devaneios poéticos e outras artes

Deixe-se embriagar pela dose diária de lirismo e desvarios literários.

Ana Karla Farias

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    Sete minutos depois da meia-noite

    O longa anglo-espanhol-estadunidense mescla realidade à fantasia para lançar luz às situações de complexidade humana. Baseado no livro O Chamado do Monstro, de Patrick Ness que ficou incumbido do roteiro, o filme é um drama- fantasia, dirigido por Juan Antonio Bayona.

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    Eles foram felizes para sempre, longe um do outro

    Será que não está na hora de subverter a ideia preconcebida do amor romântico, no quesito de que somente se atribuem as responsabilidades de zelar e dignificar o sentimento, às mulheres, que tudo devem suportar em nome do amor, até o “des-amor”? Quando os sinais dão indícios de que o amor se tornou um nó que sufoca e oprime, e não mais um laço que adorna, vale a pena forçar, só para que o conto de fada não acabe?

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    Esquerdo-macho: ele parece fofinho, mas é uma armadilha

    Embora, eles façam uso de um discurso que condena a submissão da mulher a um padrão de beleza hegemônico e opressor, o estilo preferido deles é o de mulheres que ostentam corpos esculpidos na academia e uma aparência física produzida nos salões de beleza da “High Society”. Se você adentrar um pouco no histórico de relacionamentos deles, vai perceber que estes não costumam se relacionar com mulheres também de esquerda, politizadas, aguerridas, feministas, “cheinhas”, despojadas, ou seja, fora do padrão tradicional de mulher. Se você conhece caras que atendam a este perfil, bem-vinda ao mundo subjetivo do esquerdo-macho.

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    Por que ''Safadão" não é cultura popular

    É preciso esclarecer que os modismos musicais produzidos e reproduzidos pela grande mídia não podem ser classificados como cultura popular.

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    O padrão feminino que a grande mídia impõe à mulher

    A grande mídia trabalha com representações e no caso das mulheres, ela vem realizando um verdadeiro desserviço no tocante à preservação da dignidade da mulher enquanto pessoa humana, enquanto sujeito de direitos, livre e emancipado. Afora, a veiculação da revista semanal Istoé, que por meio de termos notoriamente alicerçados no sexismo, reforçou o estereótipo de que a mulher protagonista de sua vida, que ocupa cargos políticos, de direção e atua no espaço público, é descontrolada, histérica e louca; em pouco intervalo de tempo, foi a vez da revista Veja estampar em suas páginas, o modelo de mulher ideal que os meios de comunicação descomprometidos com a isenção e regras deontológicas do jornalismo, querem difundir.

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    Esta solidão me entendia

    É cada vez mais comum, ao frequentarmos restaurantes, hotéis, bares, buscarmos uma rede Wi-Fi. Não nos basta vivenciar o momento presente, temos de exibi-lo aos outros. Quase sempre compartilhamos e mostramos somente aspectos felizes de nossas vidas. A felicidade surge como uma ordem. A felicidade somente! Mas, o que ocorre com todo o resto de nossas experiências diuturnas que não estão expostas no ciberespaço? O todo e o resto de nossas vidas reais, cruas, humanas? Talvez, o espaço virtual para a comunicação disposto pelos meios tecnológicos seja uma forma de nos resguardar ou evitar a solidão de nossas entranhas, das profundezas de nós mesmos. Quiçá ainda nos falte compreensão para lidar com o fato de que estar só é um estado de espírito do qual não podemos fugir, porque uma hora teremos de enfrentá-lo. Se nos versos de Clarice Lispector, ela prenuncia que o adulto é um ser lúgubre e solitário, então, não podemos nos esconder, por muito tempo, de nossa essência, do inevitável.

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    O trem vem chegando; ficar ou embarcar?

    Em muitos momentos de nossa vida, assim como o professor de Línguas, Raimundus Gregorius, do filme "Trem Noturno para Lisboa", somos conduzidos a embarcar, sem aparente razão, no trem. Eu diria que somos verdadeiros “passageiros de algum trem” à procura de fincar raízes em alguma estação onde lá nos reconheçamos. Se vamos parar, desfazer as bagagens aqui ou ali ou se seguiremos a viagem, não sabemos; depende da poesia da vida. Mas, é bom nos apressarmos, pois o trem já está chegando, está chegando na estação.

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    O essencial cada vez mais invisível aos olhos

    O artigo lança luz sobre uma das mais lidas obras do mundo: "O pequeno Príncipe", correlacionando-a às vertentes filosóficas e sociológicas de Muniz Sodré e Manuel Castells. O Clássico literário é conhecido por problematizar a necessidade de enxergarmos o essencial à vida e à condição humana.

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    Nosso problema não é falta de pênis

    O artigo discorre sobre a necessidade de encarar o Dia Internacional da Mulher não apenas como uma data comemorativa a ser festejada, conforme o estereótipo de que a mulher exerce um importante papel social por ser "a rainha do lar", por ser "linda" e "frágil". Muito pelo contrário, é um momento para maturar a ideia de que há muitas somas de direitos a serem garantidas, e que apesar dos avanços, a mulher continua ocupando a posição de um sexo inferior. Fato corporificado nos índices de violência doméstica contra mulher, de feminicídios e da tradicional delimitação de espaços entre feminino e masculino.

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    As relações humanas em As invasões Bárbaras

    As invasões Bárbaras é uma obra atual porque retrata aspectos do subjetivismo humano e das relações sociais, tão em voga no cenário em que vivemos, no qual o amor ao dinheiro, muitas vezes, suplanta o que temos de mais humano e se torna o propósito maior de nossos esforços e existência.

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    O mundo sob o olhar leve de uma criança
    O menino e o Mundo, dirigido por Alê Abreu, vem despertando atenções por onde circula. Apesar dos escassos investimentos, o longa configura um dos cinco indicados ao Oscar de 2016, na modalidade animação, concorrendo com a produção suntuosa de Divertida Mente, produção da Disney Pixar. O filme brasileiro data de 2013, tendo sido a sua produção iniciada em agosto de 2010. O filme retrata sob uma vertente pueril, simples, porém não menos relevante, a realidade social de muitas famílias brasileiras, sobretudo, as que moram no Nordeste do país. Ele cabe muito bem na história de vida dos muitos que vivem em estado de penúria e arriscam a sorte nas cidades grandes, tendo de deixar para trás, muitas vezes, os entes queridos, e carregando nas parcas bagagens, sonhos e esperança de um futuro melhor e mais digno. O personagem central do longa é um menino, como sugere o nome do filme, que deixa o cenário bucólico onde vive para se aventurar em busca do pai. Este partira à procura de emprego e promessa de sol nas fábricas da cidade grande. Na jornada no intuito de encontrar o pai e movido pela vontade de ter reconstituída sua família, conforme o retrato que ele sempre segurava; o menino atravessa muitos percalços, que em grande parte, são convertidos em flores, diante da leveza de quem enxerga o seu redor, com o olhar e alma de uma criança.
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    O novo modelo masculino: o safadão

    O forró eletrônico, de fato, conquistou corações e mentes de diversos públicos, espalhados no país. O que pode ser facilmente percebido diante das inúmeras vezes em que as canções provenientes desse ritmo, já consagrado no país, estão presentes nas emissoras de rádio, no carnaval, nas festas juninas e nos shows ao longo do ano. Somos bombardeados de forró eletrônico, em algumas regiões brasileiras, o ano inteiro. O conteúdo das músicas deve ser apreendido como um discurso que exerce, sobremaneira, influência no comportamento social dos receptores, funcionando como um efeito de sentido para os que ouvem o gênero musical.

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    As personagens femininas na poética de Iracema Macedo
    Nascida em Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, a poetisa e filósofa Iracema Macedo dá voz em seus escritos, a uma pluralidade de personagens que enxergam o mundo sob um olhar e sensibilidade femininos. Nos seus versos, confundem-se as histórias de Luísas, Dandaras, Lucilas, Eurídices, Marisas, Dianas, dentre muitas outras mulheres que figuram como personagens e dão nomes aos poemas de Iracema.
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