desnudando

Ler é uma morfina; escrever é outra.

Caroline Fortunato

A escrita validou-me. Constantemente o faz.

Música orgânica experimental guarulhense: Arara Saudita

Gênero genialmente indefinido. Música universal constituída por elementos regionais da música popular. Público também universal (público, em verdade, enriquecido).


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Arara Saudita é um grupo musical de Guarulhos (SP) nascido em agosto de 2014 (mas que, segundo os próprios membros, é uma banda que já existia desde 1970 em uma “dimensão paralela”) com destacada originalidade, criatividade e qualidade em sua essência. É composta por Edgar Pererê (vocal), Renan Campos (guitarra), Fernando Sabatini (flauta), Renato Pascoal (bateria) e Vinicius Guelfi (baixo).

De músicas inteiramente autorais que mesclam funk, soul, rock, baião, blues e ritmos regionais, cada integrante possui influências musicais diferentes (não se limitando, de forma alguma, a um único estilo ou inspiração) bem como trabalha com ritmos e gêneros diversos. Desse modo, a união de especialidades distintas provindas de cada um provoca um resultado inesperado, do qual ficamos involuntariamente gratos por termos entrado em contato com tal projeto artístico (projeto de caráter autenticamente alternativo, vale dizer). Não obstante, eles têm em comum, e com força, a música brasileira.

Seu primeiro single foi Soft Ué. Seu primeiro álbum, composto por sete músicas e intitulado Abóbada, foi lançado em janeiro de 2016, figurando em algumas listas de melhores trabalhos. Abóbada se dispõe a apresentar a música através do olhar do brasileiro, cujo cenário seria a realidade bem como o caos da cidade grande.

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Arara Saudita já passou pelo Hangar 110, SESC Itaquera, Espaço Coletivo, Simplao de Tudo Camping Rock, Festival Santa Liberdade, por um Micro Tour Sul no Estado de Santa Catarina, Casa Amarela Blumenau etc. E, para o segundo bimestre de 2017, está previsto um novo registro audiovisual (um trabalho ao vivo), que viria a ser “uma imersão sonora e visual acerca da humanidade, ora presente, ora ausente no mundo”, como registra o site Dia de Música.

A banda produz som para quem não tem acesso ao consumo do som. Com futuros projetos interessantes em escolas públicas, por exemplo, Arara procura explorar a maior heterogeneidade de públicos possíveis, concentrando-se inclusive nos ditos abandonados socialmente – abandonados culturalmente.

Sua ousada performance nos palcos, com elementos inusitados, oferta algo muito diferente. E as letras de suas músicas contêm poesia, realidade e crítica social, atualidade, perspectivas novas e até alguma sensualidade. Estão ali, convidando o ouvinte a questionar, inquietar-se e evoluir.

Link para facebook: https://pt-br.facebook.com/ararasaudita/

Link para youtube: https://www.youtube.com/channel/UC0qw98CHz3K3BlDT2zVk5jg

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Caroline Fortunato

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