Carla Gameiro Dias

Mulher, Mãe, Psicóloga, aprendiz da vida, seguidora fiel do amor...porque quando o coração diz sim, eu vou, sem dúvida, sem pensar duas vezes, porque ele não erra, nunca...

Coisas Mais Lindas


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Eu me debrucei muitas vezes sobre o computador tentando descobrir como começar esse texto. Queria ter a certeza de não esquecer nada, de não deixar passar um minúsculo detalhe. Eu “vivi” os 14 episódios das 2 temporadas por 5 dias consecutivos, incluindo madrugadas e fim de semana. Fui “invadida” pela história e em muitos, inúmeros momentos, me vi revivendo as vidas daquelas 4 mulheres. Eu mergulhei no texto, nas cenas, mas mais que isso, mergulhei em mim mesma. Catarse pura, sim, confesso!!

Vou pedir licença para fazer um aparte no texto para falar de uma mulher, que não é nenhuma das protagonistas, mas ela, com certeza, poderia ter sido; minha mãe. E por uma dessas coincidências da vida, tem o nome de uma das personagens (que vem a se destacar com o desenrolar da série) e a mesma força, a mesma personalidade de todas as “Coisas Mais Lindas” descritas na história.

Quatro mulheres “desiguais”, mas com muitas analogias e claro, com a mesma essência. Década de 1960, sexismo, racismo, homofobia, e todo tipo de preconceito em alta. Divagar sobre sexualidade, liberdade sexual, casamento, filhos, abortos?! Impensável! Homens tratando as mulheres como seres “menores”, sem importância. Maridos/parceiros/amantes sendo desprezíveis com suas mulheres tratando-as como “descartáveis” (não quer dizer que ainda não encontremos essa bizarrice, mas há 60 anos era absolutamente aceitável e comum). Um tempo em que mulher “trabalhar fora, fumar, falar palavrão, ser idealista, feminista, “dona da sua vida” era quase que entendido como “delinquente”. Cabem mais “aspas” aqui; quantas mulheres conhecemos que ainda hoje, sec. XXI, são tratadas/vistas desta forma?! Quantas mulheres ainda são “julgadas” pelas roupas que vestem, pela profissão/cargo que ocupam/possuem, pela postura assertiva (que claro, é postura “masculina”)?! Quantas mulheres conhecemos que são “tolhidas” por seus homens (sejam parceiros, genitores, irmãos) para que não falem alto, não digam palavrão, não se expressem verdadeiramente?! Quantas mulheres ainda “engolem em seco, porque mulher não pode se expressar?!”

Precisei me controlar para não dar “spoiler”, confesso que tive vontade de verbalizar algumas falas/cenas que são de “enlouquecer gente sã”, e outras tantas que me levaram a prantos intermináveis, mas, me policiei, e aqui estão apenas algumas “sutilezas” (será que essa seria a palavra correta?!) desse texto brilhantemente escrito e interpretado. Coisa Mais Linda é uma série que deveria ser vista por todas as mulheres, todas, sem exceção, independente de idade, estado civil, classe social. Não é para todos os homens, nem poderia, pois, se falamos acima que ainda encontramos pré-conceitos os mais variados por parte do sexo masculino, como estariam eles (todos) preparados para ver e ouvir tantas “verdades”?! Mas a esperança, ainda que pequena, é que o ser humano necessita, obrigatoriamente, evoluir, então, quem sabe?! Eu vi vários vídeos das protagonistas falando sobre os momentos difíceis e dolorosos de algumas cenas, e senti mais uma vez, a magnitude da história.

Sem mais delongas, meus Parabéns a essas Brilhantes e Lindas Mulheres que participaram da história, mas acima de tudo, meu MUITO OBRIGADA, por terem nos representando tão “linda” e intensamente.

Nos vemos na 3ª temporada...

Foto: Google; Coisa Mais Linda (série brasileira)


Carla Gameiro Dias

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