Susiane Canal

Uma incorrigível sonhadora que, ao perder-se nas palavras, busca encontrar um sentido para sua existência.

PESSOAS E PESSOAS...

Você já encontrou a “pessoa certa” na sua vida? E a “errada”? Mas errada não no sentido de ser ruim, mas “boa demais”: aquela que te faz levitar, que é intensa e te torna intenso, que faz nascer borboletas no seu estômago... Contudo, tira tudo do lugar e, até mesmo, desconstrói o que você sempre estimou... Nem todo mundo tem a coragem de a aceitar em sua vida, mas hora ou outra ela pode aparecer... E aí, o que você vai fazer?


borboletas.jpg https://cellemelo.files.wordpress.com/2011/02/tumblr_laqu7k1vxx1qcsdtvo1_500.jpg

A pessoa certa é aquela que, à vista de todos, é a perfeita para ti: de bom caráter, boa família, trabalhadora e instruída. Aquela que te trata bem, que te faz agrados, que te garante um futuro previsível e estável: casamento, talvez filhos, um lar alegre e nada faltando materialmente.

O problema é que, às vezes, aparece a pessoa errada: aquela que balança tuas estruturas, que te faz tremer na base, que te faz perder a noção. Mais cedo ou mais tarde na vida, essa pessoa aparece para todo mundo, às vezes na adolescência-quase-infância, às vezes na vida adulta, às vezes até mesmo na terceira idade. Pode até ser ignorada, mas marcará presença. Em alguns casos, ela apenas reaparece: já fez parte da tua vida, mas passou uns tempos esquecida, até emergir novamente das profundezas do teu coração.

E a pessoa errada geralmente chega te incendiando, te fazendo sentir borboletas no estômago, te fazendo se achar literalmente louco: você começa a procurá-la nos lugares e momentos mais improváveis, a buscar vê-la no rosto de pessoas desconhecidas, a sentir sua presença mesmo que ela esteja a muitos quilômetros de distância. E, de repente, você começa a sonhar com ela dormindo e acordado, a engenhar tórridos encontros das mais diversas formas e nos mais improváveis locais.

O mais complicado, certamente, é quando você está com a pessoa certa e surge a pessoa errada: como escolher entre a sorte de ter encontrado a pessoa certa e ser correspondido, tendo uma promessa de vida razoavelmente feliz, e o arrebatamento de haver reciprocidade em uma incandescente paixão, de viver um amor daqueles de Hollywood? E se você não optar, se apenas buscar viver intensamente o que vida tem oferecido, esperar para ver, não descartar possibilidades? Até que ponto vale o risco de manter ambas, em seu íntimo, ao mesmo tempo? E se ficar sem a pessoa certa e sem a errada também?

E quando a pessoa errada não sabe que é a “sua” pessoa? Porque a certa geralmente sabe, mas a errada pode nem desconfiar... E vai que você seja a errada dela também, em segredo? E se descobrirem que, na verdade, são a certa uma para a outra? Como deixar as coisas passarem batidas nessa vida sem verificar se elas não são oportunidades preciosas? E, enfim, vale a pena de vez em quando não se permitir flutuar?


Susiane Canal

Uma incorrigível sonhadora que, ao perder-se nas palavras, busca encontrar um sentido para sua existência..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// //Susiane Canal