distinto olhar

Um olhar distinto sobre as coisas permitiria a percepção de novas possibilidades?

Italliane Martins

Cativada pelas possibilidades do humano e inquieta com a inércia, aprecio o pensar diferente e o poder da critica construtiva!
Apaixonada pela Psicologia, pôr do sol, pontos de interrogação...

Menos touch, mais toque!

E aí, você anda trocando a presença de alguém por uma tela de luz, com touch screen?


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Há alguns dias, sentada em uma mesa central de um dos shoppings que vez ou outra frequento, notei que na mesa pouco à frente da minha, haviam 08 pessoas, e 06 delas estavam vidradas em seus smartphones. Eu, intrigada, continuei observando, procurando ser a mais discreta possível. Algumas das pessoas que ali estavam sentadas, olhavam entre si, davam um sorrisinho, talvez para manter a simpatia, e abaixavam novamente os olhos para o aparelho. As únicas duas pessoas que não estavam imersas na luz e no touch screen, olhavam para os lados, examinavam o andar das pessoas, talvez na esperança de encontrar algo que ali naquela mesa, não estava presente.

Me envolvi por alguns momentos no meu lanche. Minutos depois, bisbilhotei novamente a vida alheia, e o clima não mudara. Incomodada talvez, mudei de posição, olhando para outra “paisagem”.

Percebi então um casal de namorados, com idade aparente de 16 a 18 anos. Uma jovem linda, produzida, com botas combinando com seu short jeans, cabelos longos e escovados, e claro, um belo batom vermelho nos lábios. O jovem ao seu lado, descolado, tênis branco, calça jeans de cor clara e... Com seu iPhone nas mãos, com a maçã mordida a vista, e aparentemente, mordida também, de insatisfação, estava a bela jovem ali do lado. Passaram dois minutos, passaram cinco, talvez dez, a moça deslizava as mãos no cabelo, jogando-o de lado, ajeitava sua franja, olhava também em seu celular... E nada! O rapaz estava fissurado no aparelho.

Cá entre nós, pensei em levantar-me, sentar-me com eles, e dizer: Rapaz, sei o quão não tenho nada a ver com sua vida, mas olha para o lado, veja essa graciosa pessoa que está sentada aqui contigo, mas veja com atenção, veja com disponibilidade. Ah meu jovem, você não tem culpa, eu sei, te mostram que assim é mais moderno, não é verdade? Mas não vamos deixar as relações se perderem, não vamos permitir que Einsten tenha razão quando disse que “temo o dia em que a tecnologia irá superar nossa interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas”.

Porém, escolhi guardar minha opinião, respeitando o poder de escolha de cada um que aqui citei. Quem sabe, jovem, navegando por aí, encontre essa dica, não é verdade?

E aí, você anda trocando a presença de alguém por uma tela de luz, com touch screen?

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Italliane Martins

Cativada pelas possibilidades do humano e inquieta com a inércia, aprecio o pensar diferente e o poder da critica construtiva! Apaixonada pela Psicologia, pôr do sol, pontos de interrogação....
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