das travessias limiar em profundidade

Psicologia, Filosofia e Arte.

Maria Fernanda Carvalho

Carioca e psicóloga, interessada em literatura, filosofia e outros ramos da arte e da cultura, criando uma malha de conexões entre esses meios. Apaixonada por Bob Dylan, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, cinema e seus três gatos boêmios. Lido com metáforas.

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    Dracula de Bram Stoker's. O amor nunca morre.

    A atmosfera sedutora, melancólica e ao mesmo tempo perversa dessa trama de Francis Ford Coppola traz os atores Gary Oldman, Winona Ryder, Keanu Reeves, Anthony Hopkins e Sadie Frost. O filme nos conta a trágica história do amor impossível de Mina e conde Drácula. O amor quando é impossível talvez seja o maior de todos.

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    13 reasons why e alguns temas

    Fica a dica de Sartre: “O que você fez daquilo que te fizeram?”
    Ou de Jung: “Eu não sou o que me aconteceu. Eu sou o que escolho me tornar.”

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    Krisha e a construção da singularidade.

    Como diz Charles Taylor em sua tese sobre a política de reconhecimento: “A tese consiste no fato de a nossa identidade ser formada, em parte, pela existência ou inexistência de reconhecimento e, muitas vezes, pelo reconhecimento incorreto dos outros.” Ele argumenta que essa inexistência de reconhecimento ou o reconhecimento incorreto por parte da sociedade e de outros membros da comunidade em que o indivíduo está inserido constituem uma forma de agressão, afetando negativamente sua identidade, “reduzindo a pessoa a uma maneira de ser falsa, distorcida, que a restringe." Assim Krisha tenta se reinventar, mas para isso é preciso passar pela demanda do Outro, pelo desejo (o que queres?) e se constituir como sujeito. Hoje em dia a singularidade é disfarçada, ignorada e assimilada a uma identidade dominante ou família, grupos. O tempo urge para a formação dessa singularidade, onde desejamos que o Outro nos autorize para sermos quem somos. Muitas vezes nesse percurso fracassamos e diante disso não há autenticidade.

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    The Silence – O silêncio. Um ato de fé?

    Falou-se sempre de fé, mas agiu-se sempre apenas por instinto... Cristo é a forma de existência centrada no amor e na não-violência. O seu mundo interior dá um sentido à sua vida, é um remédio, uma consolação que, àquele que não suporta o carácter trágico e brutal da existência, indica um caminho diferente do da fuga à terra em direção ao Além. Na verdade, o último Cristão morreu na cruz. «Que significa a 'Boa Nova'? A vida eterna não é prometida, está aqui, está em vós: como vida no amor, no amor sem retraimento e exclusão, sem distância. Cada um é filho de Deus - Jesus nada absolutamente pretende para si apenas, como filho de Deus, cada um é igual a todos.»
    [Nietzsche, O Anticristo, § 29.°]

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    Manchester à Beira Mar e a Dor de Existir

    A escolha de viver uma vida de ruína. O personagem principal ama a punição e a culpa. Enfrentar-se talvez seja a melhor escolha, mas é preciso coragem.

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    A fita branca e a reprodução da má consciência na humanidade

    Sem crueldade não há festa: é o que ensina a mais antiga e mais longa história do homem – e no castigo também há muito de festivo!” – Nietzsche, Genealogia da Moral, segunda dissertação, § 6
    Esse animal que querem ‘amansar’, que se fere nas barras da própria jaula, este ser carente, consumido pela nostalgia do ermo, que a si mesmo teve de converter em aventura, câmara de tortura, insegura e perigosa mata” – Nietzsche, Genealogia da Moral, segunda dissertação, § 16 (notas do autor)

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    ANIMAIS NOTURNOS NA DIMENSÃO ESTÉTICA

    Kierkegaard e a existência possível. A relação entre a existência e a possibilidade estes dois conceitos ocupam na filosofia de Kierkegaard papéis primordiais. Da existência enquanto possibilidade de ser como existente possível, o homem não apenas se apodera de sua condição de vivente, quanto projeta e decide os modos com que se articulará com os sentidos que lhe seriam próprios e autênticos, por não possuir determinações essenciais (como subjetividade ou realidade), o espírito humano seria uma contínua síntese entre o universal e o particular, entre infinito e finito, entre o eterno e o temporal, entre o possível e o realizado. (Notas do autor)

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    ARRIVAL - A CHEGADA DA TRANSCEDÊNCIA

    A transcendência é ultra passamento de um limite. A existência é finitude, porque a vida é pouca, é limite. É um constitutivo da vida. O homem tem sede de infinito e quer transgredir. Assim aconteceu na historia de Adão e Eva, ao comer a maça. Um simbolismo dessa transgressão foi comer do fruto do conhecimento. Caímos em pecado e até hoje nos sentimos culpados. Essa culpa é inconsciente. Fomos castrados, em prol da civilização para nos lembrar de que não podemos tudo. Hoje vivemos em uma era que tudo está vindo à tona, exemplo: “O presidente deve tomar uma decisão de transcendência para o futuro do país”. A um nível filosófico, a transcendência está relacionada com aquilo que está mais além do mundo natural. O transcendente está associado ao imortal e ao essencial. Transcender é sobressair, alcançar de uma maneira ou de outra algo que está fora dos limites que impõe o corpo.

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    a indignação provoca manifestações

    A venda do livro "Indignai-vos!", ultrapassou os 500 mil exemplares. Stéphane Hessel foi um filósofo antigo resistente que fez um apelo ao envolvimento social e político em nome da emoção suscitada pelas injustiças. Teve uma vida nada convencional apesar de viver dentro de uma conduta diplomática, e foi quase no fim dela que se tornou um fenômeno editorial, graças ao livro Indignai-vos!
    "A minha longa vida deu-me uma série de motivos para me indignar»

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    para os (as) amantes de felinos

    Os gatos são conhecidos por serem calmos e reservados, mas não estão nem aí quando perdem o controle. São autênticos quando expressam suas emoções. E esse tipo de expressão só pode ajudar seus donos a expressar a mesma autenticidade. Gatos faz muito bem para sua saúde por serem animais. Eles costumam ser os melhores ouvintes que podemos querer no fim de um dia cansativo. Um dos grandes benefícios dos bichos de estimação é sua capacidade de aliviar nossa solidão, diz um estudo dos Centros de Prevenção e Controle de Doença. Algumas frases estão aqui e foram selecionadas de grandes escritores e a convivência com seus donos (os gatos), pois a relação é essa, somos adotados por eles.

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    A república em Platão, a política e as olimpíadas

    Platão escreveu muito acerca da alma: o que ela é e por que a justiça, a educação e o bem são os únicos exercícios para o alcance da felicidade. A leitura da obra de Platão nos traz conceitos que nos levariam a idealidades nunca praticáveis no mundo em que vivemos. Acreditar na justiça como o elemento sem o qual a felicidade é impossível é o mesmo que dizer que jamais veremos a luz. Afinal, onde encontrar a justiça? Ele irá dizer que sem justiça não há felicidade e essa, depende do conhecimento filosófico para ser alavanca por toda a sociedade. Do mesmo modo como nem todos os pássaros cantam, nem todos os homens tem a mesma aptidão para o atletismo, a desigualdade natural é responsável pela harmonia da diversidade.

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    o talentoso bob dylan

    O que mais dizer sobre Bob Dylan? Sua obra fala por si só. Sua habilidade de dizer aquilo que todos pensam, mas não conseguem expressar é um talento inimaginável em suas canções, é o que torna sua música tão especial até hoje. Dono de uma coleção inabalável de letras e músicas, o cantor ainda atua nos palcos e fora dele. "A felicidade não está na estrada que leva a algum lugar. A felicidade é a própria estrada." Bob Dylan.

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    O ressentimento, a má consciência e o ideal ascético. A neurose, a patologia e a psicologia em Nietzsche.

    “Para ser feliz, o homem precisa afirmar sua potência de vida. Quando essa é reprimida, ele leva uma existência submissa, apenas reativa. Sentimentos como culpa e ressentimento decorrem de valores estabelecidos pelo homem reativo”. Por Amauri Ferreira filósofo e escritor. É nesse discurso da modernidade ao tentar corrigir o caráter infinito da existência onde tudo que se preserva é a metafísica ou o ideal de algum sentido negador do devir, da totalidade da existência e do corpo em nome de pressupostos “valores superiores”, ditados na época de Nietzsche pela moral e pela religião, é hoje, sobretudo ditado pelo mercado e pelo consumo. Nietzsche buscava fortalecer o homem. A proposta aqui é pensar em uma psicologia da maneira de se pensar nietzschiana propondo esse novo olhar como uma espécie de ciência “cuidadora” da vida e expressar um movimento de superação da passividade, da falta de sentido, ou seja, o niilismo, para isso o super homem que é uma figura usada por Nietzsche é antes uma atitude de se recusar a continuar na passividade, culpado pelo o que a moral condenou, torturando-se em arrependimentos de má-fé.

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    o amor na linguagem dos filósofos

    Ovídio, Platão, Sêneca, dos mais antigos filósofos pensadores até os mais modernos e mais próximos do nosso tempo como Nietzsche, Balzac, Kant, Oscar Wilde, entre outros, há certa complexidade sobre o assunto. Juntar todos eles não é tarefa fácil ainda mais quando o assunto envolve o amor. A pergunta: O que faz sucumbir ao amor? Quais os benefícios? Como amar sem sofrer? A resposta é outra pergunta: Haverá uma resposta para essas perguntas? A intenção do texto é refletir sobre o amor na visão desses filósofos. Demócrito nos diz: "Não amar ninguém é, em minha opinião, não ser amado por ninguém".

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    Spellbound by psicanálise de 1945

    Uma introdução em legendas nesse filme vem nos dizer: "Este filme é sobre a psicanálise. O método usado pela ciência moderna para tratar problemas emocionais. O analista busca apenas induzir o paciente a falar de seus problemas mais escondidos para abrir as portas de sua mente. Quando os problemas que afligem os pacientes são descobertos e interpretados a doença e a confusão desaparecem e os demônios internos são exorcizados da alma".
    Assim a trama do filme de Hitchcock "Quando fala o Coração" se apresentou em 1945.

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