do ser

as reflexões que nos levam a construir nossas vidas

Victor Oliveira

Formando em Direito na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Assíduo leitor sobre o que a filosofia pode corroborar com a formação do ser. Orientação política à esquerda.

10 aforismos sobre a vida, por Schopenhauer

Schopenhauer foi um filósofo alemão que focou grande parte de sua obra na "filosofia prática", ou seja, aquela do cotidiano, do nosso modo de agir baseado em nossos conceitos. Ficou mundialmente conhecido como "filósofo do pessimismo", em razão do seu modo de ver a vida que para uma sociedade "romântica" do século XIX era demasiadamente angustiante.


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Arthur Schopenhauer foi um filósofo alemão do Século XIX que se destacava diante aos demais filósofos de sua época por focar sua literatura em temas do cotidiano e não em temáticas acadêmicas mais sofisticadas como Kant e Hegel. Um livro da biografia do referido autor que ilustra bem seu foco filosófico é “Aforismos para a sabedoria de vida”, escrito em 1851.

Foi Schopenhauer que introduziu conceitos indianos e budistas na metafísica alemã, tais como o nirvana, que seria o estado completo de felicidade, adquirida pela anulação total da vontade, que na visão do filósofo alemão é a principal responsável por nosso sofrimento. Schopenhauer acreditava que o amor era a meta da vida, mas negava que ele tivesse a ver com a felicidade.

1. Dinheiro

O dinheiro é uma felicidade humana abstrata, por isso aquele que já não é capaz de apreciar a verdadeira felicidade humana, dedica-se completamente a ele.

2. Ódio

Mostrar cólera e ódio nas palavras ou no semblante é inútil, perigoso, imprudente, ridículo e comum. Não devemos mostrar a nossa cólera ou nosso ódio senão por meio de atos, e estes podem ser praticados tanto mais perfeitamente quanto mais perfeitamente tivermos evitando os primeiros. Os animais de sangue frios são os únicos que tem veneno.

3. Felicidade

Se quisermos avaliar a situação de uma pessoa pela sua felicidade, deve-se perguntar não por aquilo que a diverte, mas pelo que a aflige.

4. Dor

Sentimos a dor, mas não a sua ausência.

5. Solidão

O que torna as pessoas sociáveis é a sua incapacidade de suportar a solidão e nela a si mesmos.

6. Religião

As religiões, assim como as luzes, necessitam da escuridão para brilhar.

7. Homem

É preciso ler histórias de crimes e descrições de situações anárquicas para saber do que o Homem é realmente capaz no que diz respeito à moral. Esses milhares de indivíduos que, diante dos nossos olhos, empurram desordenadamente uns aos outros no trânsito pacífico devem ser vistos como tantos tigres e lobos, cujos dentes são protegidos por fortes focinheiras.

8. Morte

A morte é a solução dolorosa do laço formado pela geração com voluptuosidade, é a destruição violenta do erro fundamental do nosso ser o grande desengano.

9. Mundo

O mundo é o inferno, e os homens dividem-se em almas atormentadas e em diabos atormentadores.

10. Sexo

Pensai no casal mais belo, mais encantador, como ele se atrai e se repele, se deseja e foge um do outro com graça num belo jogo de amor. Chega o instante da volúpia, e toda a brincadeira, toda a alegria graciosa e doce de súbito desapareceram. Por quê? Porque a volúpia é bestial, e a bestialidade não ri. As forças da natureza agem por toda a parte seriamente. A volúpia dos sentidos é o oposto do entusiasmo que nos abre o mundo ideal. O entusiasmo e a volúpia são graves e não comportam a brincadeira.


Victor Oliveira

Formando em Direito na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Assíduo leitor sobre o que a filosofia pode corroborar com a formação do ser. Orientação política à esquerda..
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