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Textos, poemas reflexões e boa conversa.

Dênis Athanázio

Psicólogo, palestrante, terapeuta de família e casal. Gosto de futebol e de

“arranhar” minha guitarra. Escrevo primeiramente para me ajudar e quem sabe, talvez,

ajudar outras pessoas. Escrevo aqui no Obvious e semanalmente no meu blog

denisathanazio.wordpress.com

O natal das mulheres

Os poetas são os seres que mais percebem os encantos femininos. Pois descobriram que elas são pura poesia em forma de gente, cada uma com seu jeito único e misterioso de ser.


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Nesses dias próximos ao natal é bem comum vermos nos canais televisivos filmes e documentários sobre o nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus. Sabemos que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro. Uma das hipóteses com maior número de defensores entre os estudiosos do tema sugere que, em algum momento do século IV, a Igreja fixou a comemoração no dia 25 de dezembro com a intenção de suplantar o antigo – e muito popular- festival pagão do Sol Invicto. (http://super.abril.com.br/historia/cristo-nao-nasceu-no-natal).

De acordo com o relato bíblico, Maria, ainda uma adolescente, soube que estava grávida de um menino-Deus. Quanta responsabilidade para uma menina!

Quando assisti a cena de Maria vendo seu filho amado sendo torturado e crucificado, fiquei imaginando tamanha dor dessa mulher. Logo percebi que estou longe, muito longe de entender. Comecei a pensar também no choro das mães “comuns” que perderam seus filhos para o tráfico, ou os filhos que morreram de bala perdida, doença ou acidente de carro. Mulheres que geram vida dentro de si mesmas e que depois passam pela difícil tarefa de ver essa mesma vida desaparecer.

Como homem e ser humano, escrevo com o coração esmagado de tristeza ao ler a carta de despedida de uma mulher aterrorizada com a guerra da Síria. Essa enfermeira alertou que se mataria para não presenciar a alegria doentia desses “animais” do exército do governo de Assad a estuprando. Uma realidade de dor extrema que sabemos que é antiga. A história feminina é marcada por incontáveis atos de desprezo, desrespeito e humilhações contra seu corpo e alma.

Sabendo da impossibilidade de consolá-las, gostaria de dizer o tamanho respeito e admiração que tenho pelas mulheres. São guerreiras sensíveis que, na medida do possível, escolheram continuar vivendo mesmo passando por traumas tão terríveis.

Os poetas são os seres que mais percebem os encantos femininos. Pois descobriram que elas são pura poesia em forma de gente, e que cada uma tem seu jeito único e misterioso de ser.

Penso que, elas, as mulheres, geralmente têm mais facilidade em perdoar. Suas feridas narcísicas cicatrizam mais rapidamente que a dos homens. E quem perdoa de verdade, volta a acreditar. Daí, o natal nasce de uma ideia bonita, de nascimento, de esperança. Não da realidade atual de um dia que comemos e bebemos (para os que tem o que comer e beber), até passarmos mal acompanhados de alguns familiares e amigos. Falo desse que nasce da reflexão sobre o perdão, sobre dar chance para a vida, sobre abrir uma possibilidade de fazer diferente do que sempre se fez. Sobre saber pensar e se colocar no lugar do outro de alguma forma. Isso transforma nossa mente e nossas ações.

Jesus tinha um grande amor pelas mulheres. Quebrou paradigmas sociais andando com elas e, muitas vezes, sendo sustentado pelas mesmas também. Conta a História que foram as mulheres que primeiro souberem da ressurreição do seu mestre. Foram elas e não eles. Todo natal é natal de todos, mas principalmente de vocês, mulheres.


Dênis Athanázio

Psicólogo, palestrante, terapeuta de família e casal. Gosto de futebol e de “arranhar” minha guitarra. Escrevo primeiramente para me ajudar e quem sabe, talvez, ajudar outras pessoas. Escrevo aqui no Obvious e semanalmente no meu blog denisathanazio.wordpress.com.
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