deep pop

Um mergulho profundo na arte do entretenimento

Roberto Oliveira

Quão profundo pode ser o cinema, a despeito de seu caráter comercial predominante... Quantas camadas para análises e descobertas podemos encontrar durante a projeção de um filme... Como é fascinante essa arte que consegue ao mesmo tempo nos fazer pensar e nos encantar..

PIÁS E GURIAS DE TODAS AS IDADES SE ENCANTAM COM PAUL McCARTNEY EM CURITIBA... DE NOVO

Este senhor de 76 anos de idade esbanjou talento e contagiou as mais de 40 mil pessoas que foram vê-lo e ouví-lo no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, no dia 30 de Março de 2019, onde foram executadas pérolas da música, muitas delas gravadas há meio século, quando grande parte das pessoas ali presentes estavam longe de sequer serem cogitadas para nascer.


Ele já é um senhor de 76 anos de idade, cabelos quase brancos e aquela carinha de vovô simpático que todo mundo gosta. E o melhor, Sir Paul McCartney não tá nem aí pra idade, e os fãs agradecem, pois o eterno beatle estremeceu as estruturas do Estádio Couto Pereira na noite deste sábado, 30 de Março, como já havia feito em sua primeira passagem por Curitiba, em 1993, na Pedreira Paulo Leminski, naquela ocasião como parte da comemoração do aniversário dos 300 anos da cidade. Nesta sua segunda incursão por aqui, apresentando o show de sua nova turnê, Freshen Up, lá estava ele, com a tradicionalíssima pontualmente britânica, às 21h30, no palco, iniciando mais um concerto histórico para a capital paranaense, que, como já era esperado, durou quase três horas, durante as quais o público ficou imerso na profusão de som e luzes que incendiaram o estádio com canções nostálgicas e atemporais.

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Entremeando músicas de seu novo álbum, Egypt Station, lançado ano passado (“Fuh You” e “Who Cares” são muito boas), com outras de sua carreira solo, de sua banda Wings (“Band On The Run” e “Live and Let Die”, obrigatórias) e, é claro, com alguns dos clássicos dos Beatles que todo mundo canta junto (como “Can't Buy Me Love”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da” e “Let It Be”), Paul esbanjou talento e virtuosismo na voz, na guitarra, no violão, no piano, e até no cavaquinho... e o fez com muita simpatia. Mais do que falar português, falou “curitibanês”: “agora só os piás”, “agora só as gurias”, regendo as 40 mil pessoas durante a apoteótica “Hey Jude”. Ao longo da apresentação, disse ainda: “tamo junto”, “suave na nave”, “massa” e “valeu”. A última hora do show presenteou o público com uma alucinante sequência de hits, um atrás do outro, o que me levou a pensar: com o extraordinário repertório que tem, McCartney poderia fazer uma turnê comemorativa só de sucessos, como os Stones, por exemplo, já fizeram. Já pensou, um show do Paul com 3 horas só de músicas que todos conhecem, lançadas no decorrer de seus mais de cinquenta anos de carreira?

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No bis, Paul soltou um “temos que vazar”. Após ter executado 40 canções, com o auxílio de sua excepcional banda – neste desfile de pérolas da música, muitas delas gravadas há meio século, quando grande parte das pessoas ali presentes estavam longe de sequer serem cogitadas para nascer – Paul se despediu dizendo: “até a próxima!” Obrigado, Paul McCartney e... get back!!!


Roberto Oliveira

Quão profundo pode ser o cinema, a despeito de seu caráter comercial predominante... Quantas camadas para análises e descobertas podemos encontrar durante a projeção de um filme... Como é fascinante essa arte que consegue ao mesmo tempo nos fazer pensar e nos encantar...
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