conversa literária

Porque Literatura é assunto para todo dia...

Pamela Camocardi

Professora por vocação, escritora por paixão e teimosa por natureza. Criadora e colunista do site o site ¨Entrelinhas Literárias¨, costuma transformar em textos palavras que, nem sempre, deveriam ser ditas.

Maturidade é saber a hora de partir e não olhar para trás

"O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira". (Nietzsche)


Terminar um relacionamento não é fácil. Isso, aliás, é inquestionável. O problema é que as pessoas supervalorizam a dor e esquecem que a vida acontece além da saudade. Não dá para viver o ciclo: saudade- noites em claro – memórias boas e recaídas para o resto da vida. É preciso muita coragem e muita maturidade para fechar a porta e não olhar para trás.

É ingenuidade acreditar que o fim de uma relação não traz sofrimento. Traz sim e muito! Afinal de contas a rotina, os projetos e os sonhos são interrompidos e um novo caminho é aberto diante dos nossos olhos.

Nesse estágio, as emoções se confundem e as pessoas entram em uma crise psicológica de que “nada mais dará certo”, “ficarei sozinho para sempre” ou “não irei suportar” e, essa explosão de medo e insegurança, faz com que muitos casais prefiram permanecer em relacionamentos abusivos, tolerem ofensas e aceitem agressões por medo do novo e da ruptura de expectativas.

A primeira razão que faz com que as pessoas permaneçam em relacionamentos fracassados é o medo de sofrer (como se já não estivessem sofrendo mais do que o normal). A segunda razão é medo da solidão. As pessoas temem tanto a própria companhia que a palavra “solidão” é quase uma ofensa social. E, por fim, a terceira razão é o pavor do novo. As pessoas permanecem em suas zonas de conforto porque acreditam já estarem acostumadas com esse tipo de sofrimento.

pexels-photo-736505.jpeg

Todos nós já passamos pelo término de situações que julgávamos seguras e eternas. Pode ser um bom emprego, um relacionamento sério, uma estabilidade financeira segura, mas o fato é que, em algum momento da vida, fomos desafiados a provar o próprio controle emocional e a comprovar que somos mais fortes do que poderíamos imaginar.

É preciso entender que nem todo fim é ruim, pelo contrário, é uma oportunidade de reflexão, crescimento e maturidade para ambos. Quando somos capazes de romper as cadeias que nos prendem ao comodismo abusivo, percebemos que a vida acontece além do que nossos olhos são capazes de ver.

Somos românticos por natureza e queremos acreditar que uma segunda, terceira ou quarta chance será necessária para que o relacionamento dê certo, mas esquecemos que essas situações só pioram o emocional dos envolvidos. É aquele ditado: quanto mais alto você voa, maior é a queda.

Quer um conselho? Não se dê o luxo de parar sua vida para curtir a dor! Você não precisa disso. O fato de um relacionamento não dar certo não quer dizer que outro não irá dar. Dedique seu tempo a entender as próprias emoções e a descobrir outras novas. Dedique-se ao trabalho, ao curso engavetado ou a começar um projeto qualquer…mas faça! O fato de você tornar seu dia melhor, trará benefícios inimagináveis à própria saúde.

Não espere que o amanhã lhe traga a cura. Desafie a tentação de cruzar os braços e esperar por algum milagre emocional do dia para a noite. Faça acontecer! Saia, divirta-se, exercite-se. Seja maduro e faça uma nova história! Como afirma Clarissa Correa "com a maturidade (em outras palavras: com os parafusos aparafusados direitinho), a gente começa a perceber o que merece e o que não merece a nossa atenção. Isso vale para coisas, pessoas, ideias, sentimentos. Tem coisa que não vale um real. Outras tantas valem um milhão".

Imagem: Pexels


Pamela Camocardi

Professora por vocação, escritora por paixão e teimosa por natureza. Criadora e colunista do site o site ¨Entrelinhas Literárias¨, costuma transformar em textos palavras que, nem sempre, deveriam ser ditas..
Saiba como escrever na obvious.
version 2/s/literatura// @obvious, @obvioushp, @obvious_escolha_editor //Pamela Camocardi