desnudando

Ler é uma morfina; escrever é outra.

Caroline Fortunato

Por que eu escrevo? Talvez porque eu tenha o que dizer prolixamente. Ou não tenha absolutamente nada. Sim

Temos de ser gratos por nós mesmos

Se cada indivíduo soubesse o quanto é maravilhoso, a intensidade de nossos problemas seria medíocre ao lado de nosso valor.


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Você mesmo é a única pessoa que irá te acompanhar por todos os momentos, isso te incomodando ou não. Assim, tempo há para se desenvolver uma relação – forte – consigo. Nem todos, todavia, se permitem passar por esse processo: o do autoconhecimento, o de saber desfrutar da própria companhia. Talvez isso se dê por certo comodismo ou preguiça, pois, já como estamos constantemente com nós mesmos – com nossa presença física – concluímos que automaticamente nos conhecemos.

Entretanto, mergulhar em si é a maior de todas as aventuras. Quanto mais você se busca, mais toma ciência de sua indefinição, de sua doce complexidade e intensidade, seu inegável mistério. Mais toma consciência da falta de consciência, e esse é o grau elevado da sabedoria.

Diversas pessoas não se sentem à vontade quando ficam sozinhas, e esse não é um ato saudável. Tais momentos devem ser essenciais e presentes, enriquecidos por reflexões bem como com sua própria amizade.

Temos de ser gratos pela gente. A vida pode ser cruel, mas se não fosse por ela, jamais entraríamos em contato com nós mesmos. E, mesmo que você afirme que não goste de ti, se for reparar bem em suas camadas mais profundas, perceberá que ninguém é mais importante ou pode te fazer tão feliz quanto você mesmo, unicamente. Em outras palavras, no momento em que nos descobrimos tudo vale à pena (por maiores tempestades que possamos ser). Por mais que os sentimentos assustem a muitos, eles são nossa real riqueza – e suas expressões nossa verdadeira força. Até mesmo a dor é uma forma especial de nos sentirmos.

No momento em que triunfalmente nos conquistamos, então criamos a mais forte sustentação: a gente com a gente mesmo; é a mais invencível união. Quando você pertence verdadeiramente a você, esvai-se qualquer medo – o da solidão, por exemplo, pois esta já não existirá, porque mesmo se todos aqueles que te rodeiam hipoteticamente te abandonarem, você ainda terá a ti, e o essencial será nunca se perder, pois, caso contrário, perde-se também qualquer resquício de vida.

Nós somos nosso maior presente.


Caroline Fortunato

Por que eu escrevo? Talvez porque eu tenha o que dizer prolixamente. Ou não tenha absolutamente nada. Sim .
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