conversa literária

Porque Literatura é assunto para todo dia...

Pamela Camocardi

Professora por vocação, escritora por paixão e teimosa por natureza. Criadora e colunista do site o site ¨Entrelinhas Literárias¨, costuma transformar em textos palavras que, nem sempre, deveriam ser ditas.

Cuidado que o tempo que cura é o mesmo que acostuma

“Enquanto não atravessarmos a dor da nossa própria solidão, continuaremos a buscar-nos em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.” (Fernando Pessoa)


As emoções possuem uma função importantíssima nas relações sociais estabelecidas entre os indivíduos: defender ou aproximar as pessoas, distinguindo o grau de perigo ou de amizade que existe entre elas.

Pelas emoções somos capazes de discernir o bem do mal, o interesse da generosidade e o amor da paixão. O problema é que, muitos, não sabem utilizar-se delas para crescer emocionalmente e afundam-se em medos, dúvidas e escolhas erradas.

Sinceramente não entendo muito essa perspectiva de ter que ter um “relacionamento sério” para se autoafirmar já que, embora sejamos seres sociáveis, não temos a obrigação de estarmos em relacionamentos amorosos para termos uma felicidade diária. Porém, percebo que, cada dia mais, as pessoas buscam “o par perfeito” que “complete” sua vida e, até isso acontencer, a depressão, a ansiedade e a angústia são companheiras de viagem inseparáveis dos envolvidos.

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Acredito que deva existir algo no universo que explique o fenônemo da carência afetiva no ser humano (porque humanamente está muito difícil de entender). Parece incoerente, mas acontece exatamente assim: começamos uma relação, vemos que a probabilidade dela dar certo é zero, mas tentamos nos convencer de que, aos poucos, as coisas irão mudar. E tudo por um motivo específico: o medo de ficar sozinho.

“É o jeito dele falar”, “ela é estourada assim mesmo”, “eles são frios porque já passaram por muita coisa na vida”. Alto lá, baby! Ninguém tem obrigação de aguentar os traumas e neuras das relações anteriores, não. Cada um que resolva seus próprios problemas e, somente, depois crie laços sentimentais com alguém (pronto, falei!).

Longe de mim estipular uma forma de amar ou de julgar os sentimentos alheios. O que apresento aqui é uma forma diferente de ver a vida e de encarar os próprios fantasmas sentimentais.

Eu sei que a gente tem dessas de se acomodar nas situações e por temos medo tomar iniciativa e terminar sozinhos, preferimos aguentar ofensas e nos convencer que tudo o que acontece de anormal na relação é natural. Encare a verdade: isso é loucura!

O conformismo é uma morte lenta que te faz acreditar que “estar em um relacionamento serio” é o ápice da felicidade.

É preciso coragem de ser feliz, de arriscar, de mudar o rumo das coisas. Até porque, o máximo que pode acontecer é você ser muito, mas muito feliz!


Pamela Camocardi

Professora por vocação, escritora por paixão e teimosa por natureza. Criadora e colunista do site o site ¨Entrelinhas Literárias¨, costuma transformar em textos palavras que, nem sempre, deveriam ser ditas..
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