cultura liquida

Homenagem a perda de convicções do pensamento humano e a certeza que tudo muda.

Amauri Nolasco Sanches Junior

tem 40 anos e é paulistano, tem uma deficiência chamada Paralisia Cerebral (não o cérebro paralisado), que deixou sequelas dentro da parte fisicomotora, mas não deixou de ser uma pessoa que vive plenamente. Mesmo cadeirante cursou publicidade virtualmente pela IPED e TI (Técnico de Informática) pela ETEC Pq Santo Antônio na zona leste de São Paulo e não parou. Se formou em Filosofia na FGV (Fundação Getúlio Vargas), além de ser noivo de uma linda dama.

O que é a consciência?

Ter a consciência é estar consciente de si e perceber que somos, por causa de tudo que construiu nosso ser ao longo da nossa existência, seja de mal, seja de bom. O problema é quando essa mesma consciência não é o que você construiu e sim o que a sociedade diz que você deve ser, o ser social nasce (com sua mascara), a partir que ele entende que deve parecer com isso ou com aquilo que a sociedade lhe impõem. Mas o que a sociedade pode impor sem ao menos, nós anularmos o que mais sentimos? Na verdade, a pergunta seria: o que nós somos de verdade? Quem somos? E é essa busca que sempre vamos perguntar sobre a consciência, talvez, até mesmo o porque somos animais conscientes. Mas por que somos animais conscientes?


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Nesses dias estava sem nada para fazer – além das preocupações diárias – e me peguei vendo o filme “Self/less” (que no Brasil levou o nome de Sem Retorno). É um desses filmes que colabora ou não, com o debate se a consciência é um produto só neural, ou um produto além do que imaginamos ser. A historia se passa nos EUA e um milionário de imoveis sabe que está com câncer e recebe, misteriosamente, um cartão de um cientista que pode transferir a consciência para outro corpo e assim, lhe dará alguns anos a mais de vida. A trama chega a ser até obvia, os corpos que o cientista diz serem corpos feitos geneticamente semimortos, na verdade, são corpos de outras pessoas que fazem acordos por dinheiro ou por outras coisas. A questão é: podemos mesmo transferir a consciência para outro corpo? É uma questão que não sabemos bem como proceder, porque temos uma consciência que vai além do que pensamos ser só cérebro, só olhar alguns casos de pessoas que nascem sem cérebro e as vezes, ou tem sequelas, mas sobrevivem. Ou nem mesmo percebem isso vivem uma vida normal (como no caso do chinês que não tinha a maior parte e vivia normalmente).

Ter a consciência é estar consciente de si e perceber que somos, por causa de tudo que construiu nosso ser ao longo da nossa existência, seja de mal, seja de bom. O problema é quando essa mesma consciência não é o que você construiu e sim o que a sociedade diz que você deve ser, o ser social nasce (com sua mascara), a partir que ele entende que deve parecer com isso ou com aquilo que a sociedade lhe impõem. Mas o que a sociedade pode impor sem ao menos, nós anularmos o que mais sentimos? Na verdade, a pergunta seria: o que nós somos de verdade? Quem somos? E é essa busca que sempre vamos perguntar sobre a consciência, talvez, até mesmo o porque somos animais conscientes. Mas por que somos animais conscientes?

Umas das duvidas e mistérios dentro dos estudos do IA (inteligência artificial) é como o ser humano pode ser o único animal consciente da face da Terra (embora há estudos que existem outros animais que tem personalidade e podem expressar isso), que pode captar cada simbolo e interpretar a cada simbolo, graças ao que pensamos e sentimos como simbolismo daquilo que captamos. Mas isso se dará, se aprendemos com nossas experiencias, como dar esses simbolismo as coisas que captamos e o que entendemos ser como algo já inserido na cultura. Como fazer um cérebro mecânico (não biológico), fazer isso dentro do software para aprender se autoprogramar? Simples, criamos algoritmos (linhas de código que fazem o computador aprender a fazer determinada tarefa que, a grosso modo, é o que o programador escreve e o computador transforma em código binário), que se preenchem com sua própria programação se autoprogramando, como os cérebros biológicos, fazem. Os algoritmos deveriam ser vazios ou simplesmente, terem código simples que só fariam o cérebro artificial, ter o básico até mesmo, evoluir em um cérebro que possa ser receptível. Mesmo assim, não seria uma consciência, assim, não seria uma recepção e interpretação, apenas um aprendizado. O mistério da consciência consiste em que o ser humano é um animal que sente, expressa e tem afetividade naquele que ele sente essa afetividade e isso, tem um elemento a mais, uma evolução além do que possamos imaginar ser mecanicamente.

No filme, eles tratam a consciência como algo somente cerebral e certamente, isso não é uma especulação metafisica, existe algo muito além do que meramente um estado mental. Porém eles dão uma especulada quando acham meios de reverter, um remédio controla os impulsos e as memorias do outro que era o dono do corpo, demonstrando, que certamente, há muito além do que possamos imaginar nisso tudo.


Amauri Nolasco Sanches Junior

tem 40 anos e é paulistano, tem uma deficiência chamada Paralisia Cerebral (não o cérebro paralisado), que deixou sequelas dentro da parte fisicomotora, mas não deixou de ser uma pessoa que vive plenamente. Mesmo cadeirante cursou publicidade virtualmente pela IPED e TI (Técnico de Informática) pela ETEC Pq Santo Antônio na zona leste de São Paulo e não parou. Se formou em Filosofia na FGV (Fundação Getúlio Vargas), além de ser noivo de uma linda dama. .
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