das travessias limiar em profundidade

Psicologia, Filosofia e Arte.

Maria Fernanda Carvalho

Carioca e psicóloga, interessada em literatura, filosofia e outros ramos da arte e da cultura, criando uma malha de conexões entre esses meios. Apaixonada por Bob Dylan, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, cinema e seus três gatos boêmios. Lido com metáforas.

Ao cair da noite e o mal do mundo.

A dimensão do Mal constitui-se no desdobramento, na única maneira viável, ou supostamente viável, de fazer-se o incontido. Ao Mal está associado o mundo sagrado, a Morte, o desconhecido.


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Quem realmente é o mal do mundo?

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Ao cair da noite é um filme que provoca o espectador. Você vai ao cinema para encontrar um filme de terror, talvez porque estamos procurando um formato quadradinho do tema, mas encontramos é um drama familiar.

Por outro lado a classificação de terror parte de um entendimento segundo Stephen King que nos diz que terror é um sofrimento antecipado, uma ansiedade, um sentimento de que “tem algo no ar” e não sabemos o que é, mas você percebe, incitando o medo psicológico e a paranoia no espectador, contada pela narrativa.

Já o horror é entendido por ter “algo” repulsivo, nesse filme não há uma preocupação de provocar sustos nas salas de cinema e tão pouco aparece no filme espíritos malignos ou zumbis que são nojentos e assustadores. Mas as cenas apresentam algo a mais que não sabemos bem do que se trata.

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É um filme para questionarmos: onde está o terror? O filme nos leva aos poucos a um clima de tensão constante. É através de cada personagem que a escuridão desses indivíduos vem à tona. Isso sim é assustador.

Uma história bem contada. Não percebemos nada na hora... somente algum tempo depois conseguimos captar a sutileza da mensagem do filme.

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O filme é uma parceria do diretor Schuls e a produtora A24 aquela dos filmes ex-machina e a Bruxa. Esses caras não estão de brincadeira. E traz o ator Joel Edgerton que inclusive está muito bem.

Vale a pena assistir no cinema.


Maria Fernanda Carvalho

Carioca e psicóloga, interessada em literatura, filosofia e outros ramos da arte e da cultura, criando uma malha de conexões entre esses meios. Apaixonada por Bob Dylan, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, cinema e seus três gatos boêmios. Lido com metáforas. .
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