crítica de sofá

Há mais mistérios entre o sofá e a Tv do que toda a nossa vã filosofia...

Felipe Marcel

Nerd,crítico amador, esquisito, gosta de dar pitaco e falar sobre entretenimento, seja ele qual for.
Agora também é um desses que fica falando groselha no youtube, deem uma olhada no nosso canal!

Acabou a criatividade em Hollywood?

Por que tem muita gente dizendo que antigamente os filmes eram melhores? Será que apenas as expectativas eram mais baixas ou realmente não há mais espaço para ideias originais no cinema?


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Vivemos em uma época em que tudo se desgasta muito rápido e enquanto algo está fazendo o maior sucesso hoje semana que vem já será substituído e filmes não são uma exceção a essa regra. Hoje temos inúmeras franquias com os mais variados temas desde super heróis e jovens tentando salvar o mundo até romance sado masoquista. A ideia teórica de uma longa sequencia de filmes é que se possa se contar uma história maior com mais detalhes e podendo explorar bem os personagens, porém acaba se tendo uma repetição da fórmula apenas pra ter cada vez mais ganhos com bilheteria.

Um dos gêneros que mais tem sofrido desse bloqueio criativo nos últimos anos são os filmes de ação que tem perdido cada vez mais espaço para os super heróis e para outros blockbusters (não que não goste, como todo nerd sou grande fã das capas voadoras salvadoras de donzelas). Um dos motivos disso é a própria falta de investimento das produtoras nesse tipo de filme, em vários aspectos desde a produção, escolha de elenco, divulgação e etc.

Um dos fatores que foi deixado de escanteio nos últimos anos foi a história, não estou dizendo que um filme de ação precisa de um super roteiro que te deixe refletindo sobre a complexidade humana, apenas uma boa história, um motivo simples pra que aquele protagonista saia explodindo coisas e destruindo a cidade. Um dos bons exemplos disso é o filme Velocidade Máxima (que você já deve ter assistido na Sessão da Tarde) onde um terrorista põe uma bomba em um ônibus e se ele desacelerar ele explode. Simples, conciso, original e manteve o expectador na beira do sofá o tempo todo. Hoje em dia a maioria dos filmes é remake de algum filme que fez sucesso nos anos 80 e 90 ou usam a historia de base pra fazer algo “novo” mas que é basicamente a mesma coisa porém sem ter que pagar os direitos autorais.

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Outra questão ligada ao roteiro que precisa ser mais bem explorada de uma maneira geral são os personagens, especialmente o herói e o vilão. O protagonista precisa ser alguém palpável mesmo que suas habilidades sejam excepcionais, não pode ir de cabeça na ação só porque o roteiro diz que sim, como são alguns dos maiores ícones da ação John McLane (Duro de Matar), T-1000 (Arnold em O Exterminador do Futuro), Rambo, Max (Mad Max), etc. Dizem que um filme é tão bom quanto seu vilão, e nesse caso não é diferente, o antagonista da história não pode ser aquele personagem caricato que chuta criancinhas a bel prazer, ou só está atrás de dinheiro sem um propósito especifico, algo que o expectador possa se conectar como Le Chiffre (007- Cassino Royale), Darth Vader e até mesmo o Coringa.

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Mas um filme de ação só é valido se tiver, obviamente, boas cenas de ação. Com os avanços da tecnologia de animação ficou cada vez mais cômodo (e barato) para as produtoras fazerem suas cenas em um computador do que realmente criarem as cenas com dubles e locações. Porém estamos muito acostumados com essas animações que podemos ver de cara o que é real ou não, e em um filme de ação nada deveria ser mais importante do que boas cenas de ação, prova disso são os dois filmes de ação de mais sucesso nos últimos 12 meses Mad Max e De Volta ao Jogo (John Wick no título original) que usaram o mínimo de computação e tentaram passar o máximo de realismo visual possível.

A grande questão é que o cinema hollywoodiano tem estado em um grande ciclo de adaptações, reboots e remakes e que em muitos casos até as obras novas são transformadas em franquias para gerar mais lucros, não que isso seja necessariamente algo errado afinal de contas é uma indústria (muito lucrativa por sinal), no entanto é bom saber diferenciar o que é realmente bom e autêntico daquilo que é apenas mais do mesmo feito pra gerar mais dinheiro pra continuar fazendo as mesmas coisas.


Felipe Marcel

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