corra loba corra

cultura, filosofia, arte e lirismos

Erika Pessanha

"ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou"- José Régio

Dogma

A palavra em sua origem grega era interligada à filosofia ("o que se pensa ser verdade") e não à religião. O tempo transformou o seu significado em "verdade inquestionável", verdade que dispensa comprovação científica.


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A palavra em sua origem grega era interligada à filosofia ("o que se pensa ser verdade") e não à religião. O tempo transformou o seu significado em "verdade inquestionável", verdade que dispensa comprovação científica.

O fato, é que o termo falava de empirismos pessoais, falava da discussão do nosso íntimo com as próprias experiências vivenciadas, e não da transmissão direta de ideias que não devem ser questionadas.

As palavras ideia, e absoluta, não devem ocupar jamais a mesma frase, simplesmente por que todo aprendizado só tem sentido quando é participativo, quando é experimentado.

Quando o ser humano se permite cobrar a explicação dos sistemas, ele sai do papel de mero espectador de suas vivências, passa a ser o capitão de seu próprio destino, aprende que há sim, a possibilidade da liberdade, a palavra utopia é enterrada quando o homem se posiciona como questionador de processos.

O milagre está na exploração de nossas capacidades, jamais está na declaração de onipotência de forças externas, enquanto essa onipotência ocorre, podemos estar em vários lugares em corpo ou em mente... que a onipresença é uma realidade inútil, não colaborativa.

O Dogma precisa ser uma extensão do "só sei que nada sei", e não "o senhor sabe de todas as coisas".


Erika Pessanha

"ah, que ninguém me dê piedosas intenções, Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou"- José Régio.
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