distinto olhar

Um olhar distinto sobre as coisas permitiria a percepção de novas possibilidades?

Italliane Martins

Cativada pelas possibilidades do humano e inquieta com a inércia, aprecio o pensar diferente e o poder da critica construtiva!
Sou apaixonada pela Psicologia, pôr do sol, pontos de interrogação...

O sonho do velho

Sonhos são comuns, mas alguns nos convocam a algo... Mesmo que seja aos pontos de interrogação!
Ao final, foram muitos que emergiram.
Permita-me compartilhar esse sonho contigo?


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O sonho enigmático, quem diria, apresentou-se a mim naquela noite. O velho, cabelos grisalhos, possuidor de algumas rugas em seu rosto magro, face de sabedoria, com vestes de mendigo, acorda entre eles e perambula pelas ruas. Em um boteco com ar não muito agradável, pede uma bebida, ainda em aurora, o vendedor aconselha algo mais apropriado para o horário, o velho lhe diz que não, e pede álcool, contido em uma forte bebida. Após algumas doses, aquele ser peculiar segue pelas ruas, considera cada estímulo do percurso, o ar gélido, luzes ainda acesas, calçadas de pedra escura.

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Nos sonhos o tempo não segue nossos medíocres relógios, já é hora do almoço, o velho, agora com trajes mais lavados, vai ao encontro de sua filha, uma jovem de cabelos e olhos claros, aparentemente bem-sucedida, usava branco. Ambos entram em um restaurante com decoração agradável, onde singelos vasos de bonsais nas mesas chamam atenção, sim, mesmo sendo singelos. Em tal ressinto as pessoas adentram-se a cozinha, e ali podem preparar sua própria refeição. O velho parece, a todo momento, admirar a filha, mas deseja-lhe ensinar algo. Ao saírem do local, aquele homem que, tem como hobby vestir-se de mendigo e juntar-se aos mesmos, lança seu primeiro dizer abstrato, demasiadamente filosófico, tratando-se de um sonho. Em uma rua larga, onde os prédios apresentam-se em ambos os lados, juntamente com muros e postes, ele, com olhos ao longe, diz para filha: A beleza está lá, sempre está, é só retirar o que a encobre. Ah, sonhos me encantam, mas esse... Em um deslumbre, tudo aquilo que obscurece a paisagem dissolve-se, e detrás, está o pôr do sol, sim, mesmo em horário de almoço, afinal, os engessados às horas somos nós. Está ali, uma encantadora paisagem, uma das mais belas que já contemplei, ambos também a contemplam.

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A caminhada continua, o velho e filha entram em um carro, modelo dos anos 60 ou algo assim. Seguem em direção a um deserto, em busca de algo, a memória não permite recordar-me do que se trata, ou talvez seja o rastro intrigante deste sonhar. Ao longe é possível notar um gigantesco portão de ferro, rígido, cor de ferrugem. Há o estrídulo som do vento, que pelo peso que causava no sonho, parecia sólido. O velho, em seu semblante sábio, diz a filha: por mais que não vemos o vento, ele é forte, e irá derrubar o portão, mesmo sendo ele gigantesco!

Chega o momento do meu despertar, acordo e tudo me chama atenção, todavia, não pude deixar de dar significativa importância ao fato: O velho era eu.

O que procuravam? O que existia detrás do portão? Havia saberes que o velho ainda iria me trazer? Contudo, se ele era eu, por ventura, essas respostas estão em mim?


Italliane Martins

Cativada pelas possibilidades do humano e inquieta com a inércia, aprecio o pensar diferente e o poder da critica construtiva! Sou apaixonada pela Psicologia, pôr do sol, pontos de interrogação....
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