conversa literária

Porque Literatura é assunto para todo dia...

Pamela Camocardi

Professora por vocação, escritora por paixão e teimosa por natureza. Criadora e colunista do site o site ¨Entrelinhas Literárias¨, costuma transformar em textos palavras que, nem sempre, deveriam ser ditas.

Não suma para fazer falta. Suma para se curar!

Eu sei que você já leu vários artigos sobre como conquistar ou reconquistar alguém e todos possuem uma regra universal: suma para que ele corra atrás. Como se o amor fosse um mercado de “oferta e procura” e os sentimentos estivessem disponíveis em uma banca de feira.


Eu sei que você já leu vários artigos sobre como conquistar ou reconquistar alguém e todos possuem uma regra universal: suma para que ele corra atrás. Como se o amor fosse um mercado de “oferta e procura” e os sentimentos estivessem disponíveis em uma banca de feira.

A teoria pode até funcionar com pessoas imaturas, que precisam perder para valorizar o parceiro, mas, como estamos focando em relacionamentos estáveis e com pessoas inteligentes, essa lógica não tem muito valor.

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Vamos admitir logo de cara: afastar-se do que te faz mal traz cura para a alma, paz para o espírito e alívio para o coração. Entendeu? Então agora vamos aos fatos que comprovem isso.

É uma questão de lógica: você não irá emagrecer se tiver um estoque de Nutella em casa. Não deixará de beber se sabe que tem vodka na cozinha e não irá enriquecer se gasta todo o salário em futilidades. Então, por que acredita que alimentando falsas esperanças ou tendo informações diárias da vida do outro será capaz de esquecê-lo? É incoerente, não é?

Eu sei que em todo fim de relacionamento o ego grita querendo que o outro se arrependa, sofra e volte correndo. Mas, já parou para pensar se é isso mesmo que você quer viver ou você está aceitando “qualquer coisa” apenas para não ficar sozinho?

Sabe, estar só não é ruim. Você precisa ser capaz de sair de cena sem alarmar a plateia, sem explicações e sem segundas intenções para entender que a cura vem do silêncio da alma.

Essa ideia de que os momentos de solidão estão associados ao desânimo e ao vazio existencial é enganosa. É na solidão que você descobre quem é, do que gosta e o que prioriza na vida. São nos momentos de solidão que você descobre os próprios valores, que aprende sobre amor próprio e que não permite que te tratem mal.

A alma precisa de quietude. Não dá para engatar um romance com outro apenas com medo de ficar sozinho ou aceitar qualquer relacionamentos com medo da própria companhia. Essa atitude além de ser um desrespeito sem tamanho ao outro (e a si mesmo), é uma forma cruel de mutilar o próprio coração.

Por tudo isso, apenas se distancie de tudo o que lhe faz mal. Feche as brechas da sua vida, cure as marcas do passado e permita que as feridas sejam cicatrizadas. Respeite seu tempo, valorize a própria companhia e não espere que o outro venha atrás, até porque, quando você voltar do seu momento de cura, você estará tão forte e tão bem que será capaz de escolher um parceiro por amor e não por carência.

Imagem: Pexels for B Schus


Pamela Camocardi

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