no que é “conhecido” a “correr o risco” do encontro com a “linda e assustadora” Éris; sendo assim, ficar quieto, sentado, sem se mexer, traz possibilidade de risco ZERO!!!! E assim vai seguindo a vida, vão passando os anos, vão se escrevendo biografias; algumas interessantíssimas, outras nem tanto, umas tantas assustadoras, outras “sem sal”, mas todas, resultado de um único desígnio: ACEITAR por si só, ou REMOVER para MUDAR... há quem diga que é pura “sorte”, outros que é “vontade”, e há também os descrentes, que simplesmente não acham nada...

Bem, Dona Sorte costuma ser moça caprichosa, e como tal, não é de se dar ao desfrute com facilidade, portanto, se queremos mesmo que ela nos acompanhe ou até, nos “apanhe”, é melhor que façamos nossa parte; mexamos nossos corpos e mais ainda nossas mentes, caso contrário, melhor mesmo será sentarmos e esperar convite de uma outra moça, essa nem tanto esmerada, pelo contrário, muito mais despreocupada, Dona Morte passa e leva, sem se atentar com mais nada, afinal, este é o “seu” roteiro, e ela, diferente de nós, não “repassa responsabilidade”, assume com prazer e esmero tudo que lhe foi designado...

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Fonte de imagens: GOOGLE


Carla Gameiro Dias

Mulher, Mãe, Psicóloga, aprendiz da vida, seguidora fiel do amor...porque quando o coração diz sim, eu vou, sem dúvida, sem pensar duas vezes, porque ele não erra, nunca....
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